quinta-feira, outubro 25, 2007

I Conferência Municipal de Cultura de Rio Branco

Sociedade civil e poder público se reúnem nos dias 26 e 27 deste mês para finalizar o modelo de um Sistema Municipal de Cultura a ser implantado na capital acreana. O princípio básico do processo é a participação pública na gestão cultural, portanto, é de extrema importância a presença, participação e envolvimento dos artistas, esportistas, historiadores, turismólogos, professores, agentes culturais, produtores, também de jornalistas, estudantes, consumidores, etc.

A I Conferência Municipal de Cultura acontece a partir das 8horas, na Secretaria Estadual de Educação. Além dos debates, serão feitas pequenas mostras da cultura de Rio Branco através de esquetes teatrais, exibição de vídeo, exposição de artes plásticas, etc.

A realização é da Prefeitura de Rio Branco, via Fundação Garibaldi Brasil – FGB, em parceria com a Fundação Elias Mansour - FEM e Conselho Estadual de Cultura – Concultura. O patrocínio é da Brasil Telecom, Banco do Brasil e Banco da Amazônia, com apoio da Secretaria de Educação e Sebrae.

Mais informações:

Acesse: http://culturarb.blogspot.com

Ligue para: 32242503 ou 32240269

Quem ainda não confirmou sua presença, vá até a Fundação Garibaldi Brasil – FGB e garanta a sua participação, quem trabalha com Cultura nessa cidade precisa ter noção desse sistema que está preste a ser implantado, CONFIRME a sua participação.

Cinema na Ufac

Infelizmente o Cineclube Batelão não terá exibição nesta quinta-feira, em decorrência de problemas técnicos.

Mas aproveita a oportunidade para convidá-lo, para a exibição do documentário Pro Dia Nascer Feliz, direção de João Jardim. A sessão acontecerá no Anfiteatro Garibaldi Brasil- UFAC, no dia 25/10 ( quinta-feira), às 19 horas.
A projeção faz parte da programação da XIII Semana de História, que acontece de 23 a 26 deste mês. Após a sessão, o filme será comentado pelos professores Hélio Moreira, autor da dissertação de mestrado "ACRE (ANOS) DE CINEMA": UMA HISTÓRIA QUADRO-A-QUADRO DE JOVENS CINEASTAS (1972-1982) e o professor José Dourado.
Sinopse: "Pro Dia Nascer Feliz" é o segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário "Janela da Alma" que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. Através de uma investigação do relacionamento do adolescente com a escola - ambiente fundamental em sua formação - o diretor traz à tona, além de questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente escolar, questões como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no desenvolvimento de muitos desses jovens. Duração: 88 minutos.

Agradecimentos a acadêmica de Jornalismo Juliana Machado que semanalmente manda a programação o cineclub Batelão

quarta-feira, outubro 24, 2007

Projeto cultural resgata bandas musicais de Xapuri

Resgatar os principais conjuntos musicais de Xapuri, que marcaram época nas décadas de 70 e 80. Esse é o objetivo do projeto do músico Antônio Cosmo Rocha, o Magão, recém-aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura do governo do Estado.Dos Siderais a H-Wellem é o título do projeto que pretende reunir em um único evento, a ser realizado em praça pública, todos os músicos que fizeram a história musical de Xapuri no decorrer dos últimos 40 anos. O autor do projeto, Antônio Magão, diz que a idéia nasceu da necessidade de tirar uma parte rica da cultura xapuriense do esquecimento.
O projeto já foi diplomado pela Fundação de Cultura Elias Mansour e será realizado durante o mês de dezembro deste ano. Cerca de 30 músicos estão inseridos no projeto e a maioria deles já confirmou presença no evento.


fonte: Jornal O Rio Branco

Segundo dia do Festival Varadouro

Marlton

Debutando no Festival Varadouro, a "jovem" banda fez uma boa apresentação. Com seu "hardcore melódico progressivo e com influências do metal", mostrou que tem uma boa presença de palco abrindo a segunda noite do festival.

Mesmo tocando cedo, um público considerável acompanhou o show. A Marlton sempre teve um público fiel e volumoso. As músicas apresentam uma evolução durante o show. A última do repertório, "Estocolmo", gravada recentemente, mostra uma evolução no sentido de amadurecimento da banda. Com mais rodagem e punch, a banda tem o potencial de ser grande.

