quinta-feira, maio 08, 2008

Discutindo a cena

Uma conversa de botas batidas

Janu: opa, neto. beleza?
eu: de boa
Janu: cara, as pessoas tão em polvorosa aqui, broder. oq tá pegando? vc tá fazendo oposição/competição ao trabalho do catraia?
tão falando de um papo de acessos, de hitcounters e etc.
eu: sério.
não está partindo de mim essa discussão...
mas qual seria o interesse?
Janu: ué? mas nao é vc ali nos comentarios do teu blog, cara?
eu: sim, mas qual o interesse meu nessa competição e oposição em relação ao acatraia. se o que eu busco é objeto de trabalho de vcs.
meu discurso é da cultura livre
cultura que agrega pessoas num unico fim
não naquele que estratifica e sectariza
Janu: nao sei,cara.tô te perguntando pq era oq eu achava mesmo, que era o mesmo objetivo, mas sem a competição tipica de segundo setor. bom eu sei que o ser humano é bairrista e john lennon, qndo propos um mundo sem fronteiras, um sonhador...mas achei que, independente de zicas externas, a coisa ia prum mesmo fim
sim, concordo. mas vc por acaso tá querendo dizer que o catraia estratifica e sectariza?
eu: essa maldade está partindo de vc meu caro..
Janu: nao jogue com as palavras, meu bom rapaz. eu nao afirmei, perguntei!
eu: por isso mesmo que disse que parte de vc...
não sou mais do catraia..
mas nem por isso deixo de defender os ideais que aprendi quando estava ai dentro..
Janu: sim. parte pq, de certa forma, é uma possibilidade que existe, dado ao tipo de simbolo que é recebido pelas pessoas. mas nao carece de ser verdade absoluta!
poisé. que bom. pq oque pessoas mto proximas a voce anteriormente tem se queixado da sua postura externa agora, mas que foi interna antes.
eu: e vc tem até razao em certos pontos... quando uma coisa não está no padrão de qualidade do catraia.. as coisas finda caindo para o grito e nem por isso acho que eu esteja fazendo oposição
é uma questão de posicionamento cara..
como já tinha falado antes..
ou vc tá na catraia ou vc tá fora..
e quem ta fora não da pitaco..
essa postura incomoda?
mas não seria a postura correta a se tomar?
Janu: nao, pelo contrário. ela é digna. mas é oq tem acontecido?
eu: creio que sim
Janu: ok.
assim, acredito no seu discurso das politicas publicas da cultura. acho que temos que buscar um engajamento mais firme em relacao a isso. pr'algumas pessoas isso ainda é novidade. o proprio dito é uma dessas pessoas q nao quer saber de politica associada a sua banda.
sei que vc tem uma relacao direta com o engajamento politico da cultura e acho isso mto bom. viável. hj mesmo estava falando disso. a exemplo de como o Rio Grande foi um dia, o Acre é um estado sensível a cultura e isso é bom pra todo mundo...
eu: creio que nem o catraia esteja interessado em politica cultural...
Janu: aí é que vc se engana.
eu: não há movimento aglutinador vindo do catraia e nem dos envolvido com o catraia..
para muito coletivo catraia ainda é uma coisa não muito acessivel..
Janu: o catraia está interessado sim. embora ainda esteja um tanto verde e por fora disso. afinal uma das pessoas mais interessadas e engajadas nisso saiu, que por sinal é vc.
mas aos poucos, estamos discutindo formas de inserir os meninos que, puxavida, estão começando agora a produzir alguma coisa que não seja despesa para os papais, num contexto politico com a cultura. e vc sabe como é dificil entender a cultura e ainda por cima a politica em torno dela.
sabe bem!
eu: não vejo dessa forma.. mas o posicionamento do politico do catraia em relaçã ao seus integrantes é quase que cadeia ideologica.. privando a galera de pensar alem do seu proprio umbigo..
a discussão não evolui...
Janu: a discussão evolui, broder. tem gente que evolui bastante.
eu: mas ainda não deixaram transparecer e o engajamento ainda não se fez presente...
Janu: todo processo de capacitação é um pouco doloroso. é um processo em que o homem deixa seu castelo e parte a campo. ja dizia o bigodudo do nietzche: todo homem mediocre quer um castelo para chamar de universo
eu: há uma diferença muito grande entre o pensar e o sentir.. ja dizia o poeta los hermandos..
Janu: mas vc é muito apressado homem!
eu: não não homem
penso logo existo...
Janu: justamente e parafraseando o seu poeta mor, é importante ver além do que se vê!
eu: por isso são tomé virou santo.. só acreditou depois que viu...
Janu: existe uma diferença muito grande entre fazer e vomitar verbo. vc sabe disso mto bem. o empirismo é uma coisa complicada. mas necessária. as pessoas ali dentro estão evoluindo e ajudando a evoluir.
a aglutinação do catraia é a capacitação pelo trabalho.
nao somos epicuristas!
eu: faço parte da galera que acredita e faz
e aprende com o erro
e erra de novo quantas vezes for necessario..
ai se constroi um pensamento
se consolida uma cena
Janu: nao é só prazer. e sim também por favor muito trabalho! e a idéia é criar um processo metodologico onde as pessoas possam gerir uma associação sem serem vistas como um banda de a toa na vida...
entao estamos no mesmo barco. o empirismo salva!
pq ali, pergunte pra thalyta, pra thays, isso pergunte pra thays que é um otimo exemplo de quem não só se encaixou no esquema, como fez o esquema se encaixar nela.
o povo ali aprende errando. erra tentando acertar e esse tipo de erro é válido.
eu: o sistema do catraia ainda só existe no campo da idéias....
mas sei que as vezes as coisas acontecem num passe de mágica
Janu: seja mais especifico
passe de magica?
eu: o sistema do qual faço parte se respeita e não interesse em criar relacionamentos desgastados e uma questão de alinhar o pensamento dos envolvido num unico fim... sem deixar de discutir o possicionamento politico daquilo que todo mundo é responsavel...
o passe de magica é o espirito varadouro que essa galera tem...
a magia do grande festival..
Janu: hmm. entendi. mas isso até vc se deixa levar!
eu: ainda não se tem o espirito catraieiro..
Janu: nao?
mas esse é um espirito dificil de fazer brotar, meu jovem. vc sabe disso mto bem.
bom..
eu: é nada..
Janu: foi como eu disse para o Fialho, certo dia. pra mim é importante a existência do Grito Acreano. Se tivesse um pouco mais de método e não usasse a liberdade de expressão como pano de fundo para abrigar uma produção fraca, ia ser muito bacana. mas eu sou peixe de fora e como se diz? peixe de fora nao dá pitaco!
bom conversar com vc. como sempre. as vezes esqueço que vc é inteligente.
abraços

