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quinta-feira, outubro 16, 2008

Design gráfico no Acre

Por Guilherme K. Noronha -
www.gknoronha.com.br


Fazer design gráfico no Acre é um desafio, e por que não dizer, fazer design é um desafio. E é esse desafio que torna a profissão tão interessante: ter contato com projetos de naturezas diferentes, com formatos de execução específicos e personalizados, sobre temas e assuntos variados.

Como em qualquer outro lugar, fazer design depende do mercado, que sempre tem suas vantagens e desvantagens. No Acre, o mercado é pequeno (desvantagem), Rio Branco é uma cidade de pouco mais de trezentos mil habitantes, porém é uma capital de Estado e isso aumenta ligeiramente a demanda (vantagem). Por outro lado, o setor industrial é pequeno e o comércio faz pouco (ou nenhum) uso de ferramentas estratégicas como o design (desvantagem). A concorrência é pequena e pouco qualificada (vantagem), mas os clientes são desconfiados com “falsos designers” (desvantagem). Destaca-se o verdadeiro profissional, qualificado, que estiver bem posicionado no mercado e souber fluir entre as vantagens e desvantagens.

Outro fator relevante sobre o design no Acre é o fato de ser uma profissão nova e que ainda não se consolidou perante a demanda. Até bem pouco tempo, o mercado que hoje é desbravado por designers gráficos, por exemplo, era dominado por micreiros, ou “sobrinhos”, que são técnicos em informática, na sua maioria, que atendem à demanda local como sabem: com pouca qualificação, pouco comprometimento com o trabalho e preços abaixo do mercado (sem contar na instabilidade ética de alguns “aventureiros”). São estes micreiros os responsáveis por um dos maiores problemas do design gráfico no mercado acreano: alguns clientes não sabem diferenciar um designer de um micreiro. Isso acarreta na falta de confiança dos clientes na contratação de serviços de design e na desvalorização financeira da atividade. Este quadro torna as coisas difíceis, pois as chances diminuem e o profissional fica obrigado a competir com micreiros por serviços.

Mas o mercado de design no Acre não se resume a isso. Aqui o trabalho profissional, bem executado, tem valor e é reconhecido pelos clientes mais antenados. Isso cria novas possibilidades de crescimento e desenvolvimento para ambos, designers e clientes. Designers têm possibilidades de desenvolver projetos importantes e clientes podem ser atendidos por designers, sem precisar procurá-los em outros Estados.

Se você é cliente, procure um profissional. Se você é micreiro, profissionalize-se e busque qualificação. Disse um professor meu, certa vez: “...quando o resultado final é ruim, sempre temos dois culpados: quem apresentou a idéia e quem aprovou.”

Portanto, vale no Acre o que vale no resto do mundo: é preciso conquistar o mercado com ética, serviços qualificados e profissionalismo, tendo sempre em vista o aperfeiçoamento profissional, o objetivo do projeto e a satisfação do cliente. Todo projeto deve ser uma ótima oportunidade para se realizar um excelente trabalho. Afinal, fazer design no Acre, e por que não dizer fazer design, é transformar desafios em resultados. Para designers e clientes.
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Guilherme K. Noronha é paulistano, designer, proprietário do escritório de design GKNoronha, em Rio Branco, Acre, onde vive desde 2002. Já estudou engenharia, comunicação, artes, gestão (do design, inclusive), entre outras coisas. Nunca parou e nunca vai parar de estudar e aprender, pois encara todo projeto como uma ótima oportunidade para crescer e realizar um excelente trabalho.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Um Sistema e sua estruturação em muitas vozes.

Em que pese o caráter unitário de nosso Sistema Municipal de Cultura, com todas suas esferas, ele não pode existir sem seus conselheiros e conselheiras. Eles e elas dão vozes e constituem uma relação complexa de construção da arquitetura do Sistema.

O nosso Sistema é um gigante nascendo. Ele está num momento frágil, pois precisa estar estruturado antes do ano que vem. O Sistema precisa de um Plano Municipal de Cultura e da re-estruturação da Fundação Garibaldi Brasil. As eleições estão batendo em nossa porta e temos que atentar para prazos.

Conselheiros e conselheiras temos que articular nossas falas em torno do Plano Municipal de Cultura, para que a peça seja escrita e encaminhada para outras instâncias governamentais. Esse Plano será o norte que nos mostrará caminhos. Alguns dizem que ele tem que ter metas para dez anos, outros para quinze e mais outros para trinta anos, mas o importante é que ele saia de nossas mentes e entre no papel.

A re-estruturação da nossa Fundação é tão importante quanto o Plano. Devemos pensar uma FGB preparada para dar conta das Artes, Patrimônio Cultural e Turismo. Além disso, ela tem que ver o que será do Esporte, se vai ter secretaria própria ou um departamento seu. Atualmente a FGB não tem verba para o seu cotidiano, pois grande parte de seus recursos foram para o Fundo Municipal de Cultura, que é gerido por Editais de fomento. Ela terá que ter um mínimo de estrutura financeira para outras finalidades, estrutura para secretariar o Sistema e outras tantas que devem ser pensadas na re-estruturação. Além dessas preocupações, teremos que ter em mente também um quadro de funcionários, oriundos de concurso, que sejam eficientes na gestão cultural do município de Rio Branco.

Conselheiros e conselheiras devemos continuar pensando a estruturação do nosso Sistema. Já escrevi noutro momento para estarmos pensando outros tipos de políticas públicas para a gestão cultural, agora é preciso articular-mos as nossas vozes para consolidarmos algo ainda mais importante: tornar o nosso Sistema uma política de Estado. Ele já é legalizado, mas precisa ir além, pois só com a nossa construção ele será uma política pública permanente, planejada e estruturada.

Pois bem amigos e amigas, temos nos debatido em muitas questões críticas. Participar do Sistema às vezes é cansativo. E como o combate pela cultura cansa, mas venhamos e convenhamos, ele tem que ser feito. O nosso Sistema só será algo permanente se participarmos, se pensarmos suas ações e se co-administrarmos a FGB. Estamos todos e todas inseridos numa realidade complexa que só existirá se for devidamente estruturada. Vamos pensar e escrever o nosso Plano, ajudar na re-estruturação da FGB e noutras tantas necessidades do nosso Sistema. Um grande abraço e até a próxima.

Daniel da Silva Klein.
Conselheiro Municipal de Cultura.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Os anônimos foram suspensos temporariamente

O lance é que toda vez que algum colaborador desse blogue expressa a sua opinião sobre assuntos que envolvem a cena acreana, um coletivo de anonimos invade o Grito Acreano para simplesmente tumultuar e causar polêmica. Veja aí no post da Fire Angel e tire as suas conclussões.

É triste está tomando essa decisão, pois acredito que para consolidar e fazer a cena cultural acreana avançar precisamos primeiro aprender a conviver com as diferenças de opinião e a partir daí passar a ser realmente parceiros e colaboradores ativos da cultura. Mas, a falta de respeito movido por questões pessoais deturpam o conceito de liberdade que esse blogue tem e estes preferem se esconder atrás do anonimato.

Aqui continua sendo um espaço livre, preferi retirar os anonimos do que passar a moderar os comentários. Mas como falei essa é uma decisão temporaria, não irei excluir nenhum comentário feito.

quarta-feira, julho 30, 2008

E o que anda acontecendo no Conselho de Cultura?

Sobre a última reunião do Fórum Colegiado do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco no dia 29/07/2008.

Parece-me que fui mal interpretado na última reunião do Fórum Colegiado. Muitos não entenderam o que eu e muitos outros e outras colegas conselheiros municipais de cultura de Rio Branco estavam falando.

Um dos debates acalorados que travamos foi em torno dos últimos resultados do Fundo Municipal de Cultura, que aconteceram em editais com o objetivo de substituir o balcão de pedidos. Todo o Sistema discutiu que os Fundos regulamentariam a prática do balcão, ou seja, para acessarmos recursos do Fundo o Sistema diria o quê deveria ser disponibilizado. A relevância social dos debates dentro do Sistema é que formatariam os editais. Levantei a idéia de que os últimos editais do Fundo não seguiram essa lógica. Digo o motivo, a avaliação dos projetos do Fundo baseou-se eminentemente pela qualidade. A comissão que nós elegemos baseou seus critérios na qualidade dos projetos, e não em sua relevância social para o Sistema, que representa também aqueles que não fazem parte dele.

