quarta-feira, maio 14, 2008

Leio best-sellers sim! Leio Meeermo!

Considerações quaisquer sobre uns livros dos “Mais-Mais”

O mais recente – e não o último - foi "A Menina Que Roubava Livros". Comprei no aeroporto de Manaus e nem sabia que estava na lista dos mais vendidos da revista Veja. Comprei pela capa, pelo nome e pela descrição no verso. Deixando me levar por uma atração besta assim. Depois de uns seis meses esquecido na estante, resolvi aproveitar os últimos dias de férias para ler e me livrar logo disso. E li.

É claro que não vou dizer que a-do-rei, que achei sensacional e blábláblá. O fato, é que tive até pesadelo à noite. Pudera, uma história sendo contada pela Sra. Morte não se lê todo os dias. É triste, é feliz, é curioso e “bem bonitinho”. Mas devo confessar que “O Código da Vinci” (sim, eu também li esse) é bem mais envolvente e me atraiu mais.

A Menina Que Roubava Livros apresenta algumas daquelas mesmices de sempre (redundância proposital aqui), coisas da II Guerra Mundial, fuga de judeus, Hitler, gente escondida, explosões e crianças que enxergam tudo que os adultos não vêem e aproveitam cada minuto da vida como numa aventura invejável (roubando frutas, por exemplo).

No entanto, me despertou um interesse a mais quando, já na metade do livro, o autor revela algumas situações finais, como a morte de algum personagem ou um beijo num lábio sem vida.

E aí, você vai terminando de ler já sabendo o que vai acontecer, mas mesmo assim, torcendo para que aconteça uma grande reviravolta e a história tome outro rumo. Mas isso não acontece e aí a gente termina de ler quase completamente insatisfeito até que um personagem já esquecido aparece trazendo um indiciozinho de final feliz, num clima de “uma luz no fim do túnel”.

Que “O Código da Vinci” foi destruído pelo filme todo mundo sabe, isso é mais do que fato. É claro que eu estou ansiosa para assistir ao “O Caçador de Pipas” e gostaria de conseguir ler o livro antes (para ter o privilégio de dizer: “Estragaram o livro!” e me confirmar mais uma vez que é preferível ler).

Também queria assistir ao “Diabo Veste Prada”, mas acho que vai ser mais fácil ler o livro que sempre me olha com o olhar de cachorrinho pidão quando eu o vejo na livraria. Aliás, ele está na lista dos Mais-Mais também? Devo assumir que me confortei em deixar de ler o “Amor Nos Tempos do Cólera” depois que soube que virou filme, mas mesmo assim, ainda pretendo ler o “Memórias de Minhas Putas Tristes” para me inocentar e colocar Gabriel Garcia Márquez na minha lista.

Eu sempre acho que não existe livro ruim, mas fase e momento ideal para lê-lo. Não me importa nem um pouco “perder tempo” lendo um best-seller, creio que devam existir coisas bem mais inúteis para se fazer.

As histórias são atraentes, as linguagens são sempre claras e simples, oferecendo leituras tranqüilas, fáceis e rápidas, daquelas para se fazer a qualquer hora, em qualquer lugar e por uma descontração qualquer. E achem o que acharem, digam o que disserem, eu vou continuar lendo!

Qualquer
pron. indef.,
depois de substantivo exprime indeterminação de escolha dentro de uma classe de pessoas, objectos, lugares, etc.

terça-feira, maio 13, 2008

Entrevista: Vinícius Lemos

Nesses últimos tempos, o Acre vive um momento relativamente fértil na realização de eventos culturais, em especial no ramo musical. Criação de coletivo de músicos, jornalistas e demais colaboradores, o esforço de integrantes da cena musical acreana em promover festivais, a criação de mídias independentes para divulgação dos shows e o surgimento de bandas voltadas principalmente para a produção autoral criaram essa conjuntura. Enfim, inserido nesse contexto, é interessante conhecermos o processo de formação de outros festivais para fomentar o debate sobre como devemos encaminhar nossas políticas culturais.

No começo de maio, nossos vizinhos rondonienses fizeram o IX Festival Casarão com boa repercussão na mídia independente nacional. Para falar, nada melhor que o principal responsável por isso, Vinícius Lemos.

Vinicius é produtor cultural desde 1999. Já fez diversos tipos de produção, bandas e eventos, shows. Começou em 2000 no ramo de festas e não parou mais. As festas contavam com Djs, boates, shows sempre de rock. Depois em 2002, abriu um bar chamado Território Rock Bar, e foram 11 meses de empenho pelo rock de Rondônia, movimentação grande, até o Juizado multar por três vezes seguidas. Fechou e continuou a fazer o Casarão. Trabalhou tambémno Madeira Festival como Diretor de Produção por três anos. Fez produção de bandas como Arame Farpado, Maria Melamanda, Sedna e Mezatrio (AM). Desde 2005, mantêm um site de informações do rock - www.fanrock.com.br -, e realiza shows esporádicos e continua com o Casarão. Nesse ano idealizou e produziu o IX Festival Casarão.

Durante o festival, pudemos ter acesso aos bastidores e ao nosso entrevistado, porém a demanda dele impossibilitava uma conversa mais tranqüila e detalhada. No dia 8 de maio, em razão da distância geográfica, entrevistamos através do MSN.

