terça-feira, maio 13, 2008

Entrevista: Vinícius Lemos

Nesses últimos tempos, o Acre vive um momento relativamente fértil na realização de eventos culturais, em especial no ramo musical. Criação de coletivo de músicos, jornalistas e demais colaboradores, o esforço de integrantes da cena musical acreana em promover festivais, a criação de mídias independentes para divulgação dos shows e o surgimento de bandas voltadas principalmente para a produção autoral criaram essa conjuntura. Enfim, inserido nesse contexto, é interessante conhecermos o processo de formação de outros festivais para fomentar o debate sobre como devemos encaminhar nossas políticas culturais.

No começo de maio, nossos vizinhos rondonienses fizeram o IX Festival Casarão com boa repercussão na mídia independente nacional. Para falar, nada melhor que o principal responsável por isso, Vinícius Lemos.

Vinicius é produtor cultural desde 1999. Já fez diversos tipos de produção, bandas e eventos, shows. Começou em 2000 no ramo de festas e não parou mais. As festas contavam com Djs, boates, shows sempre de rock. Depois em 2002, abriu um bar chamado Território Rock Bar, e foram 11 meses de empenho pelo rock de Rondônia, movimentação grande, até o Juizado multar por três vezes seguidas. Fechou e continuou a fazer o Casarão. Trabalhou tambémno Madeira Festival como Diretor de Produção por três anos. Fez produção de bandas como Arame Farpado, Maria Melamanda, Sedna e Mezatrio (AM). Desde 2005, mantêm um site de informações do rock - www.fanrock.com.br -, e realiza shows esporádicos e continua com o Casarão. Nesse ano idealizou e produziu o IX Festival Casarão.

Durante o festival, pudemos ter acesso aos bastidores e ao nosso entrevistado, porém a demanda dele impossibilitava uma conversa mais tranqüila e detalhada. No dia 8 de maio, em razão da distância geográfica, entrevistamos através do MSN.

Grito Acreano: C
omo surgiu o Festival Casarão?
Vinicius Lemos: Eu tinha feito o show do Ira! e depois uma festa rock com dj, em menos de dois meses e "bombado" as duas festas. A idéia era movimentar algo fora da cidade, diferente. Tinha duas opções, o Casarão e uma Casa na mesma estrada, mas essa chique, estilo mansão, que o cara alugava pra eventos antigamente, mas sem nada histórico. A prioridade foi fazer no Casarão. Achei o dono de lá, fechei um show para servir como experiência. Fiz um orçamento pequeno, tosco de 2500 reais, banda camarada, divulgação pequena e som viável. Rolou e vendeu tudo que fora mandado fazer. Tudo. 1000 pessoas, cerveja esgotando e tudo mais. Foi acima do que eu esperava. Marcamos na hora pro outro ano. E de lá para cá todo ano tem.

GA:
Quais foram as suas impressões sobre o IX Festival Casarão?
Vinicius Lemos: A principal é de dever cumprido. Quando tivemos o apoio da Petrobrás confirmado, pensei num tamanho de festival, quantidade de bandas e qualidade de bandas. Quais chamar e como chamar. E tudo isso saiu como imaginávamos. Foi uma verdadeira festa cultural que Rondônia nunca viu e que causou impacto a quem veio e principalmente a quem é daqui. Isso foi a maior impressão. Houve também os seminários, oficinas e o público comparecendo em tudo. A produção local levou um choque de qualidade de logística e fez acordar pra muita coisa, valeu muito a pena por isso. Sem entrar no mérito de shows ótimos e antológicos, como do Do Amor e Mukeka de Rato, por exemplo.

GA:
Quais foram os apoios recebidos para a realização do festival?
Vinicius Lemos: Como foi dito, da Petrobrás, via edital festivais de música, com a Lei Rouanet, a Sol como cerveja oficial, a Trama como gravadora, e os locais Ameron - Planos de Saúde e Real Norte Empresa de Ônibus. Ainda tivemos muitos apoios como da Abrafin, Espaço Cubo, Chilli Beans, Fora do Eixo, Tutto Bello, e outras.

GA:
Quanto se gastou com o festival?
Vinicius Lemos: O normal são os festivais nem divulgarem isso para a imprensa, mas não temos nenhum receio de falar que gastamos cerca de 150 mil reais, vindo estes 70 mil líquidos da Petrobrás e o restante de outros apoios e da bilheteria.