Mr. Jungle

O velho chavão que "gosto não se discute" é o onde sempre termina uma conversa sobre um evento com dezoito bandas com propostas musicais diferentes como foi o Festival Varadouro 2007. Porém, de antemão aviso: vou discordar. O fato é que, sem querer desmerecer as demais bandas, a noite foi da Mr. Jungle.

A banda de Roraima fez aquilo que entre amigos chamamos de "rock'n roll sem frescuras", com uma presença de palco eletrizante, arranjos simples e bem feitos, letras em português e uma alegria de estar no palco – que apesar de ser fator obrigatório, é o que raramente se vê – tornando praticamente impossível não balançar a cabeça durante o show.

Mr. Jungle lembra muito as lendárias Velhas Virgens e Made in Brazil e nos faz como diz uma das suas letras "querer ser um rockstar". E esse é o espírito da coisa! Com sete anos de estrada e o lançamento do CD previsto para janeiro de 2008, a Mr. Jungle prova que música tem que ser feita antes de tudo com paixão e que apesar de todas as dificuldades é importante investir em festivais. "Acreditamos no rock'n roll. Para fazer isso, o público é o combustível de tudo", disse Manoel Vilas Boas. Na última música da noite, Manoel Vilas Boas alertou que iria tocar fogo no show. Entretanto, terei que desmenti-lo: eles tocaram fogo desde o começo.

Blush Azul

Os integrantes da Blush Azul deram, literalmente, um show. Parecia que a 'banda das meninas e do menino', como é comumente chamada, estava naquele festival pela primeira vez. Dominaram o palco como se fossem veteranos."

Ao som das primeiras notas de "Vai", uma das músicas mais conhecidas, a galera deliciou-se e contou os segundos para que começassem a cantar junto. E um show à parte quando Irlla surpreendeu a galera girando malabares no palco. Agradaram e surpreenderam. "Muito obrigada", finaliza. Vocês merecem.

Nicles

"Viva o psicodelismo, abaixo o pop"

A Nicles foi a quarta banda a pisar no palco no segundo dia do Festival Varadouro. O público ainda estava assimilando o progresso deles através da apresentação e em todas músicas de seu repertório isso foi nítido.

Suas letras introspectivas, um solo de teclado novo, o recurso do alto falante, as performances peculiares e frenéticas do Kílrio ( e ele deu um sorrisinho quando viu um no público dançando como ele ), autenticidade alcançada faz parte do que o vocalista mesmo disse: "a tentativa de aumentar a cena".

Só não foi melhor porque a dicção não é o forte e muitas vezes fica só nos balbúcios e o peso dramático (eu amo a banda, mas eis un detalhe que precisa ser considerado!). E eles saem do palco dizendo: Obrigado a todos, aos meus amigos e os inimigos também!

Ludovic

Um dos shows mais esperados por mim, não só porque iria resenhá-los, mas porque já estava curtindo o som dos caras antes do festival. "Um dos shows mais poderosos da cena independente. Som que se define sem muitas palavras", apresentou Aarão Prado. E não há muitas palavras mesmo.

Aquele lugar virou um verdadeiro hospício. Aquele exorcismo de Ludovic no palco é algo incomparável. O público urrou - afinal gritar é coisa de gente normal, e já não havia ninguém nesse estado ali. Estavam todos entorpecidos com aquele teatro sem máscaras, onde a verdade nua e crua se desenvolvia. Mandou bem. Aplausos dignamente merecidos.

Mapinguari Blues

É impossível falar da cena rock/blues acreana sem destacar a importância dessa banda para tal história. Como disse o vocalista Roni, "existe blues em qualquer lugar", e foi com a responsabilidade de provar que o blues também vive no Acre que o Mapinguari subiu ao palco e tirou o fôlego dos espectadores presentes no Festival Varadouro. Nascido há onze anos, o Mapinguari Blues apresenta um nível que não deixa a desejar a nenhum outro grande centro do país, misturando influências que vão de Steve Ray Vaughan até os arredores das águas do Igarapé Judia.

O público conhecia as letras das músicas, sempre com temáticas focadas no cotidiano do povo acreano, em especial o rio-branquense. "Ver essa ligação forte entre as pessoas que estavam aqui hoje e a banda foi a maior alegria da vida", afirma o guitarrista Charles Sampaio. Aliás, vale ressaltar que, mesmo com alguns contratempos de ordem técnica, o Mapinguari deixou o show debaixo de um coro com inúmeros pedidos de bis, ou seja, o melhor termômetro da aceitação da platéia.