Grito Acreano: C
omo surgiu o Festival Casarão?
Vinicius Lemos: Eu tinha feito o show do Ira! e depois uma festa rock com dj, em menos de dois meses e "bombado" as duas festas. A idéia era movimentar algo fora da cidade, diferente. Tinha duas opções, o Casarão e uma Casa na mesma estrada, mas essa chique, estilo mansão, que o cara alugava pra eventos antigamente, mas sem nada histórico. A prioridade foi fazer no Casarão. Achei o dono de lá, fechei um show para servir como experiência. Fiz um orçamento pequeno, tosco de 2500 reais, banda camarada, divulgação pequena e som viável. Rolou e vendeu tudo que fora mandado fazer. Tudo. 1000 pessoas, cerveja esgotando e tudo mais. Foi acima do que eu esperava. Marcamos na hora pro outro ano. E de lá para cá todo ano tem.

GA:
Quais foram as suas impressões sobre o IX Festival Casarão?
Vinicius Lemos: A principal é de dever cumprido. Quando tivemos o apoio da Petrobrás confirmado, pensei num tamanho de festival, quantidade de bandas e qualidade de bandas. Quais chamar e como chamar. E tudo isso saiu como imaginávamos. Foi uma verdadeira festa cultural que Rondônia nunca viu e que causou impacto a quem veio e principalmente a quem é daqui. Isso foi a maior impressão. Houve também os seminários, oficinas e o público comparecendo em tudo. A produção local levou um choque de qualidade de logística e fez acordar pra muita coisa, valeu muito a pena por isso. Sem entrar no mérito de shows ótimos e antológicos, como do Do Amor e Mukeka de Rato, por exemplo.

GA:
Quais foram os apoios recebidos para a realização do festival?
Vinicius Lemos: Como foi dito, da Petrobrás, via edital festivais de música, com a Lei Rouanet, a Sol como cerveja oficial, a Trama como gravadora, e os locais Ameron - Planos de Saúde e Real Norte Empresa de Ônibus. Ainda tivemos muitos apoios como da Abrafin, Espaço Cubo, Chilli Beans, Fora do Eixo, Tutto Bello, e outras.

GA:
Quanto se gastou com o festival?
Vinicius Lemos: O normal são os festivais nem divulgarem isso para a imprensa, mas não temos nenhum receio de falar que gastamos cerca de 150 mil reais, vindo estes 70 mil líquidos da Petrobrás e o restante de outros apoios e da bilheteria.

GA:
Você organizou um festival composto, na sua maioria, por bandas independentes, mas contou com grandes nomes do rock nacional. Qual o objetivo? E foi alcançado?
Vinicius Lemos: A minha idéia é realizar um festival de música boa e independente. A independência na música é tudo. Não vejo, por exemplo, interferência da gravadora em nenhuma das headliners que vieram, do tipo de mudar o estilo, o som ou a temática, cortar isso ou aquilo. Então, o que eu analiso é se o artista tem a ver com o público, se está dentro do orçamento, se faz as concessões possíveis para a realização. O objetivo era realmente fazer uma festa da música, com nomes diferentes da cena brasileira, conhecendo um lugar distante do Brasil, com um dia no meio do mato e fazendo um impacto na galera. Pra mim, tudo isso foi alcançado com méritos.

GA:
Como isso favorece as bandas independentes?
Vinicius Lemos: Primeiramente, creio que um festival tenha que ser o que nasceu para ser. Um acontecimento cultural, um entretenimento, bons shows, boa integração de cultura e diversão. Depois, como seres políticos que somos, nos posicionamos sobre o que nossas atitudes podem ser. Eu no meu caso o meu festival se reflete muito num reflexo do que penso. As bandas grandes ajudam um processo para angariar público imenso, creio que numa cidade como Porto Velho, sem as três bandas maiores, metade do público num teria ido ao festival. Porém, todos que vejo se surpreenderam e conheceram uma nova banda legal que mais lhe apeteça. E fora que vejo que em todos os lugares tem coisas boas e ruins. Nem tudo que vem das gravadoras é ruim e nem tudo do independente é bom. Eu tento mesclar o meio termo, trazer o que é bom de um lado e de outro. O público ganha com isso e as bandas também.

GA:
Com patrocínio abaixo de alguns festivais independentes do circuito regional e nacional, e cobrando entrada, o Festival Casarão conseguiu um público estimado em 5,5 mil. A que se deve isso?
Vinicius Lemos: Eu vejo planejamento como base dessa conquista de público, por ter soltado notas durante seis meses, criando boatos e tudo mais. Mas, credito muito ao público de Rondônia que veio prestigiar, e ver bandas das mais variadas. Temos potencial de crescer ainda mais, num exemplo de que o Madeira Festival de 2005, por exemplo, teve média de 5 mil pessoas por dia. Ou seja, aqui tem público para pagar e prestigiar um bom show de rock ainda mais com a quantidade de boas bandas que trouxemos. Nisso que foi a conquista de público, nisso que arriscamos boa parte do custo do festival, mesmo com patrocínio ainda menor do que vários outros festivais. A idéia era justamente agradar o público presente e trazer esse público para perto da produção, trabalhando agora o restante do ano para "fidelizar". A intenção é dentro de três anos, nas próximas edições, conseguirmos alcançar um público com o dobro do que foi alcançado.

