sexta-feira, maio 15, 2009

É cafona... Mas é bonito!

Biografia de Renato Russo apresenta perfil bem delineado do líder musical: poeta-músico-sonhador

Renato Russo, o trovador solitário

Giselle Lucena

Não é espetáculo teatral, cinema ou festival de música. Mas bem que a história poderia render uma peça, um roteiro e certamente, de trilhas sonoras estaria com recheio duplo. O personagem principal é Renato Russo, mas o enredo não é de Faroeste Caboclo ou Eduardo e Mônica. Em “O Trovador Solitário” (Ediouro), o vocalista de uma das mais populares bandas de rock do país aparece num perfil bem delineado: um poeta-músico-sonhador, do tipo que sofre, traduz a vida nas canções e não desiste de correr atrás dos sonhos – seja lá o que isso implique.

Legião Urbana - uma das bandas de rock mais populares do país

A biografia escrita por Arthur Dapieve, mostra um Renato Russo intelectual, não apenas um revolucionário roqueiro rebelde; não apenas mais um na lista dos “bons que morrem jovens”; homossexual e que tinha Aids. Renato Manfredini Jr. também foi professor de cultura inglesa, fã de música clássica e integrante de banda fictícia. O livro conta a vida do músico simultaneamente à produção dos discos da Legião Urbana, de temáticas políticas, pessoais, românticas, universais. O leitor que tem ou teve uma banda entenderá muita coisa com mais facilidade; aquele que nunca teve, ficará louco para montar um grupo musical e entrar numa turnê.

O autor, Arthur Dapieve, é crítico musical, vice-reitor acadêmico e professor de Jornalismo da PUC-RJ. Também escreveu BRock: O rock brasileiro dos anos 80 (Editora 34), entre outros.

Respeito e ética: permitido para menores

Autor da biografia é jornalista é crítico musical

Mas como é escrever a história de um músico que não se sentia à vontade para tratar de temas como identidade sexual, dada a enorme parcela de crianças entre os seus fãs? Sobre alguém que tinha perfeita consciência da responsabilidade social de um artista? Para produzir a biografia, o jornalista Arthur Dapieve ficou atento às preocupações de Renato Russo e uniu ética jornalística e respeito ao músico que se sentia desconfortável no papel de novo porta-voz da juventude. Dapieve integrou a mesa redonda sobre Música, durante o I Congresso de Jornalismo Cultural realizado pela Revista Cult, em São Paulo, no início de maio. Na oportunidade, fiz algumas perguntas ao escritor, confira:

Quanto tempo foi gasto para a produção do livro, desde a pesquisa até a publicação?

Arthur Dapieve: O tempo entre a pesquisa propriamente para o livro e a publicação foi muito rápido, porque fez parte de uma coleção em que os livros eram produzidos em seis meses, e eu o escrevi em sete. Mas sem saber, iniciei essa pesquisa desde que comecei a escutar a Legião Urbana, que foi mais ou menos na mesma época em que eu estava começando como jornalista. Portanto, o primeiro show eu fui apenas como ouvinte, já o segundo já fui cobrindo. Eu não tinha como saber que todo aquele material iria um dia me servir como matéria de pesquisa, mas quando me convidaram para escrever a biografia do Renato Russo, eu aceitei, já tinha muito material e muitas entrevistas gravadas com ele que não foram aproveitadas por completo.

Então, o livro é em grande parte fundamentado em fitas com entrevistas que você mesmo fez com o músico. Mas foi preciso fazer visitas à casa do Renato, contato com os familiares e amigos?

Arthur Dapieve: Sim, a maior parte das declarações do Renato Russo no livro foi prestada exclusivamente para mim. Também fiz uma rodada de entrevistas com familiares, amigos que também eram artistas como o Leo Jaime; com o pessoal que tocou com ele e aqueles que foram músicos de apoio da Legião.