GA:
Você organizou um festival composto, na sua maioria, por bandas independentes, mas contou com grandes nomes do rock nacional. Qual o objetivo? E foi alcançado?
Vinicius Lemos: A minha idéia é realizar um festival de música boa e independente. A independência na música é tudo. Não vejo, por exemplo, interferência da gravadora em nenhuma das headliners que vieram, do tipo de mudar o estilo, o som ou a temática, cortar isso ou aquilo. Então, o que eu analiso é se o artista tem a ver com o público, se está dentro do orçamento, se faz as concessões possíveis para a realização. O objetivo era realmente fazer uma festa da música, com nomes diferentes da cena brasileira, conhecendo um lugar distante do Brasil, com um dia no meio do mato e fazendo um impacto na galera. Pra mim, tudo isso foi alcançado com méritos.

GA:
Como isso favorece as bandas independentes?
Vinicius Lemos: Primeiramente, creio que um festival tenha que ser o que nasceu para ser. Um acontecimento cultural, um entretenimento, bons shows, boa integração de cultura e diversão. Depois, como seres políticos que somos, nos posicionamos sobre o que nossas atitudes podem ser. Eu no meu caso o meu festival se reflete muito num reflexo do que penso. As bandas grandes ajudam um processo para angariar público imenso, creio que numa cidade como Porto Velho, sem as três bandas maiores, metade do público num teria ido ao festival. Porém, todos que vejo se surpreenderam e conheceram uma nova banda legal que mais lhe apeteça. E fora que vejo que em todos os lugares tem coisas boas e ruins. Nem tudo que vem das gravadoras é ruim e nem tudo do independente é bom. Eu tento mesclar o meio termo, trazer o que é bom de um lado e de outro. O público ganha com isso e as bandas também.

GA:
Com patrocínio abaixo de alguns festivais independentes do circuito regional e nacional, e cobrando entrada, o Festival Casarão conseguiu um público estimado em 5,5 mil. A que se deve isso?
Vinicius Lemos: Eu vejo planejamento como base dessa conquista de público, por ter soltado notas durante seis meses, criando boatos e tudo mais. Mas, credito muito ao público de Rondônia que veio prestigiar, e ver bandas das mais variadas. Temos potencial de crescer ainda mais, num exemplo de que o Madeira Festival de 2005, por exemplo, teve média de 5 mil pessoas por dia. Ou seja, aqui tem público para pagar e prestigiar um bom show de rock ainda mais com a quantidade de boas bandas que trouxemos. Nisso que foi a conquista de público, nisso que arriscamos boa parte do custo do festival, mesmo com patrocínio ainda menor do que vários outros festivais. A idéia era justamente agradar o público presente e trazer esse público para perto da produção, trabalhando agora o restante do ano para "fidelizar". A intenção é dentro de três anos, nas próximas edições, conseguirmos alcançar um público com o dobro do que foi alcançado.

GA:
Qual a importância dos seminários, workshops e oficinas? Como foram esses eventos?
Vinicius Lemos: Essa é a parte do festival que é a mais importante para a cena local. Como fazer para melhorar a cadeia produtiva local? Boa parte de respostas, criticas, possibilidade e conceitos foram passados por lá. O legal foi ver o auditório cheio nos seminários, os workshops com pessoas interessadas, oficinas com grupos fechados. Tudo muito criativo, tudo meio recompensador. A idéia de se conversar sobre música já é a tônica dos festivais e aqui foi muito bem.

GA:
Quais são os planos futuros na área de realização de eventos?
Vinicius Lemos: Continuar nessa batalha, festival, aquecimentos, festas de ressacas do festival, intercâmbio. A idéia é "fidelizar" o público daqui de Porto Velho. Este estava carente sobre os bons shows de rock e agora acendemos uma luz. A intenção é não deixar apagar, continuar abastecendo nisso, que o resultado vem em médio prazo.