No backstage do Festival Varadouro não se comentava outra coisa além da apresentação dos blueseiros acreanos. Um produtor de Manaus chegou e me disse "cara, essa banda é demais e esse guitarrista é gênio!". Esses foram os frutos semeados pela banda que no final de novembro lançará seu CD com oito músicas. Só resta aguardar com muita ansiedade.

O quarto das cinzas

"Árvores caminhando pela noite, sombra de luz. Sob as folhas palavras e silêncios, por trás da nuvem, a lua, o ar, estrelas. Essa é a sua paisagem..."

Foi com a introdução de Flora Pura que O Quarto das Cinzas descreveu a Arena da Floresta no segundo dia do Festival Varadouro e entregou a fórmula do que seguiria: "Sente o encantamento...", é exatamente o que se deve fazer num show dessa banda.

Uma sintonia fina salta do palco. Baixo, Guitarra, um lap top, o aparelho portátil que o baixista controla manualmente para fazer batidas eletrônicas (Qual o nome?) e uma vocalista que flutua, sem deixar que se defina se seu canto é mais doce ou desafiador. A batida trip hop que vai desacelerando sob um quê rock n roll e algo de místico acompanha as letras que falam de sensações. Tudo provoca.

Depois de pedir licença aos seres da Floresta, como se a energia da noite já não fosse uma total permissão, a voz de Laya Lopes segue com Anoiteço e Viciante, do EP "A chave", que realmente abriu a porta dO Quarto prum público que na maioria não conhecia a banda, mas àquela altura já estava hipnotizado e mais a vontade ainda quando o vocalista Diogo Soares, da banda acreana Los Porongas, subiu ao palco em Circulares, numa intimidade envolvente de vozes, mãos e movimentos. "Tudo que for seu" antecede a despedida, atendendo à um pedido vindo do público e mais adequado impossível: "Incontrolável".

O Quarto das Cinzas é um sopro suave no ouvido, com todo arrepio que isso causa.

Los Porongas

De novo, Porongas mostrou o que é tocar em casa. Uma energia incrível tomou conta do Estacionamento da Arena da Floresta. Nesse Festival, pela primeira vez, decidi acompanhar um pedaço do show de cima do palco. É muito forte a presença da banda e tudo que ela passa pro seu público.

A participação do Hermógenes na música da banda Capú serviu para coroar toda uma homenagem e uma difusão do espírito da música independente no nosso estado. A banda Capú foi pioneira em música autoral num tempo em que isso era inimaginário. "É muito satisafatório ver a grandeza desse evento e dessa mentalidade autoral. Ficou muito feliz.", me confessou o Hermógenes, depois do show.

Los Turbopótamos

“Viva a integração da América Latina!”

Chegaram reconhecendo o terreno, olhando pela as beiradas, tentando fazer se passar por despercebido. Apesar de todos estarem bem à vontade, não percebi neles aquela coisa rock’n’roll e até achei estranho, afinal, tinha escutado algumas musicas da banda na internet e eles tinham uma boa pegada do rock com um pouco de ska. Pensei : “esses peruanos estão escondendo o jogo!”

Dito e feito. Bastou subir no palco e arrasaram. A diferença de idiomas não foi uma barreira, pois o idioma oficial do Festival Varadouro era a música, a boa musica. E esses caras deram um show para ninguém botar defeito, com direito a bis e tudo mais. E é de se admirar pois eles pegaram o publico que já estava esgotado do show do Los Porongas e conseguiram manter a mesma linha de diversão e interação.

Muchas graças!



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J. Arthur resenhou as bandas Blush Azul e Ludovic
Miriane Braga resenhou a banda Nicles
Santiago "Cidão" resenhou as bandas Los Porongas e Marlton
Mayara Montenegro resenhou a banda Quarto das Cinzas
Helder Junior resenhou as bandas Mr. Jungle e Mapinguari Blues

Fotos por Talita Oliveira e Nattércia Damasceno

terça-feira, outubro 23, 2007

Festival Varadouro - Fotos e Resenhas da primeira noite.