Janu está off-line.
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Mas quem é o Janu?
Não estou autorizado a dizer quem é essa pessoa. Depois que eu recebi um email ameaçador que coloco aqui para os leitores desse espaço livre de cultura possam ter ciencia.

Neto,

seguinte, vi que você postou a nossa conversa no seu blog. Bom, embora consiga enxergar que sua intenção seja a melhor de todas, eu não autorizo nem o uso do meu nome no seu blog, nem o que eu disse nele. Espero que você entenda e respeite, não confundindo liberdade de expressão com o uso indevido do nome de terceiros.

Agradeço

Antes mais nada digo que tudo isso foi inveção do meu Gtalk.
Eu tenho amigos imaginários no meu Gtalk.

E quem sou eu?
Eu sou, Adaildo Neto, um dos colaboradores deste blog.

23 comentários:

  1. o dito apagou o seu post, logo após a publicação do texto acima.

    as duvidas que pairam na minha cabeça:

    Será que ele foi pressionado a fazer tal coisa?

    Será que o Coletivo Catraia ver realmente o Grito acreano como oposição?

    Afinal, discutir a cena, não é ficar brigando sem chegar a lugar nenhum. As vezes é duro admitir os erros e os percalços que andam acontecendo para a consolidação da cena cultural independente.

    O coletivo tem um posicionamento onde muitas vezes a construção não consegue estabelecer parcerias. Problema este que afasta pessoas de conhecer o coletivo catraia e o medo daqueles que estão dentro em saírem, ou até mesmo expressarem sua opinião.

    E como ja dizia o poeta da seis de agosto "A voz do medo é o silencio".