GA:
Como funciona o Circuito Fora do Eixo?
Vinicius Lemos: O circuito fora do eixo é uma série de ações de produtores de diversos lugares onde fazem basicamente a mesma coisa: produção cultural de música jovem com a temática inclusionista. São várias realidades diferentes por um bem comum, tentando sobreviver da arte e ver a sustentabilidade da arte estar cada dia mais perto, alcançando coletivamente organismos que ajudem a essa possibilidade virar um pouco mais real, dia a dia.

GA:
Você faz parte desse circuito?
Vinicius Lemos: Nesse circuito não há inscrição ou filiação, há somente produtores envolvidos em suas cidades a fazer melhorar a cadeia produtiva da música em geral. Dessa forma, todo mundo que trabalha o ano todo com temáticas e conceitos diferentes dos grandes produtores, é um fora do eixo, articular-se é somente a forma de se integrar mais.

GA:
Como você analisa a cena independente de Rondônia e região Norte?
Vinicius Lemos: A cena de Rondônia está em formação, procurando espaços para tocar e amadurecer a banda, e vejo que o Casarão foi um marco como uma guinada de vontade na galera de produzir mais e ter a mente mais aberta. Eu vejo com bons olhos esse crescimento e me espantei com a qualidade de algumas bandas que melhoraram muito, como a hey hey hey!, Recato e Rádio Ao Vivo. Sobre a cena do Norte, temos bons nomes que precisam se articular mais. Creio que o Casarão foi um lance legal de juntar o maior número possível de bandas do Norte. Uma do Acre, três do Amazonas, uma de Roraima e uma de Tocantins, só faltaram Pará e Amapá. Foi uma junção legal que pode e deve acontecer mais durante o ano, boas bandas todos os estados tem, precisamos é fortificar e integrar.

GA:
O que você pensa sobre a criação de coletivos e o engajamento das bandas na produção de shows e material próprio?
Vinicius Lemos: Eu vejo de forma positiva, pois é uma forma aberta a se produzir algo. Eu vejo que a saída é uma quantidade maior de gente a produzir, sendo que isso aumenta o público, a procura e o mercado vigente. Apesar de ser uma forma diferente da qual eu trabalho, eu sou aliado de vários coletivos como o Vilhena Rock, Intercâmbio Rock, Beradeiros e Espaço Cubo.Ou seja, o que importa é produzir e colocar na cabeça da banda que a época do chegar, tocar e ir pra camarim pegar mulher acabou. Tem que se envolver, divulgar, produzir, batalhar antes durante e depois do evento. Assim que se faz rock hoje.

GA:
Mas existem intenções de criar um novo coletivo, mesclando alguns membros desses já citados. Você pretende participar? E como?
Vinicius Lemos: Eu ouvi intenções. Na realidade a minha forma de trabalhar num é voltada para coletivos, porém quero apoiar e incentivar todos os coletivos que forem criados e criar campos de cooperação entre as minhas coisas e as deles, divulgando uns aos outros. Cada coletivo que for criado melhora a logística, a produção e a intenção de fazer algo melhor, isso eu quero e preciso, num tem como não apoiar.

GA:
Tem alguma consideração final para os leitores do blog Grito Acreano?
Vinicius Lemos: Obrigado pelo espaço, pela vinda a Porto Velho para acompanhar o festival. Que todos que leiam se abram para a nova música brasileira independente, que venham conhecer o Casarão e que estaremos sempre abertos a bate papo. E estarei em Rio Branco no mínimo uma vez esse ano.

18 comentários:

  1. Assim a gente fica sabendo mais do que rola em Porto Velho, muito bom!

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  2. É verdade,
    muito saber o que outros produtores pensam sobre essa "efervescência"

    Parabéns Helder! Muito boa - e necessária - a iniciativa!

    Ah, e eu ainda queria saber mais sobre o show do Dead Fish :( e do Mukeka também... :(

    :P

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  3. Olha gissele por causa desse meu comentário.. de querer saber mais sobre o casarão.. foi publicado uma carta aberta sobre coletividade...

    nem eu entedi o que aconteceu.

    porem, o helder de uma maneira simples e objetiva consegue realmente nos deixar informado, através de uma simples entrevista com o produtor do Festival...

    Parabens, cara!

    E vamos continuar colaborando... colaborando...
    colaborando...

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  4. Gostei muito da entrevista!!!

    Eu queria saber detalhes do show do Cachorro Grande, mas...

    Parabéns Helder!!!

