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quinta-feira, setembro 25, 2008

Divagações Musicais Sobre Uma Parada Gay

Diferente da maioria das pessoas, a Parada Gay 2008 teve para mim como ponto máximo um acontecimento no mínimo intrigante, a apresentação do DJ Patife, mas principalmente, as vaias que ele recebeu.

Ele era a última atração do evento e era esperado com grande expectativa pelo público. As Frenéticas se apresentaram antes, e aqueles que estavam presentes admitem que embora as meninas fossem muito simpáticas no palco, a primeira parte do show não havia empolgado, apenas a segunda, quando elas tocaram musicas mais agitadas, contagiaram bem mais a galera e com o carisma de palco já grande, fecharam a apresentação sobre palmas ferozes e os pedidos de “mais um” que foram prontamente atendidos. Logo em seguida, o Patife subiu ao palco (sem trocadilhos por favor).

Nunca conheci muito do DJ Patife, apenas que o som que ele tocava era drum and bass e que era mais admirado internacionalmente do que pelas terras tupiniquins. A primeira de seu set list foi um dos seus remix que mais fizeram sucesso, Cotidiano, do sempre talentoso Seu Jorge. Mas com pouco mais de três musicas tocadas, as vaias começaram, devagar, na frente do palco, depois se espalhando por boa parte do grupo de mais de 40 mil pessoas na Arena da Floresta.

Patife parou a apresentação e começou uma conversa com o público cujo tom não pareceu das mais simpáticas. Perguntou se todos ali queriam escutar Madonna, Michael Jackson, funck, pancadão ou Psy. Reclamou, disse que com a gritaria não chegariam a lugar algum e perguntou se o “Marlboro tocou aqui ontem?”. Afirmou que ele não tocava aquilo, que seu estilo era o drum and bass e com o que me pareceu desdém, disse se encontraria em seu HD alguma coisa que correspondesse às expectativas do público, tocando em seguida Thriller de Michael Jackson.

Considerei que o convite para o Dj Patife tocar na Parada não havia sido dos maiores acertos. O drum and bass nunca foi famoso nas casas noturnas acreanas, e ainda mais numa festa em que os anseios populares eram maiores pelo som mais pop, mais explosivo, uma Madonna, uns “regatons”, aquelas coisas que tocam no calçadão da Gameleira principalmente no domingo a noite. Porém, os organizadores deviam ter se atentado ao fato de que um DJ não é só alguém que tem um aparelho de som e toca aquilo que todos querem ouvir. Se o DJ resolve tocar so drum and bass, ser especialista neste estilo e se consagrar por isso, dificilmente ele vai botar 4 Minutes to Save The World pra tocar, dificilmente mesmo.

Dj Patife é bom naquilo que toca, mas terem chamado-o para a Parada Gay acreana teria sido a mesma coisa que ter chamado Adriana Calcanhoto para substituir As Frenéticas na mesma. Aliás, as meninas das Frenéticas tiveram bom senso, foram com jeitinho, aos poucos, como quem não queria nada, perguntando e acertando nas escolhas do público.

Coisa parecida aconteceu na apresentação do grupo Montage. Eu particularmente esperei ansioso pelo show desde seu anúncio. E mesmo aturando uma acústica horrível, em que a voz do Daniel Peixoto mais parecia um monte de grunhidos através daquelas caixas de som, o show foi ótimo. Performace incrível, igual aquilo que já ouvi falar dos amigos de fora e que vi no Youtube. E Daniel também tem uma presença de palco forte e um carisma bacana. Aliás, o que lhe ajudou muito, explicarei por quê.

O show começou e, bem... quando eu olhava para trás e via o povo, boa parte das pessoas parecia meio perdida com o eletro do Montage. Aliás, tava passando umas imagens de um DVD da Madonna no lado e tinha gente que simplesmente reparava no show dela e não no palco. Mas aos poucos Daniel foi quebrando o clima, conquistando e mesmo sem ninguém cantando junto com ele (a exceção de uns dois ou três durante Money, Success, Fame, Glamour). Um sucesso no fim das contas.

Problemas como o ocorrido com o Dj Patife não devem se repetir. Acabam por ter tirado um pouco de brilho da festa. Ninguém quer saber quem é o culpado, Dj, organizadores ou o público, numa festa todos querem apenas se divertir.

Aliás, um pequeno toque, bem que durante a parada o carro principal poderia ter tocado umas musicas mais atualizadas. It's Raining Men e I Will Survive tocando alternadamente várias vezes é meio clichê demais, nesse momento até eu senti falta de uma Madonna cantando Give it 2 Me e não Like a Virgin.


Ps: primeiro post no Grito, matéria meio desatualizada, eu sei, demorei pra postar, mas é um assunto que foi pouco comentado, então resolvi dar uma chance. Nos vemos no Chico Pop.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Show Montage = 10 reais + 1kg de alimento não-perecível

4ª Semana da Diversidade

Nesta quinta-feira, 11, a programação da 4ª Semana da Diversidade traz o show dos cearenses da Montage, banda que mescla rock e música eletrônica, no projeto Noite Versátil da Boite Excalibur, às 22 horas. O comando das pick ups fica a cargo da dupla de DJs Claudinha e Alain. Os ingressos custam R$ 10 (inteiro) e R$ 5 reais (estudante) mais um kilo de alimento não perecível, exceto sal.

Realização da Associação dos Homossexuais do Acre (AHAC), em parceria com o Governo do Estado, através da Fundação Elias Mansour, com recursos oriundos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Toda a bilheteria será revertida para projetos da AHAC.


Sobre o Montage
Montage é a primeira banda de Electro Rock do Nordeste Brasileiro. Formada em Janeiro de 2005 por Daniel Peixoto (Voz e Visual), Leco Jucá (Groovebox e sintetizadores), a banda migrou de Fortaleza para São Paulo em março de 2006, e se prepara para lançar o primeiro álbum que pelo selo Segundo Mundo, do produtor Dudu Marote, fotos de Manuel Nogueira e figurinos de Lino Villaventura.

Montage foi citada pela revista BIZZ como a banda que faltava há, no mínimo, 18 anos e foi eleita com o "melhor show do Brasil" pela da Folha de SP tanto em 2005 como em 2006.

Participou de festivais como Abril pro Rock,Mada, Machina Festival, Ceará Music, Rec beat, Supernovas (Esse tendo Iggor Cavalera na bateria), Goiania Noise e das duas últimas edições do Campari Rock dividindo palco com bandas como JUSTICE, SUPERGRASS, STEREO TOTAL, NEON JUDGMENT, THE CARDIGANS e GANG OF FOUR.

Além do álbum de inéditas, I Trust My Dealer, a banda lança também um vinil de remixes na Europa ainda neste ano.

SERVIÇO: Boite Excalibur – Rua Senador Eduardo Assmar, Gamleira - Segundo Distrito – Mais informações com Rose Farias através do número 9963-1771

Colaboração dos Organizadores da 4ª Semana da Diversidade
Henrique Gallo e Thiago Fialho ja confirmaram presença!

segunda-feira, setembro 01, 2008

Montage!


Show irá acontecer Semana da Diversidade!
O show ira acontecer dia 11 de setembro
na boate Excalibur na festa irá rolar
discotecagem da Claudinha e muito mais.


Confira aí Superdrug!


Eu vou! o/