Quando expus minha fala compreenderam o que disse de maneira equivocada, pensaram que eu estava defendendo projetos de pessoas que participam do Sistema e que deveriam ser recompensadas por isso. A questão não é essa e os debates mostram isso. A questão é que a avaliação do Fundo deve basear-se em critérios de relevância social, e os projetos oriundos do próprio Sistema estavam antenados com esses debates. Esses projetos atenderiam não só as pessoas que participam do Sistema, mas o fazer cultural de Rio Branco como um todo.

O dispositivo de analise qualitativa de projetos já existe, que é a Lei de Incentivo do município de Rio Branco. Ali os projetos devem ser avaliados por sua qualidade. No Fundo não. A relevância do Fundo é social e sua avaliação deveria atender as necessidades que o próprio Sistema delimitou. Vou citar alguns exemplos do que digo. Projetos de entidades representativas da classe cultural devem ser aprovados no Fundo sempre, pois são projetos que irão ter relevância para a classe, representam seus participantes. As diversas Ligas, Federações, Associações e demais entidades devem ter seus projetos aprovados em qualquer edital do Fundo, pois a sua relevância social é notória. Projetos pactuados por pessoas dentro do Sistema também devem ser aprovados. O problema é que projetos estranhos a esse debate de relevância social forma aprovados.

Inúmeros projetos da Ufac, de renomado professor e outros que jamais participaram dos debates do Sistema foram aprovados. É lógico que um gabaritado professor vai escrever um bom projeto, afinal de contas passou a vida escrevendo teses, dissertações e artigos. Esses projetos altamente qualificados e que não fazem parte do Sistema têm a sua instância, que é a Lei de Incentivo. O Fundo deve ser um dispositivo de relevância social. Vimos projetos de pessoas de fora do Sistema serem aprovados. Qual a relevância social deles, já que nunca estiveram nos debates que travamos? Duvido muito que projetos da Fetac, dos movimentos sociais, de entidades esportivas e outros sejam socialmente menos relevantes do que o dessas pessoas estranhas aos debates do Sistema.

O que estou dizendo é isso: o Fundo Municipal de Cultura de Rio Branco não é dispositivo de qualidade, mas de relevância social. Se pensarmos em qualidade no Fundo estaremos cometendo o erro que foi feito com o esporte, que não teve nenhum projeto aprovado nos últimos editais. E olhem que quando falo de qualidade, muitas vezes os projetos ditos de qualidade são os que apresentam melhor domínio da norma culta da escrita, pois o resultado do Fundo mostrou essa compreensão.

O quê estou dizendo não é contrário a necessidade de apresentarmos currículos, documentos e outras exigências legais, isso é assunto de outra discussão. A questão é que a comissão que escolhemos cometeu esse erro grave, de basear seus critérios de avaliação no Fundo em normas de qualidade.

Daniel da Silva Klein. Historiador. Conselheiro Municipal de Cultura e membro eleito para a Comissão Executiva do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco.

Vote e incentive o artista acreano!



Oi gente

Está tendo uma votação on-line para escolher as 4 melhores fotos de crianças. Enviei para seleção esta foto que está aí em cima, e ela passou pela primeira fase: de 180 fotografias, escolheram 20, e entre as 20 está a minha. O prêmio não é lá muita coisa, são cases e mochilas para equipamentos de fotografia, mas case e/ou mochilas para guardar câmera e demais equipamentos, é uma coisa que eu estou precisando MUITO. Mas, devido as dívidas oriundas da minha câmera e objetivas, no momento não posso comprar e seria uma maravilha se eu ganhasse, ficaria 'feliz que só'.lollol

Então, quem tem orkut, adciona a comunidade e fica nela até o dia 6 de agosto e vota na minha foto vai.. Por favor?

Aqui está o link, tem uma enquete e tem meu nome do lado da foto que está em anexo.



Um beijão!
Talita Oliveira.

sábado, junho 21, 2008

Colabore - Meia Amazônia Não!



Quem entra na internet só para usar Orkut e MSN com certeza ainda não sabe de uma importante campanha que está acontecendo ha algum tempo. A campanha “Meia Amazônia Não!” que tem como objetivo, acabar com um projeto de lei que já passou pelo Senado e agora está para na Câmara dos deputados.

Se esse projeto for aprovado, ele permitirá que até 50% da vegetação nativa seja DERRUBADA!,(atualmente é permitido 20%, que também é uma quantidade absurda), isso mesmo METADE DA FLORESTA AMAZÔNICA poderá ser derrubada com o consentimento da “lei”. E acredite, você nem ninguém - a não ser o babaca que formulou esse projeto - querem que isso aconteça.

Além de acabar com diversas espécies vegetais, a mudança no ecossistema da Amazônia também provocaria a extinção em massa de espécies animais e causaria alterações no clima de todo o país, já que a Amazônia é responsável por grande parte da chuva que ocorre em regiões como o centro-oeste e o sudeste.

Entre no site da campanha, participe do abaixo-assinado e ajude a impedir que a nossa floresta seja destruída. Não esqueça também de divulgar a campanha, coloque o link em seu Orkut, Fotolog, Blog, Site, Cachorro, Cheque, Agenda…

A internet toda se movimentou para bater um recorde e baixar um navegador. Que tal agora fazer algo mais importante? ;)

quarta-feira, junho 18, 2008

Coletivo sem traquejo sócio-político

Mini Flash Back para você entender o que anda acontencendo.

eu: creio que nem o catraia esteja interessado em politica cultural...não há movimento aglutinador vindo do catraia e nem dos envolvido com o catraia..para muito coletivo catraia ainda é uma coisa não muito acessivel..

Janu: aí é que vc se engana! o catraia está interessado sim. embora ainda esteja um tanto verde e por fora disso. afinal uma das pessoas mais interessadas e engajadas nisso saiu, que por sinal é vc. mas aos poucos, estamos discutindo formas de inserir os meninos que, puxavida, estão começando agora a produzir alguma coisa que não seja despesa para os papais, num contexto politico com a cultura. e vc sabe como é dificil entender a cultura e ainda por cima a politica em torno dela.
sabe bem!

Parte da conversa que eu publiquei no blog
Quinta-feira, Maio 08, 2008
Discutindo a cena

Acesse aqui!
Politicagem cultural
ou O marketing negativo das ações do Coletivo

Depois desse acontecido O Coletivo assumiu uma postura equivocada ao participar das discussões do Conselho Municipal de Políticas Públicas. Veja bem, não é errado a participação do coletivo nessas discussões, mas a forma de como esse processo está sendo conduzido por parte de seus integrantes é que pode abrir margem para outras interpretações.

Olha só, o primeiro tiro que saiu pela culatra foi a nomeação de um representante do coletivo para a camara temática de Música. O representante eleito não é músico e não acompanhou a formação do processo de criação e discussão do CMPC, na sua primeira reunião foi eleito, não sei se por sugestão de alguém ou se foi auto indicação, porém fica claro que foi em momento oportuno. Afinal,em dado o momento o Conselho já tinha eleito todos os representantes de suas cameras temáticas, bastou ter um brecha que o coletivo se fez presente.

Eles são bem apressadinhos pra quem se autodefine "verde e por fora disso". De repente, o coletivo passa a assumir uma postura de guerrilha, aparecem na reunião sempre aos montes e sempre que possivel querem eleger novos representantes para as camaras temáticas. E conseguiram eleger dois novos representantes, nas representações da classe de jornalismo cultural e produção cultural. Mas me pergunto uma coisa: "Se as táticas são de guerrilha, tem recruta mandando sargento?"

Ainda tem mais um detalhe nessa onda de milicia e táticas de guerra. Toda guerra por mais injusta que seja, se tem regras. Porém participar de um Conselho que ainda não tem regulamento interno definido e se aproveitar disso para "conquistar" novos espaços é crueldade. Assim foi feito na reunião de produtores culturais, a integrante do coletivo se elegeu pela maioria de votos, mas quem estava presente se esqueceu que o voto da entidade é unitário por mais que a entidade tenha 8 integrantes na reunião. É triste ver esse tipo de atuação politica, marcada pelo oportunismo e pela esquizofrenia cultural na hora de apontar um segmento de atuação.