Survive

O show da Survive no Festival Varadouro 2007 apenas confirmou aquilo que já vinha se comentando na cena metaleira de Rio Branco: a banda arrebenta. Mesmo com a responsabilidade de abrir o maior festival de música independente da região Norte, a banda Survive não se intimidou e fez um espetáculo com as guitarras muito bem sincronizadas, baixo e bateria ditando o ritmo pesado e o vocal digno de elogios.

Outro ponto positivo ficou por conta da presença de um grande número de fãs do estilo, para a surpresa até mesmo dos membros da Survive. "Foi incrível a participação do público de preto! Apesar de não ser um festival do nosso gênero musical, o público compareceu mesmo.", disse Josélio, guitarrista da Survive.

A estrutura de som armada pela organização do Festival foi excelente, superando um dos principais problemas enfrentados por quem toca heavy metal, graças a grande estrutura técnica que é exigida pelo tipo de música.

A Survive faz um som definido por eles mesmos como metalcore, despontando como referência do gênero no Acre. Segundo Josélio, um dos principais fatores para a rápida ascensão da Survive são disciplina e seriedade nos ensaios e a facilidade de divulgação do trabalho através da internet.

Depois da experiência do Festival Varadouro, a próxima jornada da banda será no Festival Beradeiros, em Rondônia, no próximo dia 18/11. E assim a Survive vai se consolidando no cenário independente regional.


Escalpo

Já está com um tempo que vem desenvolvendo um bom trabalho e na foi à toa que fora convidada para tocar no festival Varadouro. Botaram pra quebrar e destruíram tudo. Estou falando de uma galera lá do bairro tucumã, ninguém menos que a banda Escalpo.

Eles vêm de uma linha meio punk que se mistura com outras influencias. Todos integrantes estavam realizados, isso era notório, estava na fisionomia de cada um e nos agradecimentos do Mozart entre uma musica e outra. O baixista é um dos caras que mais tem presença de palco, bem que a banda poderia se espelhar nele na hora de se posicionar no palco, ele com certeza foi um show a parte.

Boa banda e já está na hora de trespassar as fronteiras acreanas e começar a tocar nos festivais por aí Brasil a fora.


RECATO

Quando Diogo Soares apresentou a banda como "garotos recatados com uma sonoridade melancólica" definiu perfeitamente a terceira banda daquela noite. Os integrantes da Recato subiram ao palco para serem amados ou odiados, não houve meio termo.

Com uma balada que eu definiria como "los-hermânica" eles acalmaram a platéia pulante dos outros dois shows anteriores. Trouxeram a maresia de um mar que não existe em Rondônia, uma calmaria que combinou perfeitamente com a chuva fina que ainda caía no local. Só senti falta da presença de palco. Estavam seguros, mas sem muita movimentação, o que talvez pudesse ter atingido um público maior.


Lord Crossroad

A Lord Crossroad veio à Rio Branco com a proposta de tocar um rock'n roll setentista e cumpriram muito bem a missão. Arrisco dizer que foi a banda que mais animou o público que, mesmo embaixo de chuva, não deixou de curtir as músicas que misturam influências como Led Zeppelin e a cultura da região Centro-Oeste. No palco, a banda mostrou uma energia que foi transferida aos que assistiam sem conter a empolgação.

"Nós nos divertimos no palco. É emocionante ver um público como esse de hoje no Festival Varadouro! Hoje foi especial.", afirma o baixista Rodrigo, entregando o segredo para tal ligação entre platéia e banda.

A Lord Crossroad tem a consciência que, no atual cenário do rock independente, a participação das bandas no contexto de organização de eventos é fundamental. "O papel de coletivos na formação da cena independente é fundamental. Lá em Cuiabá fazemos isso. Uma banda não pode esperar as oportunidades caírem do céu. Tem que participar.", disse o vocalista Charles.

Com essa atitude ativa no meio musical e o som de qualidade que apresenta, não resta dúvida do potencial que pode chegar a excelente Lord Crossroad.


TETRIS
Os rapazes da Tetris entraram com tudo no palco. Com uma presença de palco impressionante, o vocalista Matheus parecia estar exorcizando algo de seu corpo quando trazia aqueles gritos da garganta. Um banda à la The Strokes, com um estilo bem banda de garagem.