    E parece o que o Dito sabe muito bem o que fez.

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  2. Essa discussão me deixa um tanto decepcionada.

    Assim como o Adaildo, estou no Grito Acreano desde o seu começo e sei o quanto tem sido bom ser livre para falar de Cultura no blog.

    O que o Janu(representante do Coletivo Catraia) disse sobre "não usasse a liberdade de expressão como pano de fundo para abrigar uma produção fraca", a sua opinião me faz ver que as pessoas não entendem o que rola aqui.
    Não existe liderança, mas espaço aberto, pode ter a qualidade dos textos da Giselle Lucena e do Helder Junior(pois eles tem formação acadêmica para isso), assim como os texto das agendas culturais produzidos pelos veículos de comunicação do Estado ou Prefeitura que o Lucas e Eu (Milena Quiroga)sempre postamos para mais pessoas terem acesso ao que rola por aí,podem ser textos sobre as reuniões do Conselho Municipal de Cultural ou apenas uma simples reclamação...Tudo isso compõem o Grito que Nós, colaboradores, queremos dar para a CULTURA ACREANA.
    Agora se isso pode ser considerado má qualidade de produção,prefiro eu SER LIVRE para escolher sobre o que escrever,como escrever e quando escrever sobre a cultura acreana.

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  3. Tô pouco ligando pra discussão de vocês.. mas o que meu sobrenome faz neste post? Não autorizo a citação e nem a publicação do meu sobrenome, sob pena de levar uma tijolada na cabeça.

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  4. Nem li o post todo mais...assista a um programa de esportes da TV Bandeirantes, o Corinthians está na segunda divisão, mas não deixar de ser destaque, o futebol Paulista é sempre destaque, tudo é uma maravilha. Parece o blog do Catraia, se eu não morasse em Rio Branco e ficasse sabendo da cena apenas através do Catraia, já teria me mudado pra cá pra ver tantas coisas boas que acontecem aqui segundo o Blog....
    Ou seja, que o Grito Acreano continue escrevendo o que pensa, quando minha banda tocar mal, fale mal, não quero comentários bom para o que foi ruim isso pode me fazer pensar que está tudo bem...

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  5. Muito bom ler esse post, pois esse debate demorou bastante pra sair. Seguinte, minha participação no Coletivo Catraia foi pequena - duas resenhas pra organização de um festival.

    Aqui me sinto mais livre pra escrever e a idéia de esse blog ser uma alternativa a textos meramentes institucionais é muito melhor do que se fala.

    Porém, liberdade não é sinônimo de fraco conteúdo. Pelo contrário. Aqui eu tenho uma liberdade tão grande que chguei a fazer a resenha do Festival Casarão, porém - por não ter tido uma estrutura pra acompanhar todos os shows - EU decidi não publicar uma resenha incompleta e de baixa qualidade parar os leitores daqui.

    Pensei em uma alternativa que foi procurar uma entrevista que considero interessante para aqueles que se engajam no crescimento cultural do Acre e da região. Tá saindo em breve.

    Agora falar da qualidade dos textos daqui... Tsc tsc. Devia olhar mais para sua casa, caro Janu. Não vou citar exemplos, mas...

    Aqui eu vejo, além de um tom crítico sério - no sentido de respeito ao leitor -, vejo um compromisso com a apuração. O Lucas é um ótimo exemplo. Ontem mesmo elogiei seus textos que não ficam pra trás de nenhum outro que se vê tanto na "grande mídia" (se é que existe) quanto na mídia independente acreana. Isso sem falar nos demais nomes que utilizam esse espaço e que nunca me envergonharam de ter meu nome associado ali no canto.

    Torço pra que um dia o Grito possa ter uma maior estrutura e que possamos cobrir eventos não só do Acre. Sei que ainda é muito cedo pra falar nisso, mas é como vejo. E sem pressa...

    Neto, vamos ficar ricos com esse adsense? Hahahaha.

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  6. Neto, meu caro, o dito apagou por que quis, ninguém o obrigou. Adaildo, é impressão minha ou você entrou pra ala dos frustrados? Francamente... uhauahauha.