Creio que o sistema, como disse Daniel Klein, é plural então não vejo qual a necessidade do Coletivo Catraia se portar como um partido político e usando de politicagens para se fazer presente nas discussões sobre cultura produzida no municipio. Seria interessante ler uma carta aberta do coletivo sobre o Conselho de cultura e essas atitudes que deturpam o sentido da palavra coletivo e coloca em voga o termo: "quando a farinha é pouca primeiro o meu pirão".

sexta-feira, junho 06, 2008

Los Porongas se manifestam sobre a saída do selo Senhor F





Fernando Rosa, jornalista lendário da cena da música independente brasileira e produtor do Senhor F Discos, divulgou no início da semana uma nota oficial informando que a banda acreana Los Porongas não pertence mais ao cast do selo.

O fato foi motivado pelo recente contrato firmado entre os acreanos e a Barravento Artes, produtora paulista que produz e organiza espetáculos musicais desde 1998.

Na nota, também assinada pelo produtor e sócio do selo Phelipe Seabra, Rosa afirmou que a decisão foi unilateral, rompendo a parceria que dera fruto ao primeiro CD do quarteto, homônimo, lançado no final de 2006.

Em tom de crítica, o jornalista afirmou ainda que “lamenta a condução do processo que reproduz velhos esquemas supostamente superados”. (Ver a nota na íntegra)


Em resposta à nota publicada por Fernando Rosa no site Senhor F, a Los Porongas divulgou nesta quinta, dia 05, um texto contraponto os fatos levantados pelo jornalista na nota oficial.

Na réplica, os Porongas rebatem a nota oficial pontuando meio a vários argumentos, que “o Senhor F Discos não era uma agência produtora da banda, e sim o selo fonográfico do qual fazíam parte”. O texto pode ser conferido na íntegra logo abaixo.

NOTA OFICIAL DO LOS PORONGAS

Assinamos contrato com a agência da música brasileira contemporânea Barraventoartes (www.barraventoartes.com.br) na terça-feira, 03 de junho de 2008, com o intuito de continuar ampliando os espaços conquistados pela banda desde sua formação, em maio de 2003, bem como ingressar no mercado da música profissional, no sentido de dar sustentabilidade à decisão de viver do ofício da arte no Brasil.

Dentro disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos:

1. Em nota publicada no site Senhor F no dia 31 de maio de 2008, Fernando Rosa informou que a banda, por decisão unilateral, havia assinado com a Barraventoartes e que por este motivo estava fora do “cast” do selo Senhor F. Se houve alguma decisão unilateral neste processo, esta foi a tomada por parte do selo, que encerrou, através de uma nota na internet, uma parceria iniciada em dezembro de 2005, deixando todos os integrantes da banda consternados, uma vez que não fomos avisados com antecedência sobre a publicação dessa nota.

2. O Senhor F Discos não era uma agência produtora da banda, e sim o selo fonográfico do qual fazíamos parte. Sempre tivemos um ótimo relacionamento, já realizamos alguns shows em parceria, como em Brasília, por exemplo. Mas, justamente por não termos nenhum contrato oficial que intitulasse o Senhor F como produtora da banda, sempre nos sentimos com a total liberdade de procurar parcerias voltadas para esse tipo de trabalho;

3. Ficamos tristes por saber que o amigo e produtor do nosso primeiro disco, Philippe Seabra, sócio do selo, sequer sabia que a nota havia sido publicada no site Senhor F, apesar de seu nome constar na assinatura da mesma;

4. Durante todo o processo de negociação com a Barravento, deixamos bem claro que o intuito da banda era de continuar fazendo parte do Senhor F Discos, e que nossas relações com o selo continuassem as mesmas, exigências pronta e cordialmente aceitas pela agência. Vários artistas que trabalham com a Barravento têm relações com outros selos fonográficos, portanto, não estaríamos de forma alguma impedidos de continuar pertencendo ao “cast” do Senhor F.

5. Sobre o conteúdo da nota, não é preciso colocar na balança o que o selo fez pela banda e o que a banda fez pelo selo para percebermos que essa parceria foi proveitosa para ambas as partes enquanto durou. Também não é preciso dizer, quanto à cena independente, que não há rompimento com o passado quando se busca sustentar o futuro de forma ética. Expressões como “velhos esquemas supostamente superados” e “o afastamento da banda dos espaços, conceitos e compromissos que norteiam a cena independente”, contidas na nota, nos deixaram extremamente surpresos, simplesmente por não condizerem com a postura da banda em toda sua trajetória, e também pelo fato de serem publicadas num veículo respeitado e com considerável número de acessos, como é o site Senhor F.

6. A discussão sobre os direitos patrimoniais da obra dos Los Porongas e demais assuntos relacionados será feita em particular, como orienta o bom senso, o profissionalismo e a prática de uma relação que se construiu com base no diálogo, no companheirismo e na verdade nestes mais de dois anos de caminhada.


São Paulo, 05 de junho de 2008.
Diogo Soares, João Eduardo, Márcio Magrão e Jorge Anzol – Los Porongas

fonte: Portal Fora do Eixo

quinta-feira, junho 05, 2008

Opinião de três acordes

Hoje, 04 de junho, completa um mês do término da IX edição do Festival Casarão, realizado em Porto Velho de 30 de abril a 04 de maio (palestras + shows). Neste e nos próximos dois posts, serão expostas idéias que andei remoendo, repensando, mas seria inevitável não posta-las . Que venham as críticas:

OPINIÃO
O que veio e o que mudou?

Ao fazer análise do que passou de lá para cá, podemos constatar algumas mudanças em Rondônia, dentre as quais podemos destacar a criação de um novo coletivo cultural na cena porto-velhense (Raio que Uparta) e o surgimento do blog Resenhas Grindcore.

Sobre o Raio... acredito que era uma tendência natural acontecer, algo que era constatado em conversas pré-Casarão, devido à idéias que surgiam (divisão de núcleos de forma horizontal, beradeiros discos, etc.), mas não eram aplicadas no Projeto Beradeiros – Marcos Felipe, um dos idealizadores do novo coletivo era o presidente do projeto na época do Casarão – por motivos que em breve serão esclarecidos em entrevista com integrantes do ... Uparta.

Quanto ao Resenhas Grindcore: ele surgiu em resposta à quantidade de resenhas ‘indies’, as quais os idealizadores do RG dizem ser tendenciosas e artificiais. O blog de cara chamou a atenção pelo nome e pela maneira direta de escrever de seus autores, com boas matérias no início, que incluíam a questão do teatro de Porto Velho, a diminuição de recursos para o SESC voltados à cultura, uma boa cobertura de shows (SESC, 16/05). Mas o que veio para ser diferente acabou ficando igual quando da crítica do blog à banda Strep (ex-Sedna). Para contextualizar, a Strep é uma banda que inclui em sua sonoridade elementos de pop e ska (há controvérsias) e que em breve lançará seu trabalho. Desde quando se chamava Sedna e era de Porto Velho (agora é do Rio de Janeiro) sabe-se lá porquê era banda “non grata” a muitos integrantes do Beradeiros. Com certeza alguém vai lembrar lá nos comentários. Pelo fato de divulgarem músicas que eram da Sedna, um pouco antigas já, é compreensível a crítica do blog, mas acredito que conforme o texto vai se desenrolando e piadinhas, críticas superficiais vão surgindo, aparece uma contradição. Uma piada só tem graça quando quem conta e quem ouve conseguem rir juntos. Ou seja, o resenhas veio com um diferencial, mas em determinado momento caiu no mesmo ponto negativo que o fez surgir.

O último e polêmico texto (afinal é o resenhas grindcore) foi o “Circuito Fora do Eixo e Rondônia”, de autoria de Elton Costa (Rádio Ao Vivo – Beradeiros) que basicamente repercute a passagem do Circuito Fora do Eixo e Espaço Cubo em terras rondonienses, durante o Festival Casarão, além de fazer uma análise do possível futuro da cena local e regional. Elton questiona a aplicabilidade dos conceitos do Circuito Fora do Eixo, sinceramente visualizei uma propaganda da Assembléia Legislativa no texto, como que se dissesse “Rondônia não é terra de indie”. De fato, o que se sobressai em Rondônia são estilos como metal e hardcore, coisa que justamente o pessoal que vem de fora, principalmente Sudeste, está saturado. Partem também desses estilos as iniciativas de fomento da cena local, sejam elas tímidas ou não. Mas é natural, por exemplo, sobressaírem bandas como Recato e Hey Hey Hey, que escapam do lugar comum e apresentam propostas diferentes. Nada contra o hardcore, até porque minhas influências partem daí, mas o pessoal tem que contextualizar, entender e assimilar críticas, senão todos ficamos parecendo crianças que não conseguem chamar a atenção por bem, então, abrem o berro.