GA:
Qual a importância dos seminários, workshops e oficinas? Como foram esses eventos?
Vinicius Lemos: Essa é a parte do festival que é a mais importante para a cena local. Como fazer para melhorar a cadeia produtiva local? Boa parte de respostas, criticas, possibilidade e conceitos foram passados por lá. O legal foi ver o auditório cheio nos seminários, os workshops com pessoas interessadas, oficinas com grupos fechados. Tudo muito criativo, tudo meio recompensador. A idéia de se conversar sobre música já é a tônica dos festivais e aqui foi muito bem.

GA:
Quais são os planos futuros na área de realização de eventos?
Vinicius Lemos: Continuar nessa batalha, festival, aquecimentos, festas de ressacas do festival, intercâmbio. A idéia é "fidelizar" o público daqui de Porto Velho. Este estava carente sobre os bons shows de rock e agora acendemos uma luz. A intenção é não deixar apagar, continuar abastecendo nisso, que o resultado vem em médio prazo.

GA:
Como funciona o Circuito Fora do Eixo?
Vinicius Lemos: O circuito fora do eixo é uma série de ações de produtores de diversos lugares onde fazem basicamente a mesma coisa: produção cultural de música jovem com a temática inclusionista. São várias realidades diferentes por um bem comum, tentando sobreviver da arte e ver a sustentabilidade da arte estar cada dia mais perto, alcançando coletivamente organismos que ajudem a essa possibilidade virar um pouco mais real, dia a dia.

GA:
Você faz parte desse circuito?
Vinicius Lemos: Nesse circuito não há inscrição ou filiação, há somente produtores envolvidos em suas cidades a fazer melhorar a cadeia produtiva da música em geral. Dessa forma, todo mundo que trabalha o ano todo com temáticas e conceitos diferentes dos grandes produtores, é um fora do eixo, articular-se é somente a forma de se integrar mais.

GA:
Como você analisa a cena independente de Rondônia e região Norte?
Vinicius Lemos: A cena de Rondônia está em formação, procurando espaços para tocar e amadurecer a banda, e vejo que o Casarão foi um marco como uma guinada de vontade na galera de produzir mais e ter a mente mais aberta. Eu vejo com bons olhos esse crescimento e me espantei com a qualidade de algumas bandas que melhoraram muito, como a hey hey hey!, Recato e Rádio Ao Vivo. Sobre a cena do Norte, temos bons nomes que precisam se articular mais. Creio que o Casarão foi um lance legal de juntar o maior número possível de bandas do Norte. Uma do Acre, três do Amazonas, uma de Roraima e uma de Tocantins, só faltaram Pará e Amapá. Foi uma junção legal que pode e deve acontecer mais durante o ano, boas bandas todos os estados tem, precisamos é fortificar e integrar.

GA:
O que você pensa sobre a criação de coletivos e o engajamento das bandas na produção de shows e material próprio?
Vinicius Lemos: Eu vejo de forma positiva, pois é uma forma aberta a se produzir algo. Eu vejo que a saída é uma quantidade maior de gente a produzir, sendo que isso aumenta o público, a procura e o mercado vigente. Apesar de ser uma forma diferente da qual eu trabalho, eu sou aliado de vários coletivos como o Vilhena Rock, Intercâmbio Rock, Beradeiros e Espaço Cubo.Ou seja, o que importa é produzir e colocar na cabeça da banda que a época do chegar, tocar e ir pra camarim pegar mulher acabou. Tem que se envolver, divulgar, produzir, batalhar antes durante e depois do evento. Assim que se faz rock hoje.

GA:
Mas existem intenções de criar um novo coletivo, mesclando alguns membros desses já citados. Você pretende participar? E como?
Vinicius Lemos: Eu ouvi intenções. Na realidade a minha forma de trabalhar num é voltada para coletivos, porém quero apoiar e incentivar todos os coletivos que forem criados e criar campos de cooperação entre as minhas coisas e as deles, divulgando uns aos outros. Cada coletivo que for criado melhora a logística, a produção e a intenção de fazer algo melhor, isso eu quero e preciso, num tem como não apoiar.

GA:
Tem alguma consideração final para os leitores do blog Grito Acreano?
Vinicius Lemos: Obrigado pelo espaço, pela vinda a Porto Velho para acompanhar o festival. Que todos que leiam se abram para a nova música brasileira independente, que venham conhecer o Casarão e que estaremos sempre abertos a bate papo. E estarei em Rio Branco no mínimo uma vez esse ano.

segunda-feira, maio 12, 2008

Qual foi a última coisa que você leu?