Um show dançante que me lembrou músicas da Jovem Guarda e algumas bandas dos anos 50 e 60 com uma pegada mais forte, mais pesada. Uma ótima banda pra quem não quer ficar parado. "É um prazer estar tocando aqui pra vocês" disse o vocalista. Foi um prazer ouví-los tocando aqui pra gente.


Filomedusa


O Filomedusa é uma banda que já se consagrou na cena acreana. Então no palco, estabeleceu-se aquele clima de um grande sarau.

O público cativo cantava, se balançava e a banda retribuía pela forma que deliciava cada música. Era nítido a satisfação. Carol, com suas performances sensacionais, foi acompanhada pelo brilhantíssimo solo de "Saulinho" e aplaudidos foram. E não é à toa que quando mencionaram que seria a última música o público disse: "Aaaaaaah..."

Saíram aos abraços do palco, carinhosos, amigos, uma equipe. Dá gosto de ver bandas acreanas.

Obs: Episódio: caras: GOS – TO – SA! (3x) Carol: Que bom que vocês acham minha voz bonita!


Superguidis

Logo no inicio do show quando encontrei com o Diogo Soares, vocalistas do Los Porongas, enquanto dançava junto com o público ao som de Superguidis, comentei no ouvido dele: "Essa banda vai ser o Porcas do ano passado!" Comentário surreal pra quem não viveu o varadouro do ano passado.

A cada música o publico aplaudia e pedia mais dos Superguidis, a galera cantava, pulava, se esperneava enfim foi um dos shows da noite em qual o publico mais participou e também uma das bandas que mais interagiu com o público. E quando o show acabou todo mudo pediu bis.

E pra quem não entendeu o comentário: "Essa banda vai ser o Porcas do ano passado!" Danislau Também pode lhe explicar, clique aqui.

Camundogs

Com uma sonoridade totalmente diferente, Camundogs assume de vez a sua musicalidade natural. "O nosso som não é pesado, é assim, bonito", disse Aarão Prado após o show. Músicas limpas e que deixam transparecer toda a sua poesia. A banda assume o rótulo de power-pop e decide ser feliz com isso.


O show foi um misto de baladas e músicas mais pesadas. Músicas inéditas como "Encruzilhada Blues" e "Jully", novas versões de "Antes só" e "Espelhos". O som foi polido, mas continua com a mesma áurea forte e presente, que se percebe no entusiasmo com que o público canta. Camundogs assumiu de vez o que é como banda.


Madame Saatan

É difícil expressar todas as sensações causadas pelo show meteórico de Madame Saatan. Uma banda que chegou cedo, foi simpática e muito requisitada no backstage, todos os integrantes fizeram um aquecimento e minutos antes se abraçaram e conversaram unidos. Palavras que, sem ouvir, já compreendi que transcediam o significado de equipe.

Entram no palco às 2 horas da manhã, última a se apresentar. Apesar da garoa e do cansaço, todos se aproximaram do palco para contemplar a magnitude da performance da banda; alguns balbuciavam suspiros, outros já gritavam e, mesmo sendo poucos que sabiam as letras, não tinha como não se contagiar com a energia vibrante de Saatan.

Eles têm visual, batidas fortes e, ainda a voz potente e aquele hibridismo... outros ritmos.Sammliz é sexy, arrancava olhares e suspiros a cada impulso de seu corpo. O guitarrista dedilhando com prazer cada nota, entre pulos e voltas, um a um formava uma dança sintônica.Depois da quarta música e aplausos, a musa ali representava falava com seu sotaque como se tivesse mesmo em casa: "Mah rapaiz, somos vizinhos!"

Segue-se e tudo foi tão intenso! Depois do show da Madame Saatan, a imagem típica da musicalidade de Belém do Pará se desfaz...


Créditos ao Coletivo Catraia - Comunicação Grito Acreano .

Survive, resenha de Helder Junior e foto de Natercia Damasceno
Escalpo, resenha de Adaildo Neto e foto de Talita Oliveira
Recato, resenha de J. Arthur e foto Natercia Damasceno
Lord Crossroad, resenha Helder Juniro e foto de Talita Oliveira
Tetris, resenha de J. Arthur e foto de Talita Oliveira
Filomedusa, resenha de Miriane Braga e foto de Natercia Damasceno
Superguidis, resenha de Adaildo Neto e foto de Talita Oliveira
Camundogs, resenha de J. "Cidão" Santiago e foto de Talita Oliveira
Madame Saatan, resenha de Miriane Braga e foto de Talita Oliveira

domingo, outubro 21, 2007

Eu, eu mesma, e algumas bandas do Varadouro*

E vou logo avisando: eu sou chata mesmo. Portanto, vou ser curta, grossa e objetiva: duas bandas me chamaram a atenção mais do que o costume, e eu vou pagar pau pra elas: Lord Crossroad (MT) e Mr. Jungle (RR).