Mas para escrever uma biografia de alguém tão popular, como selecionar as fontes mais confiáveis entre as tantas disponíveis?

Arthur Dapieve:
Não só as mais confiáveis, mas aquelas que... Bem, eu queria fazer um perfil artístico, então não me interessava muito o amigo que era amigo de farra, a parte privada da vida do Renato não me interessava muito porque é uma parte que ele sempre procurou manter privada, e eu me sentiria traindo um personagem que eu conheci se eu tornasse o livro sensacionalista ou algo parecido. Então isso me impulsionou como um norte, pessoas que trabalharam com ele e que tiveram uma representatividade que não seja só porque trabalharam com ele. Então fiz umas 17 entrevistas complementares, em relação àquelas que eu já tinha feito com o músico.

Tendo como foco a vida profissional do artista, muita coisa já é eliminada. No entanto algumas questões pessoais são indispensáveis na história. Teve algo que o fez ponderar no meio do caminho: “eu publico ou não publico isso”?

Arthur Dapieve: Não, porque até coisas que eu já sabia e que poderiam estar em outro livro eu decidi que não estariam nesse. Na noite de autógrafos no Rio de Janeiro eu respirei aliviado ao ver a quantidade de crianças que estava na fila. O Renato tinha muita preocupação em fazer músicas sem palavrão, para crianças, então eu acertei: ‘esse público aí vai ser contemplado’. E o público da Legião tem uma relação muito estreita com a banda, eles seriam os primeiros a rechaçar o livro se eu tivesse sido antiético, porque a Legião é, sobretudo, sobre ética.

-x-

Quer saber mais sobre o I Congresso de Jornalismo Cultural? Visite: http://paripassuac.blogspot.com/

terça-feira, maio 12, 2009

Tuatha de Danann no Acre

Para quem não conhece, Tuatha de Danann é uma banda mineira formada em 1995, inicialmente nomeada de Pendragon, com a proposta de tocar heavy metal com influências de música folclórica medieval ou como alguns preferem, Folk Metal. No ano seguinte, a expressão da mitologia celta que denominava o "Povo da Deusa Danú", seres encantados que dominavam a arte e a ciência, assim como a poesia e a magia, foi escolhida como nome oficial: Tuatha de Danann. Esses seres, com o cristianismo e passagem histórica, hoje são conhecidos popularmente como duendes, gnomos e fadas.

A Sonoridade

Desde a primeira Demo Tape, a banda já utiliza em seus arranjos instrumentos como flautas, violinos, bandolins, gaitas de fole, craviolas e harmônicas, tudo isso casado com o revezamento de vocais melódicos e gulturais e o peso do heavy metal.
A identidade musical da banda é baseada na magia, delírio e construção lúdica da mitologia celta, tanto no som quanto nas letras.
O primeiro álbum da banda lançado em 2001, entitulado Tingaralatingadun e descrito pela banda como "uma viagem à terra da magia, onde todos os elementos da natureza andam de mãos dadas", foi licenciado na Europa e obteve uma grande aceitação.
Em 2002 veio The Delirium Has Jus Began, um trabalho experimental onde aprofundaram ainda mais a junção dos instrumentos eruditos e o heavy metal.
Seguido do lançamento de Trova Di Danú, pela gravadora Paradoxx Music, que consagrou a característica do uso de instrumentos não comumente aplicados ao estilo.


Os músicos

A banda é formada por Bruno Maia nos vocais, flautas, guitarra e violões; Rodrigo Berne, guitarra e vocais; Giovani Mendonça, baixo e vocais; Rodrigo Abreu na bateria e Leonardo Godtfriedt nos teclados e violino.


O Wacken Open Air

A banda foi vencedora da seletiva nacional do Wacken Open Air no ano de 2005, participando do Metal Battle mundial na Alemanha com outras 08 bandas de países entre França, Itália, Finlândia, Bélgica e Noruega, ficando em 2º lugar e ganhando o título de Melhor Banda Estrangeira a participar da competição.