Uma noite fria e de céu estrelado; homens, mulheres e crianças sentados ao redor de uma fogueira, ouvindo e contando histórias. O mistério é das chamas, dos olhares cúmplices de quem divide um segredo, construindo laços de cultura e arte. O mistério é das palavras, dos seus símbolos e significados, fazendo reflexões sobre o mundo, sobre os outros e sobre nós mesmos. Reunir um grupo de pessoas para contar e ouvir histórias é voltar para o nosso lugar junto à fogueira, reencontrar raízes perdidas na velocidade de um mundo cheio de imagens vazias e descartáveis, onde não existem nem fogueiras, nem céu, nem histórias” (Tânia Oliveira)

Pela arte de contar histórias, a FGB e Sesc realizam o "Fogueira de Leitura", um novo projeto fruto da parceria entre as duas instituições para promover o incentivo à prática leitora.

O projeto consiste na realização de encontros entre leitores, escritores e amantes da literatura, todas as segundas-feiras, às 16horas, na sala de vídeo do Sesc – Centro.

Quer contar uma história? Discutir sobre um livro ou um texto que leu? O espaço está aberto! Sente-se ao redor dessa fogueira e participe!

No encontro desta segunda-feira (12), haverá um convidado especial: a atriz e contadora de história Karla Martins vai falar sobre suas experiências e impressões sobre essa arte.

sexta-feira, maio 09, 2008

Não sabe o que fazer durante o fim de semana?

Tributo ao Renato Russo
Será, Que País é esse, Faroeste Caboclo, Índio, Pais e Filhos, Geração Coca-cola. Essas são algumas das músicas que fazem parte do repertório de Diogo Vidhal e Banda, cover oficial da banda Legião Urbana, que se apresenta hoje, às 21 horas, no Atlético Clube Juventus. Além da presença do cover de Renato Russo, o evento contará ainda com diversas atrações, como barracas de tatuagens e do esquenta, boate, telões e boutique. A abertura do show ficará por conta da banda Camundogs. Os interessados em adquirir seus ingressos devem ir à Livraria Nobel e VLG, sendo que as primeiras mil entradas estão sendo comercializadas por R$ 20 e R$ 10 para os estudantes. O tributo é uma realização da Neco Produções.
Serviço: Avenida Getúlio Vargas, 2410 - Tel. (68) 32241296

Os Orixás
O Grupo Giramundo apresenta hoje, 9, amanhã, 10 e domingo, 11, o espetáculo "Os Orixás", na Usina de Arte João Donato. Os Orixás destaca a importância e a influência da Cultura Iorubá, que aportou em terras brasileiras através dos escravos capturados na Nigéria, nos séculos XVIII e XIX. Quando estes povos foram tirados de suas terras para trabalhar à força no Brasil, trouxeram, além dos ritmos e da elogiada culinária, também o seu bem maior: sua cosmogonia, suas crenças, sua cultura. O Candomblé é o tema do espetáculo, que apresenta suas principais divindades - chamadas Orixás, representadas no palco por uma grande coleção de bonecos de balcão. A música do espetáculo foi gravada, ao vivo, durante cerimônias reais em terreiro de Umbanda. Hoje e amanhã a apresentação será às 21 horas e no domingo às 20 horas. Realização do Governo do Estado/FEM.
Serviço: Usina de Arte João Donato, Estada Dias Martins, s/n – Universitário - Tel.: 3229-4918

Um Baú de Fundo Fundo
O infantil Um Baú de Fundo Fundo é, na verdade, feito para todas as idades, e traz um saudoso apanhado de casos populares, brincadeiras e cantigas de roda. O espetáculo do Grupo Giramundo será apresentado hoje, 10, e domingo, 11, às 17 horas na Usina de Arte João Donato. A história se passa numa fictícia cidade interiorana onde um mal-humorado prefeito quer acabar com as antigas tradições. Cabe ao palhaço Libório, apresentador e protagonista do espetáculo, a tarefa de mudar a cabeça do prefeito. Realização do Governo do Estado/FEM.
Serviço: Usina de Arte João Donato, Estada Dias Martins, s/n – Universitário - Tel.: 3229-4918

Feijoada na Maloca
Neste sábado, dia 10, acontece na Maloca da Nega uma feijoada, com direito a venda de cds regionais, objetos decorativos, além da contação de poesia, apresentação de hip hop, música ao vivo e exibição do documentário Suíte Havana. As atividades começam às 8 e terminam às 20 horas.
Serviço: Rua Pará, 48 - Cadeia Velha - Próximo a SOS Amazônia – Tel.: 3224-6489

Prêmio Professor Samuel Benchimol
O Prêmio Professor Samuel Benchimol categoria Personalidades tem como objetivo agraciar empresários, executivos e gestores de políticas públicas além de órgãos públicos e privados e instituições de pesquisa que se destacaram no desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal nas modalidades: ambiental, social e econômica/tecnológica. As inscrições continuam em aberto até o dia 20 de junho de 2008.
Mais informações em http://www.amazonia.desenvolvimento.gov.br


Feira das Flores
Até domingo acontece a Feira das Flores na Concha Acústica, com exposição de plantas e flores da região, além de muita música e diversão. Fazendo parte da programação, hoje, 9, todos poderão prestigiar a apresentação do Grupo Hélio Melo, às 18 horas. Amanhã, 10, o grupo de chorinho Odeon irá tocar às 17 horas, e às 18 horas será exibida a animação “Arthur e os Minimoys”. Realização do Governo do Estado/FEM.
Serviço: Concha Acústica – Parque da Maternidade – Próximo à Biblioteca da Floresta

É só escolher!