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  7. E pelo que vejo, não foi só você... ;DDDDDDDDD

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  8. Ahhh (não pude me conter) você tá adorando a atenção voltada ao seu blog né? e, ainda, covardemente, utilizando conversas pessoais para fazer sensacionalismo. Se liga Neto, para de apelação.

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  9. thays vc veio aqui para discutir a cena ou para ficar fazendo comentários que não vão chegar a lugar nenhum?

    O meu pensamento não estratifica e nem sectariza a cultura em alas. Mas se é assim que tu compreendes a cultura local, faz perceber a sua grande evolução politica ao participar de um coletivo.

    até mais.

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  10. Então, estou eu, fazendo o mesmo que você nobre colega. Não vejo razão de vossa senhoria saber o que fizemos ou deixamos que fazer em Pvh a você não devemos satisfação. E os seus comentários e, até mesmo esse seu último "post" a que lugar chega?. És um frustrado =)

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  11. Bom, vejo que realmente o coletivo catraia tá se tornando bem polêmico na cena acreana. Isso é extremamente positivo por dois fatores: 1) em árvore que não dá frutos, ninguém joga pedra. O que significa que o catraia está mesmo fazendo um bom trabalho. e 2) quando existe um corpo formado de verdade, sem faltar nenhum membro, fica mais claro e nítido para que as pessoas percebam o que é trabalho de verdade por uma cena cultural e o que é discurso paseudo-intelectual. O Grito acreano que, segundo seus colaboradores, vem para trazer "liberdade" nada mais é que um veículo que utiliza do trabalho dos outros para dar seu pitaco. Isso realmente nada tem a ver com liberdade e sim, com necessidade de aparecer às custas do trabalho alheio. O melhor de tudo é poder falar do que realmente conheço, não só pela experiência de erguer uma cena em Cuiabá, com um Coletivo democrático, inteligente e livre, mas por conhecer cada figura representante do Catraia e algumas do blog grito acreano. Fomos peças fundamentais para esse desenvolvimento e para essa visão que vem demonstrando ser a mais madura. Liberdade, amigos, é um processo de construção, amadurecimento e escolhas claras. Não é deturpação, "fazer o que der na telha" sem levantar sequer um tijolo pra isso. Vocês costumam deturpar os conceitos, os trabalhos e as teorias, isso é lógico, se dá devido a falta de experiência no trabalho que estão falando. A idéia do "faça você mesmo" que caracteriza o "ser independente" envolve antes de mais nada MUITO TRABALHO para conseguir ter autonomia e propriedade no que se fala, no discurso e não correr o risco de ser masturbação mental como é a maioria dos textos saídos das pessoas do grito acreano. E sinceramente, muito me admira o "falar mal" de vcs sobre as atividades do catraia sendo que de vocês não tem nada saindo, ou nada existe para contar história. Isso é triste. Vocês não são visualizados nem no acre, muito menos no brasil. E como acham que conseguem tecer qualquer crítica? Mais uma vez, a velha deturpação conveniente... crítica não é falar mal. e falar mal é frustração. Eu entendo. O Neto e a milena foram obrigados a enxergar que são individualistas e umbiguistas demais pra fazer parte do processo coletivo. Ousaria dizer mais, são desonestos e traiçoeiros com os seus parceiros. Por todos esses motivos, liberdade é não aceitar que esse tipo de atitude faça parte de um coletivo. Porque coletivo sim, prioriza a honestidade, o trabalho e a liberdade... Avante CATRAIA. Vocês estão cada vez aprendendo mais e mais e se tornando fortes. Podem acreditar! Daqui um tempo, o passado ruim será motivo de piada. ,)

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  12. Olha,
    eu pensei
    pensei
    pensei
    pensei
    e decidir não falar nada não.
    isso tudo me entristece.
    e só.
    :(

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  13. Acredito que o debate aqui foi totalmente desvirtuado por problemas pessoais. Eu mal conheço os envolvidos, mas peço que voltemos ao que penso que seja importante: a discussão sobre mídias independentes no Acre.

    Cubo, não sei quem é você, porém tenho total confiança em dizer que conheço o cenário acreano mais que você. Já colaborei com eventos ligados a diferentes grupos de Rio Branco, logo, posso falar. Aliás, acredito que esse argumento que só pode criticar quem faz é completamente errado. Essa é a intenção ao organizar eventos? Fazer com que o público fique submisso às vontades dos organizadores? Imagino que não.