Para melhor conhecer os "seres" da Tuatha de Danann, ouçam:

Tuatha de Danann no myspace


Dia 16/05/2009 na AFELETRO, a partir das 18 h
Entrada: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)


Wacken Metal Battle 2009 - Seletiva Rio Branco!


Ingressos: R$ 10,00

segunda-feira, maio 04, 2009

CONTAGEM REGRESSIVA PARA O ACÚSTICO CAMUNDOGS 2009!!!

A Camundogs divulga o show acústico "In... Dependente" para mostrar seu trabalho autoral e a sua nova fase, no projeto "Acústico em Som Maior", com apoio da Fundação Elias Mansour. Aproveitam ainda para realizar o lançamento oficial de seu EP "In... Dependente". Serão três shows, que se realizarão nos dias 05, 12 e 19 deste mês de maio no Teatro Hélio Melo, aqui em Rio Branco.

A Camundogs surgiu em 1997 com o nome "Stigma" e em 1999 lançou seu primeiro disco. Passou a se chamar Camundogs em 2005. Hoje, com 11 anos de trajetória musical, que envolve shows nos principais municípios do Acre, e em estados como Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro, a Camundogs ocupa lugar no cenário do rock pop acreano, com uma proposta de que é possível fazer rock acessível e de qualidade, misturando e experimentando sonoridades, levando consigo a bandeira da música urbana feita no meio da Amazônia.

Quando?
Nos dias 05, 12 e 19 de maio (primeiras terças-feiras do mês), às 19:30hs.

Onde?
Theatro Hélio Melo
Av. Getúlio Vargas, 309 - Praça dos Seringueiros - Centro, Rio Branco - Acre

Quanto?
R$ 5,00 ingresso
R$ 2,00 promocional

terça-feira, abril 07, 2009

Preço único de livros

Parlamentares e profissionais da área do livro reúnem-se em audiência pública para debater o assunto

A proposta de adoção da Lei do Preço Único para a venda de livros no Brasil foi discutida nesta quinta-feira, dia 2 de abril, em Brasília, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. A idéia de que os livros sejam vendidos por um preço fixo é da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e conta com o apoio de algumas entidades. A proposta divide opiniões. O Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) e outras organizações, por exemplo, são contrários à adoção do preço único. Para tentar chegar a um consenso, a Frente Parlamentar Mista da Leitura sugeriu a realização da audiência.

Fonte: Ministério da Cultura
Leia a matéira completa AQUI.

sexta-feira, março 27, 2009

3ª Feira de Artesanato e Comidas Regionais do Acre

Aê, pessoal! Pra quem ainda não sabe, desde do dia 24 deste mês tá rolando na cidade, a partir das quatro da tarde, em frente ao Quartel da PM (Praça da Revolução), a 3ª Feira de Artesanato e Comidas Regionais do Acre. O evento integra a programação em comemoração ao Dia Mundial do Artesão, e é realizado pela Cooperativa de Produtos e Serviços Econômicos e Solidários do Acre (Cooesa), em parceria com o Governo do Estado - através da Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer (Setul), Prefeitura de Rio Branco e Sebrae. 80 expositores participam do evento, que conta ainda com shows de artistas locais. Vale conferir! o/

sábado, março 07, 2009

Exclusivo: Watchmen - O Filme


Tive a imensa honra de participar de uma das primeiras seções de Watchmen no circuito nacional. E não sei se foi por esse motivo, e pela sala estar cheia de fãs, mas ao fim do filme, uma onda de aplausos tomou conta do Kinoplex e eu comecei a bater palmas também.

Watchmen tem como maior defeito para se tornar um sucesso duas coisas, primeiro, a si mesmo, por ser uma obra impossível de ser traduzida para as massas, segundo, os fãs xiitas, que não aceitam que a história em quadrinhos considerada mais infilmável de todos os tempos tenha sido finalmente... filmada. Mas eu tenho que admitir, Watchmen – O Filme é simplesmente a melhor adaptação de uma graphic novel da história do cinema.