[Fonte: Rose Farias - Assessoria FEM]

Mercúrio

Clenilson Batista*

Na imensidão dessa salina
O vento magnético
Nas montanhas de ferro
Descargas elétricas
No horizonte de mercúrio
Mercúrio, Mercúrio

Seres metálicos
Rolam bolas de sal
Nesse mundo glacial
Glacial, Glacial

No limo dos minerais
Numa gruta de granito
No meio da geleira
Num diário de ferro
Assim (estava escrito)
Mercúrio, Mercúrio...

Um ato de amor
Não é um ato covarde
É um rio de energia
Apagando a chama do ódio
Que arde
E tem a paz como consequência

Não à violência!
Não à violência!
Não à violência!
Não à violência!

*Músico e compositor acreano. Escreveu a letra há 20 anos, e recentemente me ofereceu para musicar com a minha (ex)banda. Aproveito o espaço aqui e a repasso à Blush
!

quinta-feira, maio 08, 2008

Discutindo a cena

Uma conversa de botas batidas

Janu: opa, neto. beleza?
eu: de boa
Janu: cara, as pessoas tão em polvorosa aqui, broder. oq tá pegando? vc tá fazendo oposição/competição ao trabalho do catraia?
tão falando de um papo de acessos, de hitcounters e etc.
eu: sério.
não está partindo de mim essa discussão...
mas qual seria o interesse?
Janu: ué? mas nao é vc ali nos comentarios do teu blog, cara?
eu: sim, mas qual o interesse meu nessa competição e oposição em relação ao acatraia. se o que eu busco é objeto de trabalho de vcs.
meu discurso é da cultura livre
cultura que agrega pessoas num unico fim
não naquele que estratifica e sectariza
Janu: nao sei,cara.tô te perguntando pq era oq eu achava mesmo, que era o mesmo objetivo, mas sem a competição tipica de segundo setor. bom eu sei que o ser humano é bairrista e john lennon, qndo propos um mundo sem fronteiras, um sonhador...mas achei que, independente de zicas externas, a coisa ia prum mesmo fim
sim, concordo. mas vc por acaso tá querendo dizer que o catraia estratifica e sectariza?
eu: essa maldade está partindo de vc meu caro..
Janu: nao jogue com as palavras, meu bom rapaz. eu nao afirmei, perguntei!
eu: por isso mesmo que disse que parte de vc...
não sou mais do catraia..
mas nem por isso deixo de defender os ideais que aprendi quando estava ai dentro..
Janu: sim. parte pq, de certa forma, é uma possibilidade que existe, dado ao tipo de simbolo que é recebido pelas pessoas. mas nao carece de ser verdade absoluta!
poisé. que bom. pq oque pessoas mto proximas a voce anteriormente tem se queixado da sua postura externa agora, mas que foi interna antes.
eu: e vc tem até razao em certos pontos... quando uma coisa não está no padrão de qualidade do catraia.. as coisas finda caindo para o grito e nem por isso acho que eu esteja fazendo oposição
é uma questão de posicionamento cara..
como já tinha falado antes..
ou vc tá na catraia ou vc tá fora..
e quem ta fora não da pitaco..
essa postura incomoda?
mas não seria a postura correta a se tomar?
Janu: nao, pelo contrário. ela é digna. mas é oq tem acontecido?
eu: creio que sim
Janu: ok.
assim, acredito no seu discurso das politicas publicas da cultura. acho que temos que buscar um engajamento mais firme em relacao a isso. pr'algumas pessoas isso ainda é novidade. o proprio dito é uma dessas pessoas q nao quer saber de politica associada a sua banda.
sei que vc tem uma relacao direta com o engajamento politico da cultura e acho isso mto bom. viável. hj mesmo estava falando disso. a exemplo de como o Rio Grande foi um dia, o Acre é um estado sensível a cultura e isso é bom pra todo mundo...
eu: creio que nem o catraia esteja interessado em politica cultural...
Janu: aí é que vc se engana.
eu: não há movimento aglutinador vindo do catraia e nem dos envolvido com o catraia..
para muito coletivo catraia ainda é uma coisa não muito acessivel..
Janu: o catraia está interessado sim. embora ainda esteja um tanto verde e por fora disso. afinal uma das pessoas mais interessadas e engajadas nisso saiu, que por sinal é vc.
mas aos poucos, estamos discutindo formas de inserir os meninos que, puxavida, estão começando agora a produzir alguma coisa que não seja despesa para os papais, num contexto politico com a cultura. e vc sabe como é dificil entender a cultura e ainda por cima a politica em torno dela.
sabe bem!
eu: não vejo dessa forma.. mas o posicionamento do politico do catraia em relaçã ao seus integrantes é quase que cadeia ideologica.. privando a galera de pensar alem do seu proprio umbigo..
a discussão não evolui...
Janu: a discussão evolui, broder. tem gente que evolui bastante.
eu: mas ainda não deixaram transparecer e o engajamento ainda não se fez presente...
Janu: todo processo de capacitação é um pouco doloroso. é um processo em que o homem deixa seu castelo e parte a campo. ja dizia o bigodudo do nietzche: todo homem mediocre quer um castelo para chamar de universo
eu: há uma diferença muito grande entre o pensar e o sentir.. ja dizia o poeta los hermandos..
Janu: mas vc é muito apressado homem!
eu: não não homem
penso logo existo...
Janu: justamente e parafraseando o seu poeta mor, é importante ver além do que se vê!
eu: por isso são tomé virou santo.. só acreditou depois que viu...
Janu: existe uma diferença muito grande entre fazer e vomitar verbo. vc sabe disso mto bem. o empirismo é uma coisa complicada. mas necessária. as pessoas ali dentro estão evoluindo e ajudando a evoluir.
a aglutinação do catraia é a capacitação pelo trabalho.
nao somos epicuristas!
eu: faço parte da galera que acredita e faz
e aprende com o erro
e erra de novo quantas vezes for necessario..
ai se constroi um pensamento
se consolida uma cena
Janu: nao é só prazer. e sim também por favor muito trabalho! e a idéia é criar um processo metodologico onde as pessoas possam gerir uma associação sem serem vistas como um banda de a toa na vida...
entao estamos no mesmo barco. o empirismo salva!
pq ali, pergunte pra thalyta, pra thays, isso pergunte pra thays que é um otimo exemplo de quem não só se encaixou no esquema, como fez o esquema se encaixar nela.
o povo ali aprende errando. erra tentando acertar e esse tipo de erro é válido.
eu: o sistema do catraia ainda só existe no campo da idéias....
mas sei que as vezes as coisas acontecem num passe de mágica
Janu: seja mais especifico
passe de magica?
eu: o sistema do qual faço parte se respeita e não interesse em criar relacionamentos desgastados e uma questão de alinhar o pensamento dos envolvido num unico fim... sem deixar de discutir o possicionamento politico daquilo que todo mundo é responsavel...
o passe de magica é o espirito varadouro que essa galera tem...
a magia do grande festival..
Janu: hmm. entendi. mas isso até vc se deixa levar!
eu: ainda não se tem o espirito catraieiro..
Janu: nao?
mas esse é um espirito dificil de fazer brotar, meu jovem. vc sabe disso mto bem.
bom..
eu: é nada..
Janu: foi como eu disse para o Fialho, certo dia. pra mim é importante a existência do Grito Acreano. Se tivesse um pouco mais de método e não usasse a liberdade de expressão como pano de fundo para abrigar uma produção fraca, ia ser muito bacana. mas eu sou peixe de fora e como se diz? peixe de fora nao dá pitaco!
bom conversar com vc. como sempre. as vezes esqueço que vc é inteligente.
abraços

