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sexta-feira, abril 25, 2008

Sarau Social acontece hoje à noite na UFAC, a partir das 19 horas

Sarau Social

Acontece hoje, dia 25, a partir das 19 horas, o Sarau Social no bloco de Ciências Sociais e Comunicação Social da Universidade Federal do Acre (UFAC). A realização do sarau partiu da iniciativa do Centro Acadêmico de Ciências Sociais. A programação traz quatro bandas – filiadas ao Coletivo Catraia - que se apresentam durante a noite - Calango Smith, Dona Xica, Nicles e Blush Azul. O evento recebe o apoio do DCE - Mudando o movimento, da Pró-Reitoria de Extenção e Cultura, do Desafio Sebrae e da Assessoria de Juventude. Entrada franca.

Serviço: Universidade Federal do Acre - Rodovia BR 364, nº 6637 (Km 04) – Distrito Industrial – Tel.: 3901-2500

segunda-feira, julho 16, 2007

Santo de casa faz milagre sim!

O encerramento da semana do Rock realmente fechou com chave de ouro.
Na sexta-feira, várias bandas (maioria de Heavy Metal), abalaram as fundações do Juventus. De Blush Azul (foto - Vitor, guitarrista), passando por Filomedusa, à indie-rock psicodélica Nicles até, as já tradicionais, Fire Angel, Silver Cry, Dream Healer e outras mais. Apesar de alguns contratempos e a ausência do tão esperado Mário Linhares, a produção do evento fez tudo certinho e o Intermunicipal Rock ficou com muito saldo positivo.
Na opção alternativa, o "Rock das Aranhas" que a Giselle já comentou aqui. Blues, blues e mais blues...

Sábado pela manhã, uma mesa-redonda rodeada de cultura e informação muito relevante. Um personagem que saiu do independente (como todo o começo de qualquer banda) e foi até o estrelato máximo (talvez o maior de uma banda de rock brasileira), Dado Villa-Lobos. Outro que movimenta a cena independente como ninguém, um cara extremamente visionário e produtivo, do cenário cuiabano, Pablo Capilé. Um escritor, contador de histórias e produtor de conteúdo antes mesmo que se tivesse a idéia de "conteúdo", Alex Antunes. E um acreano tão visionário e engajado como o Capilé, Diogo Soares.
O debate foi regado a experiências culturais produtivas, com conceitos tantas vezes já explanados e necessários e uma possível previsão do "novo rumo" da música independente.
O debate possibilitou uma aproximação do público ao que anda acontecendo com a cena. Uma tentativa de aumentar a intimidade do "produto" com o "consumidor". E como cada um pode fazer sua parte.
"O discurso não é 'Caminhando e cantando e seguindo a canção', é 'Caminhando e cantando e carregando caixa'", disse Pablo Capilé numa alusão que cada um deve fazer sua parte, seja ela qual for. Já conseguimos romper a barreira da comunicação com a tão citada Internet. Precisamos tirar o discurso "Do it yourself" da teoria e colocar em prática.
O Acre foi citado como exemplo, motivo de orgulho, só não podemos nos acomodar para continuar a sermos citados como exemplo. Se pode se construir e consolidar uma cena alternativa no Acre, onde que não se pode? Não é desmerecer o Acre, é relevar as dificuldades geográficas e diferenças econômicas de outros centros.

Saindo da esfera política e voltando pra cultural, o show de encerramento na Concha Acústica foi simplesmente fantástico.
Nicles começa a progamação por volta das 7:30 e, como sempre, faz aquele show que se presta mais atenção do que se dança, curte, etc.
Camundogs segue a progamação apresentando o repertório do CD que está prestes a ser lançado. Músicas lentas e pesadas. Como assim? É assim mesmo. Sem muita velocidade e com um peso impressionante. Ponto alto do show: "Surreal" com a participação da Carol Freitas (Filomedusa).
Show mais esperado da noite, Los Porongas sobe no palco e começa a matar a saudade dos acreanos (frase ambígua mesmo). Com os primeiros acordes de "Lego de Palavras" o público já fez uma viagem temporal lembrando dos shows no palquinho do DCE, as apresentações no Ecos da Tribo, no Galpão das Artes e o último show, o show da despedida, no Teatrão. O lançamento do cd agregou um público antes ausente. O cd não só mostrou o Los Porongas ao Brasil, mostrou também ao resto do Acre.
Repetindo o primeiro show em São Paulo, Dado Villa-Lobos fez uma participação mais do que especial. Reviveu momentos da maior banda de rock e tocou as músicas dos Porongas. "Eu Sei" cantando por quase todo mundo. De arrepiar. O show foi extremamente emocionante para aqueles já carentes por saudades de shows dos Porongas e ainda mais emocionante pros fãs de Legião Urbana. Momento inesquecível para o público e para a banda. Não sei se Los Porongas já fizeram show pra mais gente, mas duvido muito algum público com tanta intensidade como o de ontem. "Subvertigem", "Ao Cruzeiro", "Tempo Perdido", "Mais do Mesmo", "Nada além", entre outras, nos levaram a uma viagem musical. Uma viagem onde se acredita que uma banda, de amigos nossos, de acreanos, é A melhor banda do atual rock brasileiro", como disse o Finatti. "Não há" pra quebrar tudo e fechar o show. Voltam pra São Paulo deixando muito saudades e uma enorme expectativa pro Varadouro. Porque santo de casa faz milagre sim!