Esqueça o viadinho do Batman, o pamonha do Superman e o emo do Homem-Aranha. Watchmen não é um filme sobre super heróis fantásticos lutando contra vilões complexos. Watchmen te faz questionar o heroísmo. Afinal, é aceitável que um homem saia encapuzado pelas ruas da cidade, cheio de apetrechos esquisitos, espancando pessoas e fazendo justiça com as próprias mãos? Watchmen te faz questionar o papel social do herói, mas principalmente, te mostra que no mundo real, se existissem heróis mascarados fazendo justiça pelas ruas, eles não seriam nada de especiais, seriam simplesmente humanos, simples exemplos da humanidade, e que esse papo de honra, orgulho, força é coisa só de “histórias em quadrinhos”. Super heróis no mundo real seriam mais um problema para a sociedade do que uma salvação.

O filme começa da mesma forma que a obra, com o assassinato do Comediante (cena de abertura fantástica, diga-se de passagem). Logo, temos um interlúdio mostrando momentos marcantes dos Homens-Minuto, a primeira geração de heróis mascarados em Nova York. Então vemos o herói Rorschach começando sua investigação pessoal para descobrir quem matou o Comediante, o homem que escolhera esse nome por achar que seria aquele a “rir por último”. Infelizmente, para o Comediante, quem riu por último, não riu melhor.

Rorschach acredita que há uma conspiração para matar heróis mascarados. Porém, é 1985, os EUA vivem o auge da Guerra Fria, e os heróis fantasiados estão quase todos aposentados, devido a lei Keene, que proíbe o heroísmo mascarado. Apenas três permaneciam na ativa, o Comediante, trabalhando para o governo, Rorschach, agindo ilegalmente e sendo caçado pela polícia, e o Dr. Manhattam, único herói a ter super poderes, um homem que é o ser mais próximo da concepção de Deus, controla a matéria, mata apenas com o olhar e se torna cada dia mais distante e alheio aos sentimentos humanos.

Também temos Daniel, o Coruja, antigo parceiro de Rorschach, que vive sobre o peso de seu próprio passado heróico; a linda Espectral, filha de uma outra heroína e que tem um caso com o Dr. Manhattam; e o homem mais inteligente do mundo, Ozymandias, que sabe que não adianta nada ser o homem mais inteligente do mundo se o mundo não passar de cinzas causadas por uma destruição nuclear de uma guerra que parece cada vez mais próxima. E entre heróis que não deixam seu passado de lado e aqueles que querem se livrar dele, entramos numa trama incrível de conspirações, traições, amor, violência e uma forma impensável de traduzir o que pertence ao bem e o que pertence ao mal.

Watchmen tem mais de 20 anos, é uma obra de Alan Moore e de imediato se tornou um marco na história dos quadrinhos por até então ser diferente de tudo o que existia sobre super heróis. Várias vezes tentaram levar a obra para a tela, mas ela foi considerada infilmável, até Zack Snyder (de 300) considerar ser capaz de traduzi-la.

O filme tem quase 3 horas de duração e é extremamente fiel a obra, tirando vários diálogos encurtados, algumas modificações para dar dinamismo (a paternidade de Espectral por exemplo, foi um tema reduzido para um único momento), o final, modificado e eu diria até melhorado, com tanto sentido quanto o original, além de uma sutilidade óbvia em demonstrar a opção sexual “diferente” de Ozymandias e acontecimentos mostrados de forma diferente na Antártida como a morte de seus funcionários, coisa que não existe nos quadrinhos. Algumas cenas são realmente memoráveis, como o passeio em Marte, o surgimento do Dr. Manhattam e as cenas de ação são absurdamente gritantes. Aliás, ação não é o que falta em Watchmen, há um equilíbrio perfeito entre a complexa narrativa e a pancadaria, com total destaque para a invasão na penitenciária, um dos melhores momentos do filme.