Janu está off-line.
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Mas quem é o Janu?
Não estou autorizado a dizer quem é essa pessoa. Depois que eu recebi um email ameaçador que coloco aqui para os leitores desse espaço livre de cultura possam ter ciencia.

Neto,

seguinte, vi que você postou a nossa conversa no seu blog. Bom, embora consiga enxergar que sua intenção seja a melhor de todas, eu não autorizo nem o uso do meu nome no seu blog, nem o que eu disse nele. Espero que você entenda e respeite, não confundindo liberdade de expressão com o uso indevido do nome de terceiros.

Agradeço

Antes mais nada digo que tudo isso foi inveção do meu Gtalk.
Eu tenho amigos imaginários no meu Gtalk.

E quem sou eu?
Eu sou, Adaildo Neto, um dos colaboradores deste blog.

Heavy Metal Quentinho!

Acaba de sair do forno a Rock Soldiers: Coletânea reúne bandas de todo o país e conta com uma representante acreana

Os metaleiros acreanos têm mais um motivo para se orgulhar. Acaba de ficar pronta a “Rock Soldiers”, uma coletânea que reúne bandas de todo o país, entre elas, a acreana Fire Angel. A produção apresenta as várias possibilidades do rock pesado: Heavy Metal, Hard Rock, Death Metal, Grind Core, Punk Metal, entre outros; e é o 13º volume de uma série produzida pelo músico Marivan Ugoski, do selo Ugk Disccos, de Pelotas - RS.

“Quando a caixa de CD´s chegou, todo mundo ficou louco, ninguém acreditava que era verdade. Vimos então que é possível unir as bandas de todo o país e mostrar o trabalho de cada uma”, conta João Neto, vocalista da Fire Angel. Segundo ele, o produtor Marivan Ugoski conheceu o grupo após ouvir as músicas disponibilizadas no site “Bandas de Garagem” (http://bandasdegaragem.uol.com.br/).

“Ele fez uma sondagem por sites, revistas e por outros meios que tem acesso. Conheceu, se interessou e entrou em contato conosco”, diz João. Antes disso, a banda já tinha distribuído suas músicas pela rede virtual, mas não imaginava o que isso poderia trazer. “Ser reconhecido por um produtor da região Sul do país foi uma grande surpresa. É claro que no início ficamos em dúvida era mesmo algo confiável, mas fizemos algumas pesquisas e vimos que era um trabalho sério”, explica o músico.