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  5. vou separar as coisas.

    Essa vai pro Helder:
    Parabéns pelo trabalho, Helder.Muito bom mesmo. ;-) legal saber oq pensa o produtor.

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  6. Essa vai pro Adaildo:
    Se vc quisesse saber mais sobre o Casarão - com essa inocência toda - era só ter perguntado pra quem você sabe que foi, meu caro. Não teria usado outras pessoas de má fé,como fez com o Dito, só pra pagar de crítico fodástico! "nem eu entendi o que aconteceu." Ora, pare de dar uma de joão sem-braço aqui.Você é melindroso, rapaz!

    Obs: estou falando como pessoa física, ok? (não, tem que dizer, senão o cara toma como a verdade absoluta do universo e sai publicando mundo a fora.)

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  7. Um pouco sobre o Festival Casarão:

    http://vilhenarockzine.blogspot.com/2008/05/74-tudo-o-que-voc-gostaria-de-saber-ou.html

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  8. égua do caso de família!!!
    Tô fora...
    Pô, mas eu sei como foi o show do Dead fish e do cachorro...(cada detalhe)
    Mas eu cobro pra contar.... shauhsuahus
    Falow aí gritos acreanos....
    abraçoo/

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  9. Essa entrevista foi feita com um produtor de outro Estado, mas acho importante que seja feito com os daqui também. E nisso, incluo TODOS que produzem. Inclusive do Catraia. E não apenas na área musical. Outra coisa que estou elaborando é resenha de CDs e EPs. Vai ser uma crítica opinativa. Temos que aprender a lidar com isso que é normal em qualquer lugar do Brasil. Esse trabalho, feito com a seriedade que me proponho a realizar, só fará crescer a cena. Volto a pedir que o debate aqui seja construtivo. Até mais.

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  10. Boa iniciativa, Helder. Sou um dos que mais defendem essa posição em relação às críticas de shows e cds de bandas acreanas. Acho que, se fizermos uma pesquisa junto aos músicos, veremos que a maior parte deles também acha isso positivo. A resistência só vem por parte de alguns, e sempre com argumentos fracos.

    Li na comunidade do Casarão no Orkut um relato interessante, de um músico da banda "Hey Hey Hey", apontada como um dos maiores destaques do festival.

    "Minha banda só melhorou de verdade quando fomos criticados. Um monte de gente que eu acho que toca muito, como o Rafael da Bicho du Lodo e o Diego da Ultimato, chegou pra mim dizendo que a banda foi bem e tal, mas nós sabemos agora pelo menos o que devemos melhorar porque entendemos os nossos defeitos." - Marcos Fonseca

    Enquanto defenderem o posicionamento de que as bandas acreanas devem ser tratadas sempre com afagos apenas por causa das dificuldades que enfrentam e pelas próprias características da cena acreana, dificilmente veremos outro nome local ganhando espaço Brasil afora ou ao menos conquistando alguns fãs por aqui. Uma das minha críticas à idéia do "artista=pedreiro" é porque alguns acabam se preocupando mais em promover a cena local e fazer shows por aí do que em buscar melhorar a qualidade das composições e evoluir musicalmente. Muitos acham que já estão "no ponto", especialmente por causa de elogios nem sempre sinceros de amigos, do tratamento amável que alguns blogs lhes dão e por fazerem shows em outros estados, que abrem espaço para algumas bandas mais pela simples "inclusão musical regional" do que pela qualidade delas.

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  11. Olha a ironia: o primeiro EP resenhado vai ser o Hey, Hey, Hey, chamado "Pequeno Monstro".

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  12. Ai Fialho, quanta besteira! Me espanta ver vocês querendo discorrer ainda sobre o que entendem do conceito "artista=pedreiro". Tão precisando trabalhar mais para começar a entender minimamente o que isso significa. Mas me diz espertão, por um acaso, o Macaco Bong, Porcas Borboletas, Trilobit, MQN, Madame Saatan e tantas outras do Circuito Fora do Eixo deixam algo a desejar no quesito estética? Me poupe. * Marielle Ramires

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  13. Olá, Marielle! Obrigado pelas suas dicas, sempre dispensáveis.

    Trabalhar mais? De que forma?
    Do mesmo jeito que você?

    Percebo como vocês trabalham incansavelmente por aí.