Claro, Watchmen não é perfeito. Quem não leu a obra e nem pretende fazer isso um dia pode sair xingando o filme, afinal, o grande público além de não estar preparado para questionar de verdade o papel do herói nem mesmo se imagina questionando tal fato. O filme também é bastante violento (censura 18 anos até no Brasil) e pessoas puritanas vão chiar mais ainda. Quanto a música, a mistura é bem interessante, desde Bob Dylan até My Chemical Romance.

Outro ponto interessante é que Watchmen é apenas aquilo que você vai ver. Mesmo que exploda de bilheteria, continuação é algo que nunca surgirá. É uma história com começo, meio e fim. E encaremos os fatos, num mundo onde Hulks, Homens de Ferro, Homens Aranha e Batmans tem material para continuações infinitas, o charme de uma história complexa e ótima em um único volume fazem do mundo de Watchmen algo mais fascinante do que seu próprio poder já lhe faz capaz.

PS: para quem estiver interessado, a obra completa de Watchmen se encontra na Biblioteca Pública Estadual, na área de quadrinhos, dá pra ler super confortável.

segunda-feira, março 02, 2009

CINE + CULTURA HÉLIO MELO: o cinema brasileiro para todos

Projeto exibe uma lista de filmes de curta, média e longa-metragem de ficção e documentário, conteúdo que faz parte do acervo da Programadora Brasil

O Cine+Cultura Hélio Melo espaço que agrega três projetos de exibição: Circuito Documentário, Cinema do Mundo e Curumins de Cinema apresenta no mês de março uma lista de filmes, cujo acervo faz parte da Programadora Brasil, que oferece uma expressiva faixa da produção independente brasileira para um público antes sem acesso a esse conteúdo. Nessa primeira etapa, o Cine+Cultura Hélio Melo, que é coordenado pelo Governo do Estado, através da Fundação Elias Mansour em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas – ABDeC/Acre exibirá obras de curta, média e longa-metragem de ficção e documentário.

O Circuito Documentário traz filmes como Samba Riachão, direção Jorge Alfredo (2001, 86’), Tudo é Brasil, direção Rogério Sganzela (1998, 82’) e Janela da Alma, de João Jardim, co-direção Walter Carvalho (2001,73’). Já no Cinema do Mundo o público poderá assistir pérolas como O Homem que Virou Suco, de João Batista de Andrade (1979,95’); A Hora da Estrela , de Suzana Amaral (1985,96’) e Deus e o Diabo na Terra do Sol , de Glauber Rocha (1964, 125’). O projeto com o Curumins de Cinema também abrirá espaço para os curtas-metragens infantis num mix de animação, efeitos especiais e ação filmada com atores.

O Cine+Cultura Hélio Melo é associado a Programadora Brasil, que possui uma rede de mais de 550 pontos de exibição, composta por cineclubes , universidades, escolas, centros culturais, prefeituras e outras. A Programadora atua em três linhas: a democratização do acesso ao cinema brasileiro, o apoio à ampliação do circuito não-comercial de exibição e o fomento ao pensamento crítico em torno da produção de filmes brasileiros.

Iniciativa do Ministério da Cultura, a Programadora Brasil é um projeto da Secretaria de Audiovisual (SAv), produzido em parceria pela Cinemateca Brasileira e Centro Técnico Audiovisual (CTAv).

PROGRAMAÇÃO
Circuito Documentário – todas às quartas-feiras – 19 horas

04/03/2009
Cartola – Música para os Olhos - Roteiro e Direção: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (2007, 88’)

Documentário sobre Cartola de Mangueira, ou simplesmente Cartola, um dos nomes mais importantes da música brasileira, responsável por clássicos como ''As rosas não falam'', ''Tive Sim'' e ''Quem me vê sorrindo'', entre outras composições. O filme tem como base entrevistas com amigos, parceiros e pessoas que conviveram com o mestre Cartola.