Uma idéia a ser copiada

A coletânea reúne 18 bandas que não têm gravadora e lutam de forma independente por um espaço no universo musical. De acordo com João Neto, esta realização só foi possível por meio de uma cooperativa, onde todas as bandas fizeram uma colaboração financeira de acordo com o tempo de duração da música gravada. Depois de pronto, cada banda recebeu um número de CD´s correspondente ao valor. “É uma idéia a ser copiada”, sugere.

MAIS ROCK - A Fire Angel, banda acreana de Heavy Metal, tem metas bem definidas a serem alcançadas em 2008. Nesse sentindo, João explica que o grupo está em fase de composição e readaptação das músicas antigas em uma roupagem atual. “Queremos gravar todas num CD que deve reunir 12 faixas. Planejamos ainda, a participação de Mário Linhares e de outros músicos convidados”, diz.

Os interessados em adquirir a coletânea “Rock Soldiers”, devem entrar em contato com João Neto, pelo telefone: 84063718. O valor é R$ 15,00. E quem estiver a fim de curtir um show de metal, é só aguardar até os dias 14 e 15 de junho, quando 12 bandas locais se reunirão num festival que vai acontecer no Point do Zely, localizado na estrada do Quixadá, Km 5. O passaporte custa R$ 10,00 para as duas noites. A realização é do Centro de Rock e Heavy Metal do Acre – Crohma. Mais informações: www.fireangelband.blogspot.com.

quarta-feira, maio 07, 2008

Giramundo

O Festival Giramundo de Teatro de Bonecos começará na próxima sexta-feira, 09, e irá até o dia 01 de junho. Serão apresentados sete espetáculos, mini-teatro e exposições do Museu Giramundo. Durante quase um mês, o grupo contará com, aproximadamente, 24 produtores e atores para cada espetáculo. As apresentações acontecerão na Usina de Arte João Donato e no Teatro Plácido de Castro, depois da reinauguração prevista para o próximo dia 20.
Durante a semana do dia 12 a 16, a exposição do Museu Giramundo continua aberta ao público, diariamente, das 08 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A partir do dia 20, a exposição do Museu Giramundo será transferida para o Teatro Plácido de Castro, com abertura marcada para as 20 horas, permanecendo até o dia 01 de junho. Entre os dias 21 a 23 e 26 a 29, o horário de abertura da exposição será das 08 às 12 horas e das 14 às 22 horas. Nos dias 24, 25 e 31 de maio e 01 de junho, a abertura está prevista para as 16 horas.
Programação Usina de Artes João Donato

Sexta-feira - 09/05
20h - Exposição do Museu Giramundo
21h - "Os Orixás"

Sábado - 10/05
15h - Palestra sobre a "Tradição e Modernidade no Teatro de Bonecos", com Marcos Malafaia.
16h - Exposição do Museu Giramundo
17h - Espetáculo infantil "Um Báu de Fundo Fundo"
21h - "Os Orixás"

Domingo - 11/05
16h - Exposição do Museu Giramundo
17h - Espetáculo infantil "Um Báu de Fundo Fundo"
20h - "Os Orixás"

Programação Teatro Plácido de Castro
Sexta-feira - 16/05
21h - "As Relações Naturais"

Sábado - 17/05
17h - Espetáculo infantil "Pedro e o Lobo"
21h - "As Relações Naturais"

Domingo - 18/05
17h - Espetáculo infantil "Pedro e o Lobo"
20h - "As Relações Naturais"

Sexta - 23/05
21h - "Pinocchio"

Sábado - 24/05
17h - "Miniteatro Ecológico Amazônia"
21h - "Pinocchio"

Domingo - 25/05
17h - "Miniteatro Ecológico Amazônia"
20h - "Pinocchio"

Sexta - 30/05
21h - "Cobra Norato"

Sábado - 31/05
17h - "A Bela Adormecida"
21h - "Cobra Norato"

Domingo - 01/06
17h - "A Bela Adormecida"
20h - "Cobra Norato"