    Deve estar entre as ações principais do dia comentar os comentários de um blog, blog este que não é do seu agrado. É, nota-se que o tempo disponível é farto, poderiam aproveitar de uma maneira melhor em prol do projeto que defendem.

    Ah, poupe-se você mesma dos meus espantosos comentários e vá fazer algo mais útil do que lê-los. Talvez alguma coisa que envolva água, sabonete, shampoo..

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  14. Tempo é escasso sim (bingo!), só não o suficiente para deixar passar asneiras como as que tu disse. Se tem um conceito que vem fazendo avançar pra caraii essa rede de ações toda chamada circuito fora do eixo, sem dúvida, é o tal do 'artista=pedreiro' que vc tava lendo com "tanta autoridade" 'Artista=pedreiro' é o 'do it yourself' tupiniquim, é a lógica da era dos sistemas de créditos, ou seja, das alternativas viáveis de sustentabilidade de um modo de vida novo. É a luz no fim do túnel pra esse mundinho enlatado que você tá defendendo quando fala tamanha idiotice. Antes fosse um idiota útil.

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  15. Ainda por aqui? Não apreciou a minha sugestão, né? Ok, ok! Entendo como é difícil mudar alguns hábitos ..

    Então o "artista = pedreiro" é a "salvação pro mundinho enlatado" (???) porque faz "avançar pra caraii" a cena? Ah bom! Por que não explicou antes? Genial!

    Versão brasileira pro "Do it yourself"? E é preciso ter uma versão brasileira? O conceito não é conhecido mundialmente? Ah, esqueci, acho que inexistem pedreiros no Brasil que falam inglês. Assim vocês podem divulgar isso como se fosse algo original e revolucionário criado pelo Espaço Cubo.

    Modo de vida novo = sobreviver com Cubo Cards? Deixo isso pros idiotas úteis..

    Ah, deixe de lado as substâncias entorpecentes, Marielle. Talvez assim você possa cumprir melhor seu utilíssimo trabalho de rebater as "asneiras" faladas por aí.

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  16. Cards = novo modo de vida sim!

    Nunca defendemos que se trata da única alternativa de sustentabilidade possível, mas sem dúvida, vem se mostrando hoje na cena independente brasileira uma das mais viáveis.

    Vem fazendo a roda girar de maneira eficiente, fomentando o surgimento de novas iniciativas no setor, a exemplo do próprio Grito Acreano, que surgiu com a primeira edição do Grito Rock aí em RB e cujas metas eram divulgar o festival e as noticias sobre a cena acreana.

    No mais ok ok, vou fazer o que tu tá me implorando desde o início, e deixá-lo relegado à sua insignificância.

    Só sustenta melhor a merda q tu arrota da próxima vez e contra-argumente com decência ao invés de enfiar 'banho' e 'drogas nisso'... Discurso raso, pelo visto, é sua tônica.

    No mais, podia ficar só mais caladinho que já ajudava. fui.

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  17. Marielle, apenas devolvi sua grosseria, e assim continuarei fazendo enquanto você não mostrar que sabe discutir como uma pessoa civilizada. Com pessoas decentes e educadas, eu argumento sim, e muito bem, com total respeito. Pessoas como você, eu apenas sacaneio.

    Você até tenta, mas não dá uma dentro, poxa! Já se mostrou incapaz de participar de uma discussão, mesmo quando fala de algo que supostamente conhece bem.

    Vá construir umas paredes, é mesmo algo bem apropriado pra quem não possui o mínimo de perspicácia.
    Se calado eu ajudo, devo dizer que você calada também se ajuda e ajuda os outros, pois evita a vergonha alheia que muitos devem sentir ao vê-la expondo sua mediocridade neste espaço.

    A propósito, você enrolou, enrolou, voltou aqui novamente.. mas o chuveirinho ainda está à sua espera. Cubo card paga a conta de água? Espero que sim. Vai lá, aproveita melhor teu tempo. Se você comprar um cérebro, aí sim terei prazer em discutir contigo e não precisarei lhe mandar fazer algo mais útil.

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  18. otima entrevista do vinicius, quem dera a gente aqui em Rondonia tivessemos mais empresarios preocupados em dar valor a cultura local!
    otima materia!

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