11/03/2009
Samba Riachão – direção Jorge Alfredo – (2001, 86’)

O diretor Jorge Alfredo usa como pano de fundo a trajetória de Clementino Rodrigues, o popular sambista baiano, de 80 anos de idade, para contar a importância do samba para o povo brasileiro.

18/03/2009
Tudo é Brasil – direção Rogério Sganzela – (1998, 82’)

Rogério Sganzerla diretor do clássico o Bandido da Luz Vermelha completa sua trilogia documental sobre Orson Welles em Tudo é Brasil. O filme se concentra na passagem do cineasta americano pelo Brasil para realizar o longametragem It’s All True (1942) e investiga os motivos que levaram os estúdios RKO a interromper as filmagens. Será exibido antes Linguagem de Orson Welles (1991,15’), a primeira investigação de Sganzerla sobre Welles, um ensaio sobre as idéias e propostas de linguagem revolucionária que o diretos americano tentou concretizar em seu projeto It’s All True.

25/03/2009
Janela da Alma – João Jardim, co-direção Walter Carvalho (2001,73’)

Os olhos são a janela da alma: este é o mote do documentário de João Jardim e Walter Carvalho sobre a maneira como deficientes visuais “vêem” o mundo. O filme se estrutura a partir de depoimentos, colhidos mundo afora, de personalidades como o cineata Wiw Wenders, o fotografo esloveno Eugen Bavcar, a atriz Marieta Severo, entre outras.

CINEMA DO MUNDO – todas às quintas-feiras – 19 horas

05/03/2009
O Homem que Virou Suco – João Batista de Andrade – (1979,95’)

Um dos filmes mais contundentes e fascinantes sobre o tema da migração nordestina para São Paulo. Nele, o ator José Dumont desempenha duplo papel, de dois migrantes em que um assassino e um cantador são confundidos.

12/03/2009
A Hora da Estrela – Suzana Amaral – (1985,96’)

Macabéa, uma jovem órfã, só no mundo, aos 19 anos. Analfabeta, ingênua e virgem, vem do Nordeste tentar a vida em São Paulo. Filme mostra o encontro patético deste ser humano com as artimanhas da cidade grande. Macabéa é tão desastrada que todo o tempo ela dói por dentro.

19/03/2009
Deus e o Diabo na Terra do Sol – Glauber Rocha – (1964, 125’)

Um dos grandes marcos do Cinema Novo, o segundo longa-metragem do cineasta Glauber Rocha se apodera da linguagem de cordel para mergulhar no Nordeste do cangaço, do fanatismo religioso, da miséria e do poder cruel dos coronéis. O resultado é uma obra-prima barroca, atravessada por lirismo cortante e grandeza épica.

26/03/2009
Animações para Adultos 2

A coletânea reúne alguns dos mais engraçados curtas de animação do país voltado para o público adulto, tratando desde triângulos amorosos e traições conjugais até morte e reeleituras de contos infantis para maiores de 18 anos.

Sushiman (20’)
Essa Animação não tem nome (3’25¨)
Santa de Casa (18’)
Almas em Chamas (11’)
Quando Jorge foi à Guerra (8’)
Os Três Porquinhos (4’)
Cidade Fantasma (7’)
Biribinha Atômica (3’)
Hotel do Coração Partido (4’30¨)

CURUMINS DE CINEMA – aos domingos às 18h30

08/03/2009
CURTA CRIANÇA

Uma viagem pelas muitas paisagens do Brasil, das praias do litoral cearense ao interior do país e também à Floresta Amazônica. Este programa reúne curtas-metragens infantis num mix de animação, efeitos especiais e ação filmada com atores. Personagens fascinantes como Jesus Cristo, o Curupira, Saci Pererê, o menino São João e a menina Tampinha ganham destaque junto às historinhas originais de Dona Carmela, sobre o respeito aos mais velhos, e uma jangada chamada Bruna, um filme sobre o brincar.