O Resenhas Grindcore revela o quão antagônica é o Projeto Beradeiros e a cena musical de Rondônia: temos gente de potencial, ideologias fortes (muitas beiram o radicalismo) e um humor ácido e sincero, que se não for bem dosado, pode se tornar pastelão.

Do meio para o final

Casarão, o Festival

Bom, o que era para ser escrito sobre as bandas já foi, bem ou mal relatado diga-se de passagem, então para dar continuidade à opinião em três partes é hora de analisar o festival Casarão.

Vinicius Lemos, organizador do festival, procurou diversificar na hora de escolher os convidados. Da imprensa vieram representantes de veículos midiáticos como Rolling Stone, Revista Trip, Urbanaque, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Amazon sat, Jornais do Interior e Senhor F (que não pôde comparecer), além da cobertura local. Da parte imprensa a cobertura que se diferenciou foi a da Amazon Sat, feita pelo repórter cinematográfico Orlando Júnior, tanto pela qualidade do material veiculado quanto pela repercussão que teve, principalmente na região Norte, agregando valor regional ao festival (a Amazon Sat pode ser vista, em canal aberto, em toda Amazônia Legal).

Podcasts a parte, acredito que a cobertura geral do Casarão foi positiva, inserindo o festival no circuito de festivais do Brasil, firmando mais um nome do Norte na mídia especializada, créditos também ao Projeto Beradeiros que com seu Festival também fizeram parte da história de “atração” da mídia, mas há de se firmar que o Casarão desse ano trouxe a consolidação. Enfim, Rondônia, bem ou mal, já faz parte do mapa nacional de música independente.

A vinda de produtores da ABRAFIN e Circuito Fora do Eixo também foi ponto importante, senão o mais, para a consolidação do nome de Rondônia no Circuito. Cerca de 12 festivais (incluindo os do interior de Rondônia) estavam representados ali, reunidos para debater a nova realidade musical brasileira.

Os debates e seminários

No dia 30 de abril começaram o ciclo de debates e os seminários. Infelizmente, por motivos de saúde, Hélio Dantas não pôde estar presente para dar início aos trabalhos, contextualizando a história do Casarão, que dá nome ao festival, assim como a história de Porto Velho, consequentemente a de Rondônia. Começaram os debates os irmãos Bruno Dias e Cirilo Pereira, com a mediação de Pedro de Luna. O tema: mídia independente. O auditório da Biblioteca Francisco Meirelles estava bem ocupado, mas logo se saberia que a maioria das pessoas estavam ali para pegar as credenciais das bandas. Cabe dizer que haveria o debate sobre a cena rondoniense, mas ficaram ali só as “figuras marcadas” que entre futebol e viagens, vêm conversando a muito tempo sobre isso, faltou “platéia” para render mais o debate.

Então, no dia 01 de maio, FERIADO (dia do trabalhador) houve a rodada mais importante de debates, começando com o “momento atual da música brasileira” com Jomardo Jomas e José Flávio Jr. tratando sobre como está a música brasileira, independente ou não, com foco nos festivais de rock brasileiros. Logo após veio o “mesão” que reuniu os debates sobre a ABRAFIN e o Circuito Fora do Eixo em um só momento. Os dois Pablos, Kossa (Fósforo Cultural) e Capilé (Espaço Cubo), iniciaram a mesa contextualizando o Circuito Fora do Eixo e o que o mesmo trouxe de novo para o cenário brasileiro, como a inserção dos conceitos da economia solidária no mercado da música, a criação de moedas complementares (como o Cubo Card), a circulação de bandas, o conceito do artista igual a pedreiro, pontos de cultura, etc. E vieram Fabrício Nobre (MQN e ABRAFIN) e Lariú (MM Records) tratando da Associação Brasileira de Festivais Independentes, como foi criada, o que está sendo feito em 2008 e o que será feito em 2009, as novas articulações, entre outros assuntos.

Vamos aos fatos:

O pouco quorum, após a entrega das credenciais das bandas no dia 30 de abril é compreensível, afinal era dia de semana, muita gente não vive de rock.

Mas, no dia 1, feriadão, um bom programa seria assistir aos debates. A maioria das pessoas com quem conversei citou que deixaram de participar da rodada por terem compromissos de ensaio com suas respectivas bandas, até aí compreensível, nada mais que natural. Só acho complicado o fato de também a maioria que faltou serem exatamente os que mais questionam os métodos adotados pelo circuito.

Frustração igual tive no Intercâmbio Rock ano passado, lá em Ji-Paraná, quando foram convidados vários agentes ligados a coletivos organizados ou bandas para debater sobre o rock de Rondônia, principalmente à movimentação do interior, onde muita gente se acha “injustiçado” por não ter espaços para tocar, mas não procura se interar o que acontece em cada cidade, para poder abrir a possibilidade de contatos. Só aparecem para reclamar que existe panelinha nas cidades, e entre elas, ou então falam que não apoio à cultura. Típico de quem não quer nada sério e para complicar quer atrapalhar a vida de quem está na batalha, não importando, aqui, a forma de trabalho.

O Festival Casarão deste ano trouxe uma boa oportunidade de debate, infelizmente não foi aproveitada muito bem por quem é daqui. Quem veio de fora, para conhecer in loco a cena rondoniense, levou algumas conclusões para seus pares em suas respectivas cidades. Podem até ser conclusões um pouco fora do que é a realidade local. Mas quem poderia contribuir para um debate mais completo não compareceu.


Nettü Regert, Coletivo Vilhena Rock e Enmou.
Texto retirado do blog Vilhena Rock Zine.

segunda-feira, junho 02, 2008

Quero uma escada de preferência sem degrau...

Banda Los Porongas não é mais do 'cast' do selo Senhor F Discos
A opção pelo o "eixo"

* Da Redação

A banda Los Porongas não pertence mais ao "cast" do selo Senhor F Discos. A informação é da própria direção do selo, em nota divulgada nesta sexta-feira em sua página do MySpace. Na nota, o selo diz "estranhar a decisão que rompe com uma trajetória que, em pouco tempo, deu visibilidade nacional para a banda". Veja a íntegra da nota abaixo.

Nota de esclarecimento

A banda acreana Los Porongas não pertence mais ao "cast" do selo Senhor F. Por decisão unilateral, a banda assinou contrato com a produtora paulista Barravento Artes. Com isso, o selo Senhor F Discos não mantém mais nenhum vínculo presente e futuro com Los Porongas. Os direitos sobre o disco de estréia, lançado em 2007, bem como a edição do DVD licenciado pelo Itaú Cultural, permanecem com o selo.

O selo Senhor F Discos estranha a decisão que rompe com uma trajetória que, em pouco tempo, deu visibilidade nacional para a banda. Ao longo desse período, o selo propiciou condições e qualidade técnica inéditas para a banda gravar seu primeiro disco. Também contribuiu decisivamente para a orientação artística e estratégica da carreira, que resultou rapidamente em novos espaços, inclusive internacionais, e produtos.

Mais do que o afastamento da banda do selo, Senhor F Discos lamenta a condução do processo que reproduz velhos esquemas supostamente superados. Assim, os fatos apontam para o afastamento da banda dos espaços, conceitos e compromissos que norteiam a cena independente. O selo Senhor F, por sua vez, mantém sua trajetória de apostar na construção de uma nova realidade, que contemple não apenas um novo “mercado”, mas também novas formas de relacionamento.

Senhor F Discos
Fernando Rosa & Philippe Seabra
www.myspace.com/senhorfdiscos

domingo, junho 01, 2008

Porto Velho e sua visão cubista

Se for um canto que seja ao Norte!

Após o Festival Casarão e a passagem do Espaço Cubo por Porto Velho, percebeu-se que a chama dos movimentos reacendeu, principalmente para o Projeto Beradeiros que encontrava-se sobre uma intensa e tumultuada chuva de ataques e contra-ataques. Mas antes de aprofundarmos na atual conjuntura da cena de Porto Velho, precisamos rever a quantas andava o Projeto Beradeiros.