    Na minha opinião, críticas sobre qualquer manifestação cultural divulgam aqueles que o organizam eventos. Mesmo sendo um crítica opinativa.

    Como dizem no meio em que ando (que por sinal é composto na maioria por músicos), "Ninguém aqui paga nem o açucar do meu ki-suki", então ninguém vai mandar na maneira como eu escrevo e recomendo a TODOS que façam o mesmo.

    Vamos dialogar como adultos e em prol do crescimento do cenário cultural acreano. Assim vamos progredir, mesmo que existam discordâncias.

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  14. Anônimo3:10 PM

    "Livre é o estado daquele que tem liberdade.
    Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
    ApRENDAM MOÇADA!

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  15. Defendo a idéia que esse blog deveria ser um meio de passar informações do meio cultural para a população do Estado do Acre e outros Estados, como uma referência de poder contar com o blog para transmitir informações, nada mais. (como é o meu tipo de colaboração).

    Tem muita gente que não tem tempo ou até mesmo por preguiça não fica sabendo o que ta rolando no meio cultural, seja na música, no teatro, no cinema, nas produções, na dança enfim, passar esse tipo de conhecimento para as pessoas por meio desse blog.

    Quem acompanha a mídia independente e especializada sabe o que a Filomedusa fez lá em SP, mas e quem não acompanha? quem é carente desse tipo de informação? Penso que aqui pode ta rolando isso, sim! sem que aconteça esse tipo de coisa.

    Sobre o que o "Cubo" disse de aparecer atráves do trabalho alheio? admiro o trabalho que vcs fazem e respeito, acho isso muito importante para o crescimento no âmbito cultural. Diante disso, então, estou "aparecendo" através do trabalho alheio, pois eu procuro passar justamente isso que eu disse acima para os frequentadores desse blog, tudo aquilo que eu vejo na mídia e acho necessário/importante, eu venho atráves do blog e transmito, sempre procurando passar a fonte da notícia, que por sinal ja passei aqui notícias vinculadas do blog de vcs (cubo) e vou continuar usando quando necessário.

    É legal e prazeroso vc ver alguma coisa do seu Estado repercutindo lá fora, não importa se a notícia saiu na Folha de São Paulo ou no Blog do Fulato de tal, quero que as pessoas também vejam, tenham alguma coisa para ler ao brir o blog, atualizações! e qual o mal disso? como eu disse: defendo a idéia de transmitir a informação.

    Acho que o blog do Grito e do Catraia poderiam ser essas fontes, mas como ja foi falado, o Catraia tem a sua linha editorial, diferente do Grito.

    Sou um colaborador aqui, mas não concordo com esse tipo de postagem, a notícia tem que prevalecer.

    E sobre a produção ser fraca ou não? não sei, talvez! Quem sabe melhoremos.

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  16. Helder,

    Independente de você morar em Rio Branco e por isso acreditar conhecer a cena, o meu comentário se trata fundamentalmente do processo de vivência. porque sem dúvida nenhuma, a vivência é a melhor ferramenta para se descobrir e pensar o mundo. Estamos falando aqui da impossibilidade de se ver um grupo crescer porque "os olhares de fora" de objetos nada envolvidos, o olhar distante não consegue enxergar os resultados que a prática traz para todo um contexto que vem se desenvolvendo no país todo. E aí, me desculpe, o Acre não é exclusividade. Nem tampouco tem particularidades que possam escapar ao olhar dos mais experientes e vividos em cena independente, autoral, alternativa, autônoma e de qualidade. É necessário não só o processo de vivência no seu lugar, como nos outros também, para se tecer leituras menos equivocadas sobre qualquer conceito ou processo. Ou então simplesmente, falar somente sobre o que se vive e se tem propriedade no assunto. Foi por isso mesmo que destaquei que a crítica é muito diferente de falar mal.

