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terça-feira, maio 15, 2007

Saulo e a Filomedusa

Quem é Saulo?
Saulo é um dos guitarristas mais conceituados de Rio Branco, já tocou na Camundogs e hoje desenvolve um trabalho que vem se consolidando junto a banda Filomedusa.


Filomedusa?
Sim, uma banda recente, mas com músicos experientes. Uma sonoridade única. Estão gravando algumas músicas no Estúdio Big Head e prometem o lançamento de um EP virtual em junho.

Agora as três perguntas para e sobre o Saulo e a Filomedusa.


Fazer um som indie, apostar em musicas autorais, ter letras em inglês e português e morar no extremo ocidental da amazonia brasileira é um tanto quanto surreal. Quais são as suas principais motivações pra tocar na Filomedusa?
A liberdade que o Daniel Zen, Thiago e a Carol me dão, na hora de compor e na formação de arranjo acho que é uma das principais motivações, e também tá tocando musicas autorais e sendo bem reconhecido por isso também entra no hall de motivações, além de está aqui no extremo ocidental...

Os integrantes da banda são diferentes. Mas na hora do show tudo parece em perfeita harmonia, Quem cordena essa energia musical da Filomedusa?
Acho que não tem um coordenador, acho que os 4 exercem essa função, se completando, um arranjo completa o outro, e a Carol dá toda a sustentação que precissamos.

Qual musica da banda que define a sua sonoridade?
É dificil dizer a musica q define minha sonoridade, porque elas não se parecem muito uma com a outra, como temos pouco tempo de banda, é dificil dizer qual é a minha sonoridade, mas nas três musicas novas que fizemos (duas inéditas) e a nova versão de Baixaria, definiria a minha sonoridade atual digamos assim...

Baixaria Blues?
Na verdade não é mais blues. A partir de então, será só Baixaria.

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Próximo show da banda na UFAC, Quinta - Feira.

quinta-feira, maio 10, 2007

Pequena conversa sobre Sampa

Numa conversa com a Irlla Narel, vocalista da Blush Azul, que recentemente tocou em São Paulo... Algumas palavrinhas sobre essa pequena grande experiência de tocar na cosmopolitana "Terra da Garoa".

Valeu a pena tocar em Sampa?
Então, apesar de alguns contratempos, valeu apena ter tocado lá sim! Porque tivemos a chance de mostrar as nossas músicas pra um publico diferente do nosso aqui, um publico que ouve outro tipo de som... Mas que quando tocamos estavam dispostos a ouvir e o melhor de tudo isso é que no final o resultado foi positivo.

Qual o resultado dessa experiencia para você e para a Blush Azul?
A cena de lá é muito diferente. Quando tocamos no Luar na sexta(nosso primeiro show), eu conversei com um cara (que a banda dele também tinha tocado no evento) mais de meia hora, fazendo comparações da música, das pessoas, do clima, atitudes das pessoas enfim...Uma porrada de coisas e quando falei da nossa cena local, o cara pirou querendo vir tocar aqui. Falei como e a forma que a cena tava crescendo, porque pra nós é muito normal ir no evento e encontrar todo tipo de gente.

Todo tipo de gente?
Não sei como explicar, mas, é mais ou menos assim, se rola um show no galpão e a gente vai tocar, todos os nossos amigos vão lá gostando ou não do som, entende? Assim como outras pessoas também podem ir, sem gostar. E lá não acontece isso. Ele me contou que teve um show da banda dele e tava rolando um outro show no mesmo dia, chamou o amigo dele pra ir e o cara falou "vou nada, vou curtir o som que eu gosto". Sabe, aqui não rola isso. Pelo menos eu pude ver isso, a diversidade e a quantidade de bandas que não tem comparação com as daqui, são muitas, muitas bandas que procuram crescer de uma forma independente sem precisar umas das outras, porque tendo outra na cola é concorrencia.

Aqui a galera é mais unida...
Aqui as bandas crescem juntas, unidas e lá não, essa foi a diferença gritante que pude perceber. Para a banda foi uma lição,liçãozona, chegar lá, uma banda estranha, um publico estranho, ser só mais uma banda, é isso que sentimos logo de cara, aquela preocupação com tudo. Mas, felizmente a recepção foi boa, elogios, contatos, até autografos! *RISOS* Toda essa experiencia faz a gente querer voltar, isso que é legal,tipo, querer voltar sem medo.