Festival Beradeiros: Surgiu em meados de 2005 com a necessidade e o objetivo de unir as cenas do Acre e Rondônia, bem como realizar eventos que valorizassem as composições próprias. O projeto logo ganhou uma grande aceitação por partes das bandas e do público local. Os contatos se intensificaram e chegaram a outros horizontes do país.

Após o Festival Beradeiros de 2007, grande parte dos fundadores do Projeto Beradeiros teve que deixar o projeto, alguns por motivos pessoais, outros motivos profissionais, surgiu então uma nova geração que ficou com a missão de dar continuidade a esse fruto. Com uma nova visão, novos ânimos, e com pouca participação das bandas de Porto Velho o projeto realiza o Grito Rock Porto Velho e logo depois acaba parando. Momento no qual ficou a tal reflexão “Aonde foi que erramos?”.

Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo? O que é isso?
Espaço Cubo e o Circuito Fora do Eixo: O Circuito Fora do Eixo é uma rede de trabalhos concebida por produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul no final de 2005. Começou com uma parceria entre produtores das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia de produção e o escoamento de produtos nesta rota desde então batizada de Circuito Fora do Eixo. A rede cresceu e as relações de mercado se tornaram ainda mais favoráveis às pequenas iniciativas do setor da música, já que os novos desafios da indústria fonográfica em função da facilidade de acesso à qualquer informação criou solo ainda mais fértil para os pequenos empreendimentos, especialmente àqueles com características mais cooperativas. (texto extraído do site www.foradoeixo.org.br).

Na mesma época que conhecemos o Fora do Eixo também conhecemos o Espaço Cubo, afinal dá pra confundir, né? O Espaço Cubo é um coletivo que foca suas ações na troca de experiências e tecnologias, bem como a importância da organização de cada cena. Porém com o Projeto Beradeiros nunca se estabeleceu uma parceria.

A Atual Cena

Após a participação do Espaço Cubo como parceiro do Festival Casarão, realizando funções que em Porto Velho seria difícil encontrar, ocorre uma quebra nas relações harmoniosas e pouco produtivas dentro do Projeto Beradeiros. Marcos Mitos, o então presidente do Projeto Beradeiros, decide deixar o projeto com o intuito de formar um novo coletivo alegando que suas idéias não caberiam no formato do Beradeiros.

Este fato causou muita instabilidade na cena de Porto Velho, desde então ataques agressivos e discussões muitas vezes tolas são corriqueiras entre aqueles que fazem a coisa acontecer. Associou-se então tal fato a passagem do Cubo por nossa terrinha. Uma vez que o projeto sempre viveu entre amor e ódio. Ok! Admito que mais ódio do que amor, porém nossos objetivos nos uniam, até que chegou o Espaço Cubo para somar com os nossos objetivos, e subverteu o alívio não cabe mais....

Sempre existiu polêmica entre Porto Velho e o Espaço Cubo, que tal formato não caberia em nossa terra, que o Cubo privilegia o estilo Indie, e blá blá blá. Ouvi algumas opiniões sobre qual o efeito dessa passagem e o que os Cubistas poderiam trazer de útil para nós e se algo mudou em nossa cena:

"Trouxe muitas coisas boas, abriu nossas cabeças, pra tipo: dá certo se tu correr atrás, com seriedade e afinco, acho que serve demais" (Raphael – Di Marco – Ji-Paraná)

“nem tudo que é possível lá hoje...é possível aqui hoje..
o pessoal do fora do eixo fazem política muito bem....é o que precisamos aprender...os caminhos políticos....a gente saber como conseguir e obter o que nos é de direito”(Rafael Altomar – Bicho do Lodu)

“mudou, na articulação para fora do estado, ou seja, na possibilidade de troca de tecnologia com outros cantos do país” (Nettü – Vilhena Rock)

“Em parte, boas trocas de experiência que resultaram em acender a chama do independente mesmo em várias pessoas (aonde vai dar essa chama num sei, mas acendeu)” (Vinicius Lemos – Fan Rock)
O Circuito Fora do Eixo é uma das armas que as bandas independentes possuem, e que devem usar o máximo possível, pois pode facilitar a divulgação das mesmas, mas... Como tudo na vida existe o tal do "mas". Acho que há uma ênfase muito grande em certo estilo musical, o que acaba consequentemente diminuindo o espaço de outros estilos menos agradáveis aos ouvidos de quem não está acostumado com o “barulho”... Vejamos um exemplo. Num festival qualquer do Circuito Fora do Eixo os jornalistas vão sempre falar mais das bandas do estilo "indie" e bandas de punk, hardcore, heavy metal terão seus espaços reduzidos nos comentários e muitas vezes nem serão citadas, nada mais normal que isso. Ora se a especialidade e preferência pessoal é o "indie" nada mais justo que resenhar bandas de “indie”, o problema gira em torno das resenhas e apoio concedidos aos estilos mais "barulhentos", estas, sempre estão forradas, transbordando ignorância e preconceito musical, comentários do tipo "banda legal, mas não vejo futuro", “músicas iguais as do Sepultura” “músicas iguais as do Ratos de Porão” São comuns nestes meios... E se trocarmos as figurinhas de lugar? Iríamos a um festival em que fosse o inverso os comentários seriam a mesma coisa, o punk, hardcore, heavy metal seriam enaltecidos,enquanto que o “indie” receberia exatamente as mesmas críticas, “parece cachorro grande” “bandas chatas” “parece los hermanos” então chego a seguinte conclusão: as coisas funcionam pra quem deve funcionar, pra Coveiros não funciona, prefiro continuar nos buracos do hardcore mesmo. (Giovanni Marini – Coveiros)

Acredito que em longo prazo essa passagem não tenha grandes efeitos, há algum tempo já se notam outros movimentos atuando em Porto Velho, podendo citar o Fan Rock que realiza o Festival Casarão, o Cogumelo Nuclear que realiza grandes eventos de metal. O movimento Underground de Porto Velho com bandas e evento de rock gospel underground, e as próprias bandas como a Rádio ao Vivo que realiza as Under Rock’s. As vezes penso num futuro com divisão de bandas como rótulos, desse ou daquele coletivo ou movimento, nesse evento só toca banda do meu movimento e naquele só toca banda daqueles movimento, algo com o espírito do garoto dono da bola que não joga nada (hehe).

Como minha visão de futuro Administrador, vejo que o que é certo é a necessidade de uma organização maior dos movimentos, obtendo seriedade de seus membros, articulação, profissionalismo, planejamento, estarmos com os objetivos claros, com nossa missão e visão, e o que acho primordial, pensamento coletivo, se é pra ficar num coletivo de bandas, não podemos ser egoístas e querer beneficiar apenas a minha ou aquela banda, é preciso ser consciente, afinal, é um coletivo.

É necessário antes de tudo que o povo de Porto Velho conheça suas bandas. Valorizarmos o nosso produto, que os eventos sejam auto-suficientes e que se construa uma cena realmente forte.

Porto Velho hoje implora por uma organização de seus movimentos, é certo que não dependemos do Espaço Cubo, do Bush ou do Coelhinho da Páscoa ou quem quer que seja. Somos apenas dependentes de nossas atitudes e ações.


Escrito por Elton Costa
Colaborador do Projeto Beradeiros
E músico da Rádio ao Vivo

quarta-feira, maio 28, 2008

Produtores e Agentes Culturais!

A Revista “VISÃO” fez uma pesquisa junto a universitários, empresários e especialistas sobre os setores com futuro. O resultado com as dez profissões que terão mais sucesso no futuro serão:

1. Engenheiro de redes informáticas
2. Gestor de relações com clientes
3. Engenheiro de Novas Energias
4. Fisiologista de controle de peso
5. Formador (Professor)
6. Jurista de propriedade intelectual
7. Gestor I&D na ind. farmacêutica
8. Técnico Gerontologia
9. Chefe de Cozinha
10. Produtor Cultural Independente

Interessante, não é?

E por falar em Produtor Cultural, hoje, lá no Parque Capitão Ciríaco em alguma sala da Fundação Garibaldi Brasil por volta das tres horas da tarde, estará rolando a reunião da camara temática de produtores e agentes culturais.