    Lucas,

    Não estou contra nenhum blog independente e posso lhe garantir, que somos um dos maiores utilizadores e criadores dessas ferramentas. clica no google que vai entender o que estou falando. Acontece que nem todos os veículos independentes só por serem independentes trazem algo de interessante ou proveitoso. Ou muito menos assumem responsabilidade no seu discurso para ser propagado. Além disso, a idéia de desenvolvimento nunca foi estatizar em um blog, muitas vezes, noticiando o que os jornais oficiais já o fazem, ou então, falando mal de que está ocupando espaços. É por isso que contestei o conceito de "liberdade" que alguém defendeu aqui. No mais, é importante que vcs tenham um pouco mais de auto-crítica pra perceberem que avanços não faz mal nenhum e que se limitar a escrever "notícias gerais do mundo" não é o que faz a mudança de um hábito cultural e portanto, não é o que traz liberdade. Além de precisar discutir um pouco mais sobre ética humana e não cometer o delito de veicular algo pessoal e informal (como uma conversa em msn) sem autorização de ambas as partes envolvidas. isso pra mim é claramente uma armadilha. mas parece que vcsnão querem saber disso não?
    No mais, estaremos sempre do lado daqueles que fazem e por isso, conquistam o direito a voz. Áqueles que simplesmente falam porque nascem com língua são os que sempre provocam as destruições no mundo. Mas o mundo é livre não? deve ser por causa dessa "liberdade" que estamos onde estamos. rs.

    Lenissa Lenza

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  17. "...impressionante, né amor? sujeitinho desagradável..."
    Ja disiam os poetas Hermes e Renato.

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  18. Anônimo2:58 PM

    Acho que a cena do Acre tá longe de ser independente... se é que isso existe mesmo... mas td bem, isso é coisa minha! Só que convenhamos, é um tanto estranho, pra não dizer outra coisa, começar a discutir uma cena, que se diz coletiva, a partir de algo, que, pelo que se vê, é muito particular... Oo

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  19. Anônimo4:17 PM

    Trechos do manifesto da primeira Semana de Arte Moderna da Periferia:

    Dos becos da periferia há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. A voz que galopa contra o passado pelo futuro de todos. Pela arte e pela cultura no subúrbio, pela universidade para a diversidade. Contra a arte patrocinada pelos que a corrompem. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico. A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza. Sejamos, pois, a favor da poesia periférica que brota na porta do bar. A favor do teatro que não venha do ter ou não ter. A favor do cinema real que não iluda. Das artes plásticas que querem substituir os barracos de madeira. Da dança que desafoga. Da música que não embala os adormecidos. Da literatura das ruas despertando nas calçadas. Pela periferia unida, no centro de todas as coisas. Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais de que a arte vigente não fala. Contra a surdez e a mudez artística. Pelo artista que não compactua com a mediocridade. Por um artista a serviço da comunidade, do país, um artista que por si só exercita a revolução. Contra a arte domingueira que a televisão defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona. Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso ao que há de bom na produção cultural. Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Contra um sistema que precisa de carrascos e vítimas. Contra os covardes e eruditos de aquário. Contra o artista serviçal escravo da vaidade. Contra os vampiros das verbas públicas para a arte privada. A arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
    Enfim, por uma periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor. É tudo nosso! Miami pra eles? Me ame pra nós.


    Sérgio Vaz

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  20. acho que foi muito simples o que eu quis dizer, muito claro. Mas como vc dirigiu a resposta para o meu nome.

    em nenhum momento eu disse que vc é contra esse blog ou qualquer outro, não sei da onde vc tirou isso.

    o conceito de liberdade como vc mesma fala foi contestada por OUTRA pessoa e não por mim. não estou buscando essa tal liberdade atráves de nenhum blog.

    a conversa de msn divulgada partiu de outro colaborador, não estou com nenhuma armadilha e nenhum aqui é consultado sobre a máteria postada. como disse antes: não acho certo esse tipo de atitude, mas cada um sabe o que faz.

    estou fora desse tipo de discursão, apenas comentei qual o meu tipo de colaboração aqui, se é ruim, fraca, não presta, não vai crescer a cena local, não vou ser visto no Brasil, cabe ao dono do blog me retirar que me colocou como um simples colaborador.

    No mais, é isso!