Uma jangada chamada Bruna (13’)
Dona Carmela (13’)
As andanças do Nosso Senhor sobre a terra (13’)
Tampinha (13’)
São João do Carneirinho (13’)
Tainá-Kan, a grande estrela (15’)
O moleque (13’)

15/03/2009
Curtas Infantis 1

O programa reúne sete animações para a criançada. Feitas em diversas técnicas e condições, formam interessante panorama da produção no gênero.

Isabel e o Cachorro Flautista
O Tamanho que não cai bem
Alma Carioca – Um choro de menino
Disfarce Explosivo
O Nordestino e o Toque de sua Lamparina
Mitos do Mondo: Como Surgiu a Noite?
Historietas Assombradas (para crianças malcriadas)
Curtas Infantis 2

22/03/2009

Traz quatro ficções protagonizadas por crianças e adolescentes. D. Cristina Perdeu a Mamória discute o esquecimento de uma idosa através de sua relação com um menino de oito anos, enquanto Paisagem de Meninos mostra os dilemas de um grupo de garotos que querem assistir a um seriado no cinema, nos anos 30.

Maré Capoeira
Caçadores de Saci
Dona Cristina Perdeu a Memória
Paisagem de Meninos

29/03/2009
Curtas de Animação Infantil – 1 hora

Serviço:
Cine+Cultura Hélio Melo – Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel:. 3224-2133

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

A Malvada

(Bette Davis no papel de Margo Channing em A Malvada)

O filme mais marcante da carreira da atriz Bette Davis vai ser apresentado no circuito Cinema do Mundo desta quinta-feira, 12, no Cine+Cultura Hélio Melo, às 19 horas. A Malvada do diretor Joseph L. Mankiewicz tem ponto de partida na noite de entrega do prêmio Sarah Siddons, onde todas as atenções se voltam para Eve Harrington (Anne Baxter). Utilizando o flashback, a vida de Eve é revelada desde quando conheceu e foi contratada como secretária de Margo Channing (Bette Davis), uma grande estrela da Broadway, até ela mesma alcançar o estrelato. O elenco traz Anne Baxter e participação de Marilyn Monroe. Vencedor de 6 Oscars. Realização do Governo do Acre, através da Fundação Elias Mansour, em parceria com a ABDeC/AC. Entrada franca.
Serviço: Cine+Cultura Hélio Melo – Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133

Paisagens e Máquinas
A exposição de pinturas e fotografias Paisagens e Máquinas tem vernissage nesta terça-feira, 10, no Salão de Exposição do Sesc Centro. A idéia é unir o orgânico e o inorgânico, mostrando possibilidades de reinvenção da paisagem experimentada e expandida, através de pinturas criadas a partir de fotos, gerando novos cenários e mundos em que a natureza e a máquina fundem-se em harmonia. Todas as obras foram produzidas pelos alunos do Curso de Artes Plásticas da Usina de Arte João Donato que permanecem em exposição no Salão até o dia 27 de fevereiro. Realização do Sesc/AC.
Serviço: Sesc/Centro – Av. Brasil, 1414 – Centro – Tel.: 3212-2815
Horário de funcionamento de segunda-feira a sexta-feira das 8 às 21 horas e aos sábados das 17 às 21 horas.

domingo, fevereiro 08, 2009

Vamos começar a mudança!

leitores atualizem seus favoritos, seu leitores de feeds... enfim, o grito acreano agora passa a funcionar no endereço: http://www.gritoacreano.com.br/blog

Ao colaboradores e a quem quiser participar do grito já é possivel se cadastrar e começar a utilizar o nosso sistema postagem.

E para ter a imagem nos comentários basta se cadastrar no site Gravatar.

Não é uma versão final e por aqui continua funcionando até segunda ordem. :D