A Semana do Rock deixou bem claro que o Acre está engajado e muito compromissado com esse movimento. Em um estado onde o Secretário de Cultura vira fã como qualquer um e pula na frente do palco entoando as músicas cantadas, não se podia esperar outra coisa.

Agradecimentos a Ana helena, Thays e Thalyta França por ter cedido gentilmente as fotos para esta matéria.

quinta-feira, julho 05, 2007

Rock Acreano: Válido em Todo Território Nacional

Banda Nicles existe há seis anos e embarca pela segunda vez para shows fora do Acre

As bandas acreanas de rock têm ganhado cada vez mais espaço em festivais de outros estados. A proeza iniciada pela banda Los Porongas é seguida por outros grupos, como Camundogs e Blush Azul, que recentemente tocaram em São Paulo – SP.

Hoje (05), a banda Nicles segue caminho e embarca para shows além das terras acreanas. Na sexta-feira, a banda se apresenta em Palmas – TO, durante o PMW Rock Festival, juntamente com bandas como MQN, Matanza, Cordel de Fogo Encantado, entre outras. No domingo, Nicles é atração da Festa Super Hi Fi, na casa de show Ziigy Box, em Goiânia – GO.

Os integrantes afirmam que a oportunidade é fruto do Festival Varadouro. “Um dos organizadores do festival em Palmas, Gustavo Dantas, nos assistiu durante o Varadouro 2006 e nos convidou para um show em sua cidade”, explica Johnny Ratts, baterista da Nicles. Aproveitando a proximidade entre os estados, o grupo fez contato com a banda Bang Bang Babies, de Goiânia, que conheceram durante o Grito Rock Cuiabá. “Quando tocamos em Cuiabá, conhecemos uma banda de Goiânia e ‘Luti’, um dos administradores da casa onde tocaremos. Eles gostaram da nossa música e articularam o espaço para nos apresentarmos”, conta o músico.
Na opinião do grupo, a visibilidade que as bandas acreanas têm é resultado - além do Festival Varadouro, que acontece desde 2005 - da integração do movimento acreano ao Circuito Fora do Eixo, uma rede de trabalhos que reúne 14 estados, visando ao fortalecimento dos grupos artísticos.

Sobre a banda – O trabalho da banda Nicles teve início há seis anos, no Porão da Tentamen, onde gravaram a primeira demo. O investimento maior do grupo é no trabalho autoral, caracterizado pelo estilo indie rock psicodélico, uma mistura de grunge, alternativo e punk rock. Kilrio Farias (vocal), Wesley Moura (guitarra), Fred Margarido (sintetizador), Johnny Ratts (Bateria) e André Bandeira (contra-baixo) são os integrantes da banda intitulada por um sinônimo de “coisa nenhuma”.

Agenda - Voltando à cidade natal, o grupo tem dois shows marcados: o primeiro, no dia 13, em evento que acontece com mais dez bandas, no Juventus; e dia 15, na Concha Acústica, juntamente com Camundogs, Los Porongas e Dado Villa Lobos. Para a viagem, a banda Nicles tem apoio das Fundações Culturais Garibaldi Brasil e Elias Mansour, Vereador Márcio Batista e Frios Vilhena.

FILOMEDUSA

Outra banda acreana que se prepara para mostrar seu trabalho aos roqueiros de outros estados, é a Filomedusa. O grupo participará do festival “O Casarão”, em Porto Velho – RO, que acontecerá no período de 26 a 28 de julho. O festival rondoniense acontece desde 2000, e já contou com a participação de bandas como Los Porongas, Camundogs, Ludov, Vanguart, Cachorro Grande, entre outras.

Filomedusa é formada há dez meses, por Carol Freitas (vocal), Saulo Machado, mais conhecido como Saulinho (guitarra), Thiago Melo (bateria) e Daniel Zen (contrabaixo). “Será o nosso primeiro show fora do estado, por isso, muito importante para banda. As expectativas são as melhores possíveis, estamos muito ansiosos com a nova experiência de subir num outro palco e tocar para um outro público”, conta Saulinho. Quanto ao estilo, ele descreve: “somos uma banda de rock com influências que vão de Ray Charles a Los Porongas”.