    Abraços Lenissa.


    essa onda de oposição, não sei da onde saiu isso, as águas ao invés de rolarem juntas, fomentando o que é necessário e trocando idéias.
    pq não rola de ambas as partes pra discutirem sobre isso? pra colocar o que cada um pensa a respeito. se é que seja para o bem da cena cultural do Acre.

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  21. Notei um comportamento errado de algumas pessoas, que realmente nada acrescenta ao objetivo comum dos integrantes dos dois grupos.

    Mas este blog dá liberdade pra que todos os integrantes escrevam o que bem entenderem, sem que seus textos sejam vetados ou que precisem passar por algum tipo de revisão. Não exerço nenhum tipo de liderança aqui, muito pelo contrário, sou apenas um colaborador, que raras vezes participa. Mas é algo que admiro. Ninguém é pressionado a postar com frequência, e muito menos a comentar apenas os fatos positivos de determinado acontecimento que presenciou. É possível, assim, ser completamente honesto ao escrever, uma das características mais louváveis que os blogs trouxeram para os meios de comunicação.

    O preço dessa liberdade é a responsabilidade que cada um tem pelo que aqui escreve. As críticas são totalmente individuais, quem critica faz isso em seu nome, e não em nome de todos que colaboram com este blog. Não é à toa que os posts e comentários sempre levam as assinaturas de seus autores.

    Então é um grande erro esse posicionamento de algumas pessoas de não enxergar isso e querer colocar todo mundo no mesmo bolo, tecendo críticas à todos que aqui escrevem, baseados em um texto de um colaborador ou um comentário de outro.

    É um erro, e incentiva a segregação e a disputa entre colaboradores de dois blogs, numa cidade onde já não são muitos os que se dispõem a fazer algo neste meio. Quem nada tem a ver com a história, se ofende com as críticas injustas que, pela falta de direcionamento, atingem à todos. Temos aqui escritores talentosos, cuja qualidade só questiona quem pouco conhece e julga conhecer muito, característica visível da personalidade de alguns.

    Pelo que consta, o blog visa divulgar eventos e promover debates a respeito do que acontece culturalmente no estado. É a função dele, é esta a contribuição que ele traz, agrade ou não. Portanto, se beneficia do trabalho dos outros, sim. Claro. Óbvio. O que há de errado nisso? Perdoe a franqueza, Sr(a). "Cubo Vídeo", mas acho que nunca li um comentário tão incoerente. Quem não se beneficia pelo trabalho de outros? Estou certo de que até o meu dinheiro investido em ações da Petrobras beneficia o trabalho de alguns. Não é mesmo?

    Critico algumas vezes, discordo de algumas coisas, mas não faço oposição ao Catraia e acho que a maior parte das pessoas também não. Aliás, acho que todos aqui têm coisas mais úteis pra se ocupar e não têm porque fazer oposição a um trabalho tão importante.

    Enfim, ficam aqui as observações.

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  22. O sinal no olho quem tem é a Thalyta "ANÔNIMO". Pelo visto nos conhece. Bom você ter falado dos vinis porque no nosso próximo evento irei pendurar bandeirinhas! É isso mesmo! é que estamos organizando o "CATRAIA NA ROÇA" um arraial, desde já estão todos convidados, acontecerá no dia 31 no bar flutuante com as bandas:
    - Cappuccino Jack
    - Marlton
    - Nicles
    - Camundogs.

    =) Um beijo meu.

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  23. Nossa velho, eu queria saber que cena tão fervorosa é essa que gera intrigas e destrói lares. Cara, se tivessemos "bandas" que nos dessem motivos para entrar em tal discursão sería ótimo e valeria a pena. Agora ficah akih falando como pseudos intelectuais , usando termos que eu sinceramente acho engraçado pra caralho vendo as pessoas que usam ! Muito bom muito bom! Mas enfim , que cultura é essa, que cena é essa que ta gerando isso tudo ? Sei lá, comentários, blá blá blá, fofoquinha eu sei que rola mesmo, mas a troco de q ? De quem ? Eu prefiro continuar sendo um frustrado. Não tenho dor de cabeça nem responsabilidades com irresponsáveis. Juro que não queria, mas foi tentador , um amigo meu veio me falar "disso" aqui e eu não pude deixar de fazer uma participação especal nessa pegadinha do "Grito de socorro" do rock acreano.

    Faloras aí.

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