Com a primeira, aconteceu mais ou menos assim: eu estava lá, andando, batendo um papo furado, mascando um chiclete já sem gosto... E então o show deles começa e eu penso: ‘hum, legal’! E o show continua e eu continuo de papo pro ar. Mas não demora muito pra eu aproximar do palco e prestar mais atenção. Pouco depois, eu já tinha soltado os braços, estava mexendo os ombros e batendo, discretamente, com o pé no chão no ritmo da bateria.


Já tinha escutado Lord Crossroad pela internet e já tinha me surpreendido, porque pelo nome eu esperava uma outra coisa (não me pergunte o quê). Após o show, troquei umas palavrinhas com os integrantes e ganhei um CD. Não sou lá uma ‘expert’ em definições de estilo (não defino nem o som da minha própria banda, mas vamos lá). Não sei o que os rapazes da Lord C. costumam ouvir, mas me deixaram sensação de alguma influência – mesmo que discreta – de alguma vertente do metal em certas as músicas. Influências fortíssimas de blues e hard. Em certo momento, me lembrou Chico Cezar, incluindo um grau ou algumas passagens regionalistas (nas letras e em determinadas levadas).

Mr. Jungle eu já conhecia desde o Grito Rock em Vilhena. Acho que até meu pai iria gostar e se amarrar no show deles. Rock’n’Roll com todas as letras e jeitos e estilos e ares e acentos e vírgulas e.... enfim! Mr. Jungle não é indie, não é punk, não é nenhum tipo de ‘core’. Mr. Jungle é rock com aquele tom clássico. (e blues e hard também). Não vou falar mais porque só assisti ao início do show deles, infelizmente só pude ouvi-los durante a passagem de som da Blush, que tocou em seguida.

Lord Crossroad e Mr. Jungle são bandas pra assistir ao show, comprar um CD, ouvir e lembrar no outro dia. Fazem show com firmeza, mostrando que sabem muito bem o que os levaram até ali; tocam pra eles, pro público, pro rock! Investem num trabalho que passa longe do ‘a la MTV’ que tem dominado as bandinhas atualmente. Reconheço que é muito fácil falar em investimentos num trabalho diferenciado, o difícil é encontrar realmente a autenticidade e originalidade, e no meio disso, é muito fácil também cair no caldeirão das bandas cujo show trás a impressão de que cada passo é planejado, assim como cada fio de cabelo ou cada amarrotado da roupa.

Outra banda que não vou esquecer que vi é a ‘Quarto das Cinzas’ (CE), eles levaram pro palco um clima que eu realmente não sei descrever. Quanto às bandas acreanas, eu sou suspeita pra falar, mas acredito que o Acre mostrou o que devia. E pra não dizer que não falei das flores: banda Nicles detonou! Aquele vocalista lá... Minha nossa! x)

*Isso não é resenha, nem matéria, nem crônica, nem sei o quê... É apenas um texto que eu acordei com vontade de escrevê!

(Foto 1: Lord. C., por Talita Oliveira; Foto 2: Mr. J, por Nattércia - Deda)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Campeonatos