E aí faria tudo de novo se pudesse voltar no tempo ou o que você gostaria de acrescentar?
Voltaria, faria tudo de novo com um pouco mais de organização e acrescentaria mais dias...*RISOS*

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Marlton no Grito Rock



Grito Rock no Acre, marcado para acontecer no dia 19 de fevereiro traz também bandas que estão despontando no cenário local, como a Marlton, ex-banda Afasia.
Numa noite dessas, via google talk, o Diego Dito vocalista da promissora Marlton me concedeu a entrevista que segue:

A pergunta clichê do momento: por que vocês mudaram de nome?
Além de já existirem outras bandas espalhadas pelo Brasil com nome de Afasia, a formação também está totalmente diferente. As músicas novas e a sonoridade mudaram bastante, questão de influencia e tudo mais...
Juntando tudo isso vimos a necessidade de mudar de nome, pois a identidade já tinha mudado totalmente..


Você fala de influencias, quais são as influencias da Marlton?
Somos 5 caras. Cada um tem suas influências pessoais, mas apenas 2 compõem na banda. Eu e Rodrigo. O Rodrigo tem várias influências do metal. Isso dá um peso nas nossas músicas, uma coisa mais progressiva...
Eu tenho influencias do metal, mas também de rock nacional, principalmente do rock mais atual.
Então a gente joga tudo isso nas nossas músicas, tenta mesclar riffs com terças e notas com oitavadas bem trabalhadas...
As letras, bem tem que ter sentimento, são feitas com sentimento, nunca algo vazio.

Me fala desse processo de produção. Como é isso?
Pra fazer as melodias, a gente usa um programa chamado Guitar Pro. É um programa que simula instrumentos em formato midi. A gente tem a idéia do que fazer e então joga lá no Guitar Pro.
Quanto às letras é coisa de inspiração mesmo. Surge uma idéia, ai sento e escrevo.
Às vezes de uma conversa, às vezes, de historias que estão se passando com a gente ou com pessoas conhecidas.
Rola uma identificação do publico com as letras porque na maioria das vezes são historias que podem acontecer com você, com qualquer outra pessoa.

Me dá um trecho de uma musica...
Você vai dizer/Vai me procurar/Tentar encontrar alguma coisa/Em meu coração/Mas não vai achar/Acho que passou/Você não notou/Quando o meu peito era escuridão/Não quero mais lembrar do tempo em que eu era cego/
Não posso mais sonhar contigo/E se sonho/Eu nego

Como estão os ensaios, quando e onde ?
Bom, bom os ensaios estão indo bem. Na verdade melhor do que o esperado. Estamos ensaiando todas as segundas, quartas e sextas no estúdio do Catraia*. Até o festival Grito Rock estamos na correria, por que queremos mostrar as musicas novas, apenas as novas, então temos que ensaiar bastante pra poder fazer um show “de impressionar”.

A Marlton tem alguma idéia de gravação, de ir pro estúdio em 2007?
Sim, sim! Na verdade estávamos programando gravar 3 músicas no mês que vem. Só que ai entrou o grito rock na nossa agenda.
Íamos voltar aos palcos somente em março, mas como o Grito foi uma coisa muito boa pra gente, então mudamos de idéia. Vamos adiar as gravações pro mês de março. Ou quem sabe até mesmo no final de fevereiro. Tudo depende da empolgação.

E a empolgação pode vir junto com a do publico do Grito Rock?
Com certeza! Esperamos uma aceitação boa, pelo menos, estas são as expectativas! Estamos bem confiantes, as musicas estão bem legais e estamos ensaiando bastante. Madrugadas acordados compondo!
Mas no fim, tudo vale a pena... (rsrs)

Dito, qual idade de vocês?
Entre 16 a 18 anos. Novos ainda. (hehehe)

O que você pensa sobre o circuito fora do eixo?
Ah, é essencial que as bandas rejeitadas-por-antecipação da grande mídia possam se unir em busca de um ideal convergente. Que no caso é poder mostrar seu trabalho para o maior número de pessoas. É mais ou menos o 'unidos venceremos'.


Marlton é Diego Dito ( vocal ), Rodrigo OH (guitarra), André (guitarra), Gênesis (contra-Baixo) e Rafael Rafifi (bateria)


*(estúdio do Selo Fonográfico Acreano Catraia Records em parceria com a Banda Camundogs disponibiliza o espaço a um preço simbólico para que as novas Bandas possam ensaiar)