Essa reunião provavelmente irá eleger um representante da classe de produtores independentes e agentes culturais para compor o colegiado do Conselho Municipal de Rio Branco. Dentro das camaras é discutido diversos assuntos no que tange aos anseios da classe.

A Fundação Garibaldi Brasil faz cultura e pensa no futuro. Colabore com as politicas culturais para o município de Rio Branco.

quinta-feira, maio 08, 2008

Discutindo a cena

Uma conversa de botas batidas

Janu: opa, neto. beleza?
eu: de boa
Janu: cara, as pessoas tão em polvorosa aqui, broder. oq tá pegando? vc tá fazendo oposição/competição ao trabalho do catraia?
tão falando de um papo de acessos, de hitcounters e etc.
eu: sério.
não está partindo de mim essa discussão...
mas qual seria o interesse?
Janu: ué? mas nao é vc ali nos comentarios do teu blog, cara?
eu: sim, mas qual o interesse meu nessa competição e oposição em relação ao acatraia. se o que eu busco é objeto de trabalho de vcs.
meu discurso é da cultura livre
cultura que agrega pessoas num unico fim
não naquele que estratifica e sectariza
Janu: nao sei,cara.tô te perguntando pq era oq eu achava mesmo, que era o mesmo objetivo, mas sem a competição tipica de segundo setor. bom eu sei que o ser humano é bairrista e john lennon, qndo propos um mundo sem fronteiras, um sonhador...mas achei que, independente de zicas externas, a coisa ia prum mesmo fim
sim, concordo. mas vc por acaso tá querendo dizer que o catraia estratifica e sectariza?
eu: essa maldade está partindo de vc meu caro..
Janu: nao jogue com as palavras, meu bom rapaz. eu nao afirmei, perguntei!
eu: por isso mesmo que disse que parte de vc...
não sou mais do catraia..
mas nem por isso deixo de defender os ideais que aprendi quando estava ai dentro..
Janu: sim. parte pq, de certa forma, é uma possibilidade que existe, dado ao tipo de simbolo que é recebido pelas pessoas. mas nao carece de ser verdade absoluta!
poisé. que bom. pq oque pessoas mto proximas a voce anteriormente tem se queixado da sua postura externa agora, mas que foi interna antes.
eu: e vc tem até razao em certos pontos... quando uma coisa não está no padrão de qualidade do catraia.. as coisas finda caindo para o grito e nem por isso acho que eu esteja fazendo oposição
é uma questão de posicionamento cara..
como já tinha falado antes..
ou vc tá na catraia ou vc tá fora..
e quem ta fora não da pitaco..
essa postura incomoda?
mas não seria a postura correta a se tomar?
Janu: nao, pelo contrário. ela é digna. mas é oq tem acontecido?
eu: creio que sim
Janu: ok.
assim, acredito no seu discurso das politicas publicas da cultura. acho que temos que buscar um engajamento mais firme em relacao a isso. pr'algumas pessoas isso ainda é novidade. o proprio dito é uma dessas pessoas q nao quer saber de politica associada a sua banda.
sei que vc tem uma relacao direta com o engajamento politico da cultura e acho isso mto bom. viável. hj mesmo estava falando disso. a exemplo de como o Rio Grande foi um dia, o Acre é um estado sensível a cultura e isso é bom pra todo mundo...
eu: creio que nem o catraia esteja interessado em politica cultural...
Janu: aí é que vc se engana.
eu: não há movimento aglutinador vindo do catraia e nem dos envolvido com o catraia..
para muito coletivo catraia ainda é uma coisa não muito acessivel..
Janu: o catraia está interessado sim. embora ainda esteja um tanto verde e por fora disso. afinal uma das pessoas mais interessadas e engajadas nisso saiu, que por sinal é vc.
mas aos poucos, estamos discutindo formas de inserir os meninos que, puxavida, estão começando agora a produzir alguma coisa que não seja despesa para os papais, num contexto politico com a cultura. e vc sabe como é dificil entender a cultura e ainda por cima a politica em torno dela.
sabe bem!
eu: não vejo dessa forma.. mas o posicionamento do politico do catraia em relaçã ao seus integrantes é quase que cadeia ideologica.. privando a galera de pensar alem do seu proprio umbigo..
a discussão não evolui...
Janu: a discussão evolui, broder. tem gente que evolui bastante.
eu: mas ainda não deixaram transparecer e o engajamento ainda não se fez presente...
Janu: todo processo de capacitação é um pouco doloroso. é um processo em que o homem deixa seu castelo e parte a campo. ja dizia o bigodudo do nietzche: todo homem mediocre quer um castelo para chamar de universo
eu: há uma diferença muito grande entre o pensar e o sentir.. ja dizia o poeta los hermandos..
Janu: mas vc é muito apressado homem!
eu: não não homem
penso logo existo...
Janu: justamente e parafraseando o seu poeta mor, é importante ver além do que se vê!
eu: por isso são tomé virou santo.. só acreditou depois que viu...
Janu: existe uma diferença muito grande entre fazer e vomitar verbo. vc sabe disso mto bem. o empirismo é uma coisa complicada. mas necessária. as pessoas ali dentro estão evoluindo e ajudando a evoluir.
a aglutinação do catraia é a capacitação pelo trabalho.
nao somos epicuristas!
eu: faço parte da galera que acredita e faz
e aprende com o erro
e erra de novo quantas vezes for necessario..
ai se constroi um pensamento
se consolida uma cena
Janu: nao é só prazer. e sim também por favor muito trabalho! e a idéia é criar um processo metodologico onde as pessoas possam gerir uma associação sem serem vistas como um banda de a toa na vida...
entao estamos no mesmo barco. o empirismo salva!
pq ali, pergunte pra thalyta, pra thays, isso pergunte pra thays que é um otimo exemplo de quem não só se encaixou no esquema, como fez o esquema se encaixar nela.
o povo ali aprende errando. erra tentando acertar e esse tipo de erro é válido.
eu: o sistema do catraia ainda só existe no campo da idéias....
mas sei que as vezes as coisas acontecem num passe de mágica
Janu: seja mais especifico
passe de magica?
eu: o sistema do qual faço parte se respeita e não interesse em criar relacionamentos desgastados e uma questão de alinhar o pensamento dos envolvido num unico fim... sem deixar de discutir o possicionamento politico daquilo que todo mundo é responsavel...
o passe de magica é o espirito varadouro que essa galera tem...
a magia do grande festival..
Janu: hmm. entendi. mas isso até vc se deixa levar!
eu: ainda não se tem o espirito catraieiro..
Janu: nao?
mas esse é um espirito dificil de fazer brotar, meu jovem. vc sabe disso mto bem.
bom..
eu: é nada..
Janu: foi como eu disse para o Fialho, certo dia. pra mim é importante a existência do Grito Acreano. Se tivesse um pouco mais de método e não usasse a liberdade de expressão como pano de fundo para abrigar uma produção fraca, ia ser muito bacana. mas eu sou peixe de fora e como se diz? peixe de fora nao dá pitaco!
bom conversar com vc. como sempre. as vezes esqueço que vc é inteligente.
abraços

Janu está off-line.
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Mas quem é o Janu?
Não estou autorizado a dizer quem é essa pessoa. Depois que eu recebi um email ameaçador que coloco aqui para os leitores desse espaço livre de cultura possam ter ciencia.

Neto,

seguinte, vi que você postou a nossa conversa no seu blog. Bom, embora consiga enxergar que sua intenção seja a melhor de todas, eu não autorizo nem o uso do meu nome no seu blog, nem o que eu disse nele. Espero que você entenda e respeite, não confundindo liberdade de expressão com o uso indevido do nome de terceiros.

Agradeço

Antes mais nada digo que tudo isso foi inveção do meu Gtalk.
Eu tenho amigos imaginários no meu Gtalk.

E quem sou eu?
Eu sou, Adaildo Neto, um dos colaboradores deste blog.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Festival Varadouro - ed. 2007

A edição 2007 do Festival Varadouro terá atrações de todas as regiões brasileiras e uma banda peruana dividindo os palcos do estacionamento do Arena da Floresta nos dias 19 e 20 de outubro com nove bandas acreanas. O festival, que este ano terá entrada gratuita, abrirá os portões a partir das 17h.