Há um tempo atrás, mais ou menos um ano, eu tinha feito uma pequena matéria sobre skate. Eu, junto a 90% das meninas, não sacava absolutamente nada de skate.. mas tah! Bom, para quem conhece Rio Branco, sabe que desde obras que redefiniram aspectos físicos e socias da cidade muito tem ocorrido, um exemplo disso é o Parque da Maternidade. E lá estava eu no lugar onde o pessoal treina skate, na parte central do Parque.
Haviam muitos! E eles descorreram sobre a paixão por skate, falaram de influências (até de Malhação, na época,rs), de como os grupos se firmaram, os preconceitos taxativos. Claro que estou contando tudo isso com um objetivo! Pois é e eles falaram que no interiro há outros grupos também e que havia um (do interior) que tinha ido para um campeonato e consquitado uma boa colocação. É engraçado lembrar da distância que eles contavam sobre campeonato, que só um que tinha ido para fora e conseguido algo, poxa eles demonstravam aquela vontade!
Hoje a realidade muda. Não só porque grupos se formaram, pelos treinos e obras governamentais, mas porque hoje no Varadouro está a grande oportunidade que todos aqueles meninos anseavam! No Varadouro tem espaço tantao para o público iniciante como para o amador.
Poxa, isso é um depoimento, eu reconheço a importância disso. Aliás não sou só eu, mas também vem uma revista de fora, especializada, só para cobrir o campeonato! Hoje começa... talvez ainda minimalista, entretanto é um projeto que tem tudo para tomar dimensões monumentais! Espero que o pessoal dessa tribo se sinta motivado a fazer dessa cultura um Varadouro de sucesso!
(obs: nas fotos Klaus Bohms na primeira e wagner profeta na 2º - profissionais que já estão aqui!)

Hoje

É hoje!!! \o/
Qual a programação? (6ªf)

* 9-12h: Seminário - 30 Anos de Flora Sonora com Beto Brasiliense, Pia Vila e convidados , no Teatro do Sesc.
*14-18h: Seminário - O Novo Mapa da Música Independente na Latino-América com Israel do Valle (Rede Minas), Rodrigo Lariú (MidSummerMadness) e Pablo Capilé (Espaço Cubo), no Teatro do Sesc.
* 15- 19h: Varadouro Skate! Abertura, eliminatória iniciante, apresentação break, aquecimento amador, eliminatória amador e apresentação profissional com Klaus Bohms e Wagner Profeta, no estacionamento do Arena da Floresta.
*20- ... : Festival!! Survive, Recato, Lord Crossroad, Escalpo, Tetris, Filomedusa, Superguidis, Camundogs, Madame Saatan.

* A cada fim de show a banda deixa o palco e vai para um Bate-Papo, onde todo o público pode ter acesso para fazer perguntas, tirar fotos e assim como a imprensa.

* Os convitesssss, reforçando post abaixo: Evitem filas, pegue seu convite GRATIS na Estação do Cd (que se localiza nos Araújos), Drogaria Popular e Hoje Cosmectis!

Oficina - Parte II - Síntese

Concluiu-se ontem as oficinas de Comunicação e Fotografia. A de Comunicação foi ministrada por Marielles, figura já de casa para o pessoal do Catraia! Ela amarrou idéias mencionas no dia anterior se valendo de planilhas, apresentando o sistema "Cubocard", detalhando como tem funcionado a integração no "Circuito Fora do Eixo" e motivando o trabalho para o nosso estado.
A de Fotografia, Renato Reis que vai atuar na equipe de fotografia do Varadouro fez uma apresentação 'light' para seu 2º dia e mostrou seus trabalhos e já estava bem à vontade conversando com público, falando de seu histórico, contraste em fotos e dando dicas.
Aproveitar o momento que temos e as ferramentas nos levarão à intensidade do que estamos presenciando e essa é a maior lição para o trabalho que está para fluir..

p.s: Depois disporemos no blog a apostila de fotografia!

Curtas

Bom, todo mundo já sabe da TPV “tensão pré varadouro”, agora nessa madrugada se inicia a “Correria Pré Varadouro”.

E nas ultima semana o Grito Acreano tomou uma decisão muito importante e que vai beneficiar a todos, iremos fazer parte do Coletivo Catraia como ferramenta integrante da comunicação desse coletivo.

Sobre o zine de poesia que iríamos fazer para distribuir no festival, sinceramente, todos os integrantes do GA estão envolvidos até o pescoço com o Festival Varadouro, nos sobra pouco tempo para dedicar a esse projeto. Mas, decidimos lançar o zine na Conferencia Municipal de Cultura, assim mostramos para os acreanos o nosso verdadeiro Grito Poético.

Vá pegar seus convites para o Festival Varadouro nos pontos de entrega e evite fila. Lembrando, que no local também estará sendo entregue os convites. Mas, evite fila. Repetindo. Evite fila.

Durante o festival será realizado um bate papo com as bandas. Então fique ligado, quando a banda sair do palco, vá correndo participar desse bate papo.

Coletivo Catraia guarde esse nome, você vai ouvir falar muito dele dentro de alguns dias.



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