Conheça mais o trabalho dessa galera: www.giramundo.org

segunda-feira, maio 05, 2008

Rumos cinema e vídeo

Cidade, infância, fronteiras amazônicas, migrações e memória, em imagens como caleidoscópio da contemporaneidade brasileira. Assim é o perfil da série Cinco Sobre Cinco Documentários, resultado da 5ª edição do programa Rumos Cinema e Vídeo, que traz a Rio Branco uma programação de filmes que serão apresentados durante os meses de maio e junho. Os documentários serão exibidos no Circuito Documentário, projeto da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Acre (ABDeC/AC), que acontece às quartas-feiras, no Ponto de Difusão Digital Hélio Melo.
07/05 – Margem (Maya Da-Rin, Rio de Janeiro, 2007, 54 min) - Durante dois dias e três noites uma embarcação navega lentamente pelo rio Amazonas, partindo da fronteira do Brasil com a Colômbia em direção à cidade peruana de Iquitos. A margem se revela diante da câmera à medida que os passageiros divagam sobre um território de múltiplas feições e em constante transformação.
14/05 - Histórias de Morar e Demolições (Andre Costa, São Paulo, 2007, 54 min ) - Quatro famílias paulistanas estão de mudança. Suas casas foram vendidas para um incorporador imobiliário e serão demolidas. Para fixar as histórias guardadas sob esses tetos, os moradores resolvem registrar objetos, cômodos e recantos preferidos, iniciando videografias domésticas ou contratando uma pequena empresa de vídeo.
21/05 - Eu Vou de Volta (Camilo Cavalcante e Cláudio Assis, Pernambuco, 2007, 54 min ) - Duas viagens são realizadas simultaneamente em ônibus clandestinos: a ida de Caruaru (a maior cidade do agreste pernambucano) até São Paulo e a volta de São Paulo a Caruaru. Os fluxos e refluxos desses passageiros migrantes refletem, em suma, as movimentações da vida, as pequenas vitórias e derrotas de cada um, além da vontade de que algo aconteça e mude o que está estagnado.
28/05 - Procura-se Janaína (Miriam Chnaiderman, São Paulo, 2007, 54 min ) - Há crianças sem lugar no mundo. São crianças entregues a instituições e que não se desenvolvem nos padrões esperados: não são portadoras de deficiências, mas também não têm um desenvolvimento dito normal. Assim era Janaína, negra, pobre e institucionalizada na Febem dos anos 1980. Ela se debatia no berço e se machucava, ficava com a mão espalmada, não falava e não se relacionava com outras crianças. Hoje, duas décadas depois, onde estará Janaína?
04/06 - Diário de Sintra (Paula Gaitán, Rio de Janeiro, 2007, 84 min) - Filme composto de registros do presente e do passado, como fragmentos de filmes Super-8 e fotos realizadas em 1981, época em que Glauber Rocha se encontrava em exílio voluntário, em companhia da família, em Sintra, Portugal. A artista visual e cineasta Paula Gaitán, mulher do diretor, reúne esse material, por ela produzido, e retorna à cidade portuguesa, onde cria imagens em movimento, percepções, fluxos mentais. Sobreposição de tempos, imagens, memória afetiva. Camadas ficcionais, documentais fundidas; camadas da memória superpostas.
Serviço: Theatro Hélio Melo - Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133 – Entrada franca.
Fonte: Agência de Notícias do Acre

sábado, maio 03, 2008

Mas que bicho é esse “Software Livre” ???


Olá a todos que tem coragem de ler esse post...

Estava eu em meu computador resolvendo alguns algoritmos¹, e eis que surge em meu google talk, uma janela piscante do meu amigo Adaildo Neto com a seguinte frase: “ Eiii, você gostaria de publicar uns artigos sobre informática??? “ .

E aqui estou eu, meu nome é Rafael Gomes Garrafiel, trabalho no Instituto de Meio Ambiente do Acre no setor de informática, adoro trabalhar com linux, faço isso a 5 anos, e com essa coluna, pretendo ajudar a divulgar um pouco sobre a filosofia do software livre.


Mas que bicho é esse “Software Livre” ???

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, software livre não é software gratuito (essa afirmação deve deixar muita gente completamente confusa...), pois pela definição da Free Software Foundation², para um software ser considerado livre é necessário atender a 4 liberdades básicas ao usuário:
  1. A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0);

  2. A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Aceso ao código-fonte³ é um pré-requisito para esta liberdade;

  3. A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2);

  4. A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Justamente pelo fato de todo software livre pode ser baixado gratuitamente leva as pessoas a acreditarem que livre é igual a gratuito, nada me impede de cobrar pelo meu software, desde que eu o distribua gratuitamente tambem (seja atraves de downloads ou outro meio), posso muito bem cobrar pelo cd, pelo envio ou por mudanças futuras que sejam necessárias.

Claro, claro, então por que devo usar software livre???

Vejamos as vantagens do software livre:
  1. Não é preciso pagar licença (algum espertinho deve dizer “Mas eu tambem nunca paguei licença, para isso existem cracks e outras coisas...”, mal sabe esse espertinho que a maioria dos cracks possuem trojans e similares que ficam a memória do pc esperando a boa vontade de quem o fez, mas não entraremos nesse assunto, quem sabe em algum outro dia...).

  2. Sempre que aparece alguma falha de segurança, em poucos minutos é resolvida... Como isso??? É fácil, já imaginaram quantos programadores há no mundo que utilizam software livre??? Pois é, muitos, e todos buscando cada vez mais melhorar os softwares livres...

  3. Virus??? Quantos já ouviram falar sobre virus no linux??? Sim, claro, existe mesmo virus no linux, mas vejamos como ele deve ser executado:
    • Primeiro, o usuário tem que estar logado como administrador;
    • Estando como administrador, o usuário tera que compilar o programa;
    • Após compilar o programa, ai sim o usuário deve executá-lo;

Viram como é muito fácil de infectar um computador que utilize linux... Hehehehehe

Humm, acho que já estou me estendo demais nesse post, continuarei a falar mais sobre software livre e linux nos próximos, espero que gostem...

Até mais, e lembrem-se:
Seja livre, use linux...

\o/

¹ – Sequencia de passos ordenados e finitos com intuito de resolver algum problema;
² – http://fsf.org;
³ - Código fonte (código-fonte, ou até source code em inglês) é o conjunto de palavras escritas de forma ordenada, contendo instruções em uma das linguagens de programação existentes no mercado, de maneira lógica. (Texto retirado da Wikipédia)