O Varadouro chega à sua terceira edição no ritmo da crescente cena independente nacional, estabelecendo parcerias e ampliando sua área de atuação. Filiado à ABRAFIn e partícipe do Circuito Fora do Eixo, o Varadouro é uma realização do selo acreano Catraia Records em parceria com a Fundação Elias Mansour e conta com o apoio do Governo do Estado do Acre, da Tramavirtual e Cerveja Sol.

Esse caminho musical aberto em meio da vida urbana rodeada pela floresta assume um importante papel devido a estratégica localização do Acre. Estado mais a oeste do Brasil, limítrofe da Bolívia e do Peru, encravado no coração da Amazônia latino-americana, este pequeno grande lugar propicia a agregação de outros valores à sua produção musical e ao novos caminhos do ambiente musical brasileiro, no qual o Acre se inseriu nos últimos anos.

O Festival em 2007, da mesma forma que um dia deixou de ser Guerrilha para se tornar Varadouro, deixa de ser apenas um festival de música para impulsionar a integração da América Latina através da cultura e assumir definitivamente o papel de mola propulsora na discussão dos problemas ambientais que atingem o planeta através de sua programação de debates e da integração de outras manifestações artísticas em sua programação.

Confira a escalação das bandas:
Dia 19, sexta-feira

Survive – 20h (Acre)
Recato (Rondônia) – 20h30
Lord Crossroad (Mato Grosso) – 21h
Escalpo – 21h30 (Acre)
Tetris (Amazonas) - 22h
Filomedusa – 22h40 (Acre)
Superguidis (Rio Grande do Sul) – 23h20
Camundogs – 0h00 (Acre)
Madame Sataan (Pará) – 00h40

Dia 20, sábado

Marlton - 20h (Acre)
Mr. Jungle (Roraima) - 20h30
Blush Azul - 21h (Acre)
Nicles - 21h30 (Acre)
Ludovic (São Paulo) - 22h
Mapinguari Blues - 22h40 (Acre)
O Quarto das Cinzas (Ceará) - 23h20
Los Porongas - 00h (Acre)
Turbopótamos (Lima, Peru) - 0h40

Mais detalhes sobre a programação de debates e oficinas no site www.festivalvaradouro.com.br

A gente se vê lá!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Debarte - Um blog cultural

O Debarte é uma revista online no estilo blog, mas é também um site onde você pode encontrar diversar informações sobre Cinema, Literatura, Pintura, Música, Teatro, Quadrinhos, Fotografia, Escultura, Arquitetura e Dança.

As postagens envolvem sempre alguma(s) dessas artes, na maioria das vezes relacionando umas às outras. Por enquanto, as páginas dedicadas a cada uma dessas artes ainda estão sendo feitas. A página de Pintura, no entanto, já possui alguns pintores e quase todas as suas obras disponíveis para visualização e download.

Novas postagens são feitas toda semana, com textos que procuram examinar questões importantes relacionadas a arte. Futuramente cada página de cada arte terá sua própria cara, com links relacionados, e listas de artistas com suas obras para download, além das postagens feitas no próprio Debarte a respeito daquela arte específica.

Por enquanto, dêem uma olhada nas postagens gerais e na página de Pintura. E chequem sempre o “Destaque” no lado direito da página principal, para saber as o que está sendo adicionado de novo no Debarte.

O responsável pelo Debarte é Anakan Agra.

Fonte: Debarte | Revista on line sobre artes at Sedentário e Hiperativo

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quarta-feira, setembro 19, 2007

Comentando o Sistema Municipal de Cultura

Bem, todo mundo agora só fala nesse Sistema de CulturaMunicipal. Também depois daquele artigo do professor Dalmir a poeira subiu. É bom isso estar acontecendo, prova que pensamos diferentes e todos estão preocupados com o futuro da cultura em nosso município. Li o tão falado artigo e a resposta da FGB, ainda pouco pude ler também o posicionamento do amigo e irmão Ed. E fico a pensar se não estamos perdendo o foco dessa discussão?

Essa discussão não deve ser levada para o lado pessoal, muito menos institucional, afinal, dessa forma não irá afinar nossas idéias e
mostrar o quanto é importante para nós que este sistema funcione. Se o que Dalmir falou é um exagero, vamos ver o que de fato está acontecendo, se ele exagerou é porque existe algo para ser exagerado. Por outro lado a FGB poderia poupar trabalho e estabelecer esse sistema através de um decreto e pronto tudo estava resolvido. Mas se é pra conversamos, vamos conversar num nível civilizado, sem ironias, sem crises de egos, sem jogos de poder.

Creio que devemos falar sobre os avanços que as discussões estão tomando e das falhas que ainda são presentes no sistema. Esse é o ponto. Não devemos nos perder nas entrelinhas do processo, nossas preocupações devem se voltar para o resultado final desses grupos de estudo. Irei comentar sobre os avanços do grupo de estudo do Conselho e das falhas que ainda vejo que estão presentes, afinal esses processos eu companhei de perto.

A proposta de conselho que a FGB apresentou foi mudada radicalmente, o grupo de estudo temático alterou nome das instancias, criou um conselho mais representativo e de certa forma garantindo até uma integração maior entre os setores de cultura, porém dando a eles uma grande autonomia e independência. As engrenagens desse motor (SMC) são independentes, mas se funcionarem em conjunto garante um enorme desempenho e sem burocracias retrogradas, ou seja, ele não irá decepcionar na ladeira.

A burocracia é uma estrutura organizativa caracterizada por procedimentos regularizados, divisão de responsabilidades, hierarquia e relações impessoais. Essa foi para aqueles que têm medo dessa palavra.

Sobre as falhas, a maior falha que possa existir nesse processo é a não participação em massa daqueles que serão beneficiados pelo o sistema, as pessoas aprenderam a encarar essas situações como jogo de poder e só irão comparecer na Conferencia para fazer barulho e votar, fazendo aquilo que melhor sabem fazer (massa de manobra). Talvez seja por isso que o Ed faz o chamamento para as classes se aproximem mais desse processo e não repita esse comportamento já tão estigmatizado na política brasileira.

Todo sistema irá ser revisado na Conferencia e lá mais uma vez ele será afinado e estará em consonâncias com nossas idéias, sentimentos e
preocupações. A cidade de Rio Branco está inovando e é comum que as pessoas fiquem arredias, porém só temos a ganhar e a cidade também. E admiro a FGB por dar a cara tapa e encarar todo esse processo com responsabilidade e inovando o conceitos de conselhos de cultura.

E se todo mundo quer o bem da cultura, faço aqui uma proposta um tanto quanto excêntrica, que tal antes da Conferencia Municipal de Cultura todos aqueles que estão preocupados como futuro da cultura no município se reunisse para uma terapia em grupo, com direito a uma psicóloga nos acompanhando para desabafarmos nossas ansiedades, traumas, desilusões e frustrações. Seria maravilhoso. Poderíamos fazer isso lá no parque Capitão Ciríaco, numa manha de sábado ensolarada, depois um piquenique coletivo pra forrar a barriga.

Acesse:
Blog CulturaRB - I Conferência Municipal de Cultura

Esse texto reflete a opinião do acadêmico de Artes Visuais Adaildo Neto, filho da Dona Eurides e neto do Pedro Sepitiba, irmão do Hugo e do André, pai de uma menina chamada Gabriela e tio do recém nascido Diogo.

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terça-feira, setembro 11, 2007

Sobre o artigo do professor Dalmir

"A única coisa mais precisa que o fogo inimigo é o fogo amigo."
Força Armada Brasileira.

"Não concordo com o que dizes, mas defenderei até à morte o direito de o dizeres."

Voltaire.

Leia e reflita sobre esse artigo clicando aqui!
Ou clicando aqui também!

Estou refletindo.


quinta-feira, agosto 30, 2007

Sobre o Conselho Municipal de Politicias Culturais da cidade de Rio Branco - AC

Sobre a Reunião de terça-feira 28/08/07

Creio que as plenárias do grupo de trabalho sobre o Conselho Municipal de Cultura estão caminhando, o debate está acontecendo e todos estão compreendendo a importância desse momento. Exercitar a democracia, exercitar o debate, o confronto de idéias, esclarecimento daqueles que ainda tem dúvida e em seguida o voto, um território livre para quem quer o bem da cultura em nosso município.

A proposta do Conselho Municipal de Políticas Culturais - CMPC – tem algo que o Daniel Zen comentou que não foi levado em consideração na plenária de ontem, o modelo aprovado em quatro instâncias de participação é da seguinte forma, Conferencia Municipal de Cultura, Conselho Executivo de Cultura, Fóruns Setoriais e Câmaras temáticas, o Zen propôs a mudança de Câmaras Temáticas para Fóruns Temáticos e Fóruns Setoriais para Câmaras Setoriais. Pois o significado de cada palavra está empregado erroneamente.

Veja bem, câmara, significa assembléia com corpo deliberativo, já a palavra fóruns, significa reuniões de um assunto especifico não deliberativos e permitem um maior numero de participantes. Acredito que acontecendo essa mudança de nome se encaixe de vez o Sistema Municipal de Cultura. Afinal, as deliberações estavam acontecendo na instancia errada e não teria sentido organizar os “Fóruns Setoriais”, pois, as “Câmaras Temáticas” já haviam deliberado todas as suas preocupações para o Conselho Executivo de Cultura.

A criação de mais uma instancia geraria um pequeno problema, quando um sistema tem entradas de muitas variáveis ele se torna lento, pois os processos entram em fila, e o sistema alimenta a fomentação e a fortificação de outras instancias junto à comunidade, mas não tem porque ele mesmo criar. A diferença é que quando a sociedade/comunidade cria uma instancia para se comunicar com o sistema a preocupação é para que o processo seja mais eficiente, quando sistema cria uma instancia para sociedade/comunidade as preocupações são outras e muitas vezes não resultam em nada.

Sobre a reunião de quinta-feira dia 30/08/07

Que dia tranqüilo! Todos se comportaram bem, respeitando o tempo determinado para as exposições de proposta, defesas, esclarecimentos e os regimes de votação aconteceram sem grandes polêmicas. Como é lindo o exercício da democracia, talvez se isso acontecesse com mais freqüência, o brasileiro saberia escolher melhor seus representantes.

Mas isso é assunto para um outro post.

Falando sobre as discussões dessa quinta feira, podemos notar que mudanças drásticas aconteceram no que posso dizer a nomenclatura, afinal, a grande confusão para alguns era a existência de dois conselhos, agora só existe de fato um e como sempre existiu, o dito conselho executivo passou a ser chamado de comissão executiva. Os conselheiros dessa comissão são eleitos dentro de seus respectivos fóruns setoriais e os conselheiros de cultura das regionais da cidade também irá fazer parte dessa comissão. Toda essa mudança representa um grande avanço no refinamento dessa proposta de Sistema Municipal de Cultura.

Conseguimos deixá-la enxuta, funcional, representativa e acima de tudo executiva.

Bom, por hoje é só. Segunda-feira e terça-feira vai rolar no colégio CEBRB as reuniões dos painéis temáticos 1 e 2 respectivamente, como sempre as 18h. Compareça!

sexta-feira, agosto 24, 2007

As discussões sobre o Fundo Municipal de Cultura deveriam levar as coisas no popular, pois creio que falta inteligência ou sagacidade para alguns, para de fato, compreenderem a importância do momento que estamos vivendo. O FMC somente irá cobrir os apoios de balcão, é quando o produtor que realizar algo, mas não fez o projeto, o quando o produtor cultural quer uma passagem ou uma ajuda de custo na gasolina, quando os esportistas querem medalhas e troféus para realizar seus campeonatos na cidade de Rio Branco, mas não entregaram projetos na lei de incentivo.

O que acontece é que a partir de agora, esse apoio só poderá ser concedido através de Edital. Isso é bom pois regulariza e normatiza esses apoios dados sem a devida fiscalização. Porém, essa grana do FMC é curta, e todos querem ter ampla participação na distrubuição desse dinheiro, mas esses se esquecem o apoio só será concedido através de edital, mas isso é uma outra discussão.

Outra discussão importante é a participação de pessoas que chegaram agora, não sabem nem o que estão falando e estão defendendo a permanencia do Esporte, irmão bastardo da cultura, no CMPC (Conselho Municipal de Política Cultural) e no FMC. Essas pessoas que não acompanharam os foros realizados anteriormente deveriam pensar além do FMC, eles devem fazer pressão na Prefeitura para a criação de uma secretária ordinária e de um Conselho Municipal de Esportes e regulamentar e normatizar as leis de incentivo ao Desporto e seus fundos. Isso é o mais importante a ser feito.

A participação de todos se faz necessarias e esse é um dos poucos momentos que não delegamos a ninguém o nosso poder de decisão e praticamos assim um belo exercicio da democracia. Então participe amanha da reunião quer irá acontecer no Sebrae-Centro a partir das seis horas da tarde. Ok?

segunda-feira, agosto 13, 2007

Comentando sobre o Sistema Municipal de Cultura

O Sistema Municipal de Cultura proposto pela Fundação Garibaldi Brasil inclui a criação de quatro mecanismos de gestão pública cultural que servirão para estruturar e criar condições para o exercício da cidadania cultural dos rio-branquenses, bem como cria instâncias de participação pública aos segmentos sociais atuantes na cultura.

Essa pré-proposta de Sistema Municipal de Cultura que deve ser analisada e discutida durante a I Conferência Municipal de Cultura, que terá início no sábado (18), às 8horas, no Auditório da Sec. de Educação. Mas, eu irei pautar alguns assuntos que poderão ser debatidos na Conferencia.

Cadastro Cultural

No art. 54, quando se define as áreas de atuação Artes, Patrimônio Histórico e Esportes e seus respectivos segmentos, na área de Artes seria interessante de colocar como segmento Arte Educadores, segmento este dos Agitadores Culturais e dos professores que lecionam arte. Creio que este seja o momento para a integração em diversas instancias, até para o cadastro cultural ter mais ampla atuação desde escolas a artistas de rua.

No art. 57, deveríamos escolher três áreas prioritárias ao invés de uma, assim iria determinar um fator em comum muito mais interessante. Veja, bem no meu caso, na Faculdade estou me formando em Arte Educação, desenvolvo um trabalho ligado intimamente com Arte Digital e com Linguagens Plásticas e ainda escrevo para o blog ligado a informação cultural. Ao mesmo tempo estou ligado intimamente a duas áreas e a diversos segmentos que desenvolvo com a mesma prioridade. E agora como será o meu cadastro?

No art. 49 e 58 é implantado o SPCFC – Serviço de Proteção ao Crédito do Fundo Cultural. Se tornando inadimplente o idealizador do projeto não poderá nem participar, como contratado, de eventos da FGB. E se for reincidente pegara uma suspensão de suas atividades durante dois anos. Duras penas para quem não andar na linha.

Conselho Municipal de Cultura

Conselho Executivo de Cultura
No art. 8, seria interessante aumentar o numero de integrantes de cada conselho para 3(três) Sendo 1 da FGB e 2 representantes da sociedade, assim seriam dez conselheiros. A área de atuação e seus segmentos são amplos, portanto um só representante da sociedade não estaria apto a representar todos os segmentos de cada setor.

No art. 9 ao art. 10, diz que será o presidente do Conselho Municipal será eleito dentre os Conselheiros Executivos e da forma como está organizado serão sete conselheiros que vão determinar o presidente, sendo três destes conselheiros vindo da FGB, quando eu proponho a inserção de mais três conselheiros vindos da sociedade é para dar mais legitimidade ao conselho e para provar que isso será fruto originário da sociedade com uma ponte de ligação intimamente ligada a FGB e não o contrário.

Uma coisa interessante são os Fóruns Setoriais e as Câmara Temáticas. A sociedade civil organizada poderá participar mais efetivamente de tudo relacionado à cultura produzida no nosso estado.

Fundo Municipal de Cultura

No art. 32 o FMC garante 100% do custo do projeto aprovado. Mas creio que em alguns projetos, somente aqueles pudessem gerar lucro, obviamente, o FMC deveria pedir participação nos lucros, assim todos poderiam ajudar o FMC a crescer a cada ano.

Lei de Patrimônio Cultural

OK. Não encontrei objeções a serem feitas.



Se você é participante de qualquer movimento cultural é obrigação sua comparecer a Conferencia, pois aqueles estiverem por lá irão decidir um assunto que pode perdurar durante anos. Pois, qualquer mudança depois disso irá resultar numa reavaliação dessa Lei. Ou seja um processo muito lento.

Chame seus amigos de banda, de teatro, pinceis e vamos praticar o exercício da DEMOCRACIA.

Esse texto expressa somente